Mostrando postagens com marcador sensações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sensações. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de junho de 2007

Livre!



Dia tão musical, hoje... Lembrei de muitas músicas que me lembraram muitas pessoas e por sua vez trouxeram muitas sensações, enfim...
Sensações. Pensei no meu texto de alguns posts atrás, que falava sobre re-educação afetiva. A vida da gente é toda baseada nelas, não?
Você vai com a cara (ou não!) de alguém, por quê ele/a te traz algum tipo de sensação. Palavras causam sensações. Pra mim, nega maluca é algo bom, nostálgico, um engordativo feliz. Guarda-chuva é um trambolho, me deixa feliz e é algo que coleciono. Cartão de banco me deixa segura (bom, nem sempre...), estressada e dona de mim. E essa lista, obviamente, seria interminável.
Mas com músicas a coisa é diferente, não acionam apenas uma parte, digamos, concreta da memória. "Nega maluca; bolo de chocolate simples, com casquinha perfeita em cima, pra comer vários pedaços sem sentir culpa." Concreto.
Música não, ela aciona células, músculos, canais lacrimais, abre sorrisos, tensiona ou relaxa; "Trouble", do Coldplay, por exemplo. Hoje ouvi no mp3, vindo a pé pra casa, numa rua muuuuuito reta e muuuuuito longa, no fim da tarde. Com ventinho gelado no rosto. Perfeito! Aumentei o volume, desci da calçada (poucos carros na rua, nada de instinto suicida) e saí voando. Aquele piano deles é único.
Aí pensei em músicas que me lembraram de pessoas, e pensei em pessoas com quem mantive relacionamentos musicais. E senti um conforto gigante e fiquei feliz.
Lenha - Vô Imbolá - Zeca Baleiro
Vídeo

"eu nao sei dizer
o que quer dizer
o que vou dizer
eu amo voce
mas nao sei o que
isso quer dizer
eu nao sei por que
eu teimo em dizer
que amo voce
se eu nao sei dizer
o que quer dizer
o que vou dizer
se eu digo pare
voce nao repare
no que possa parecer
se eu digo siga
o que quer que eu diga
voce nao vai entender
mas se eu digo venha
voce traz a lenha
pro meu fogo acender"

Zeca Baleiro - Lenha

terça-feira, 29 de maio de 2007

Sobre a importância de se fechar ciclos na vida.

Como pessoa e como psicóloga, considero essa atitude, aparentemente tão básica, como sendo fundamental para uma vida menos cheia de neuras.
Começou um trabalho, está ruim, falta motivação, o chefe não colabora. Largar tudo só por largar? Ou encarar esse chefe e esse ambiente até esgotar qualquer possibilidade de bons ou maus sentimentos, no meio tempo procurar algo mais agradável, e então se jogar, com o pára-quedas devidamente armado?
Relação afetiva: desgastou, perdeu o encanto, quebrou o cristal. E aí, joga tudo pro alto e vai remendar o coração em algum boteco, de preferência sair de lá acompanhado(a) e recomeçar do mesmo ponto ruim? Ou dar todas as chances possíveis desse "amor" ainda ter algum resquício nas veias, lembrar por quê ele começou, lá pra trás, resgatar memórias e sensações esquecidas?
No outro extremo, em que acabou mesmo, vale manter a amizade ou apagar a pessoa de vez da sua vida? Essa é uma impressão muito pessoal, no meu caso fiz uma triagem de quem valia a pena manter por perto e quem a vida podia levar pelo seu rio que nunca pára.
Não é fácil, admito. É necessário um bom jogo de cintura, muita conversa, estabelecer certos limites e verbalizá-los, mas é possível, e muito confortante. Os gentis cavalheiros que passaram pela minha vida (nem todos, alguns estavam mais para nada sutis cavalos...) puderam me conhecer muito bem, dividiram momentos importantes, conheceram familiares que já não estão mais aqui nesse plano, enfim, fazem parte do livro autocolante de figurinhas da minha vida. Nada mais justo que, após o fim da atração física e da vontade de compartilhar o dia-a-dia reste o carinho e a confiança, e a certeza de que, em um momento de angústia, problemas ou mesmo simples boas notícias, eu possa dividi-lo com esses mocinhos escolhidos a dedo.
O marido entende e aceita, achou mais prudente se tornar amigo do que um empecilho nessas relações. E sou absolutamente agradecida por esse gesto de maturidade e confiança em mim.
Continuando no assunto, vejo na clínica como faz falta, em qualquer tipo de relação, que se FALE o que se pensa. As maiores paranóias e insônias e afins se formam por falta de coragem. Coragem de ouvir e de falar o que se pensa. "Não pergunto, então não existe", "não ouvi, então faço de conta que não sei". E aí nascem as desconfianças, os medos, a raiva, a tristeza.
Quando se tem coragem de perguntar o que se quer saber, claro, existe a possibilidade de se ouvir o que não se quer. Porém também pode acontecer de ouvir palavras perfeitas, sinos tocando ao fundo e passarinhos voando e cantando à sua volta. E essa sensação não tem preço.

Ando pensando nisso porque eu mesma estou fechando certos ciclos fundamentais e perguntando coisas importantes, mesmo com medo das respostas. Mas espero respirar aliviada depois que a faxina for feita.

-sem música por hoje-

sexta-feira, 1 de julho de 2005

Relapsa

Well, well, well...
Bonito isso, último post dia 06 de junho...
Mês bem ocupado, este. Novas amizades necessitando adubo, terra úmida e luz via messenger; antigas amizades desvanecendo-se por falta de atenção a sinais levemente encobertos, sinais os quais não fiz muita questão de ver na hora certa. Amizades eternas distantes em tempo/espaço, mas sempre próximas na mente e no coração.
Alguns quiprocós burocráticos, aqueles que sempre nos lembram que nada pode ser feito com a via amarela se junto não houver o carimbo na via rosa carbonada, que nos toma tempo e mais tempo útil em filas, guichês, pessoas sem graça.
Mês de frio, pés e mãos gelados. Mas ainda não o suficiente para gear e fazer "bafinho" enquanto ando pelas ruas de Curitiba...
Ah, é tenho andado pelas ruas de Curitiba! Essa foi uma boa decisão desse mês, ao menos três vezes por semana tenho colocado esse corpinho preguiçoso para se mexer em longas caminhadas. Sempre acompanhada da Nega, minha fiel escudeira de um metro e meio. E às vezes por outras boas amigas que aos poucos estão aderindo à "moda". Tomara que pegue, já que pela época não pode ser considerado apenas um "amor de verão".
Menos de um mês e já é possível sentir melhoras, que beleza! Saudades da minha natação, da minha yoga.

E falando em natação, ontem fiz algo estilo "Prazeres Amélie Poulain", algo que não fazia desde a última época em que nadei: comer Sonho de Valsa embaixo do chuveiro.
Nhami.
Era um hábito condenável, claro, nadar trocentas piscinas e logo em seguida devorar um bombom daqueles. Mas a sensação é única, sair de uma piscina com aquele ar de cloro e entrar no chuveiro morno, para então saborear o chocolate perfeito em camadas, primeiro a casquinha, depois o recheio... quando não o Sonho de Valsa, alguém da família, pelo menos, porque o que dá o tom é a casquinha. Pode ser Ouro Branco, Serenata de Amor, eu sou da época em que comia o Feitiço embaixo d´água! Sabem qual, de morango? Embalagem lilás, sabor muito próximo do Sonho de Valsa de morango (que, pasmem! Sairá de linha até o fim do ano... tristeza desde já...). Ai, ai... nostalgias. Talvez o sabor ontem tenha sido melhor do que eu lembrava por ter o gosto da saudade adicionado aos ingredientes. Saudade de quando muitas coisas eram bem menos complexas.
De quando se era amiga porque não havia porquê não ser; quando se era filha apenas, e isso em nada pesava; quando se tinha certeza de aos 30 anos estar casada, com filhoSSS, bem na profissão que teria sido decidida aos 20, com certeza e sucesso (Há! Essa é a mais engraçada...); enfim, quando a vida era algo interminável, onde haveria tempo para tudo, as pessoas seriam sempre boas e o stress não encontraria brecha para entrar de maneira alguma.
Preciso resgatar um pouco desse mundo cor-de-rosa, urgentemente.
Por hora, vamos tocando o barco, que apesar dos percalços, tá inteirinho, sem rachaduras, fluindo e seguindo seu caminho no rio da vida.

Maestro, qual é a música?
Friends -
Led Zeppelin III [ORIGINAL RECORDING REMASTERED]


Bright light almost blinding, black night still there shining,
I can´t stop, keep on climbing, looking for what I knew.

Had a friend, she once told me, "You got love, you ain´t lonely,"
Now she´s gone and left me only looking for what I knew.

Mmm, I´m telling you now, The greatest thing you ever can do now,
Is trade a smile with someone who´s blue now, It´s very easy just...

Met a man on the roadside crying, without a friend, there´s no denying,
You´re incomplete, they´ll be no finding looking for what you knew.

So anytime somebody needs you, don´t let them down, although it grieves you,
Some day you´ll need someone like they do, looking for what you knew.

Mmm, I´m telling you now, The greatest thing you ever can do now,
Is trade a smile with someone who´s blue now, It´s very easy just...

segunda-feira, 9 de maio de 2005

Fim


Domingo das mães, hoje.
Essa semana foi esticada, na quinta-feira viajei às pressas para o interior do Paraná. A avó do Cau faleceu.
Apesar de ter sido um alívio, essas situações sempre mexem com a cabeça da gente de certa forma. Eu revivi alguns sentimentos que tive quando minha avó materna faleceu há 8 anos. Em ambos os casos eram duas senhoras muito ativas e que sempre fizeram tudo pelos outros. Tiveram ambas um fim de vida sofrido, doente, na cama, com resquícios de dignidade, apesar do amor que as cercou nesse período.
Adoro pessoas de idade, a gente aprende muito com elas. Lembro de um estágio que fiz durante a faculdade de psicologia, em um hospital psiquiátrico, no setor de idosos. Como penso com carinho naquela época! Aprendi várias coisas, mesmo não estando com suas funções mentais totalmente coerentes eles todos tinham momentos de lucidez, cheios de recordações e sabedoria.
Me ensinaram a fazer bolos variados, melhor época para plantio de vários alimentos, cantavam "modinhas" enquanto um deles tocava uma viola desafinada, tentaram me ensinar a bordar ponto cruz (esse eu não aprendi até hoje) e, como uma delas gostava muito de ler mas estava com mal de Parkinson e sua retina estava descolando de tanto forçar a vista ao segurar o livro, eu lia para ela todas as vezes que ia lá. Mas no hospital só haviam livros espíritas, então passei a conhecer melhor a doutrina através da curiosidade da dona Nilda, querida. E eram muito divertidos, também esses meus velhinhos. Montar o presépio no Natal com eles foi uma farra.
Lembro da emoção no dia que eu saí do estágio, me deram uma vela perfumada em lata e muitos desejos de coisas boas para a minha vida.
Nos Natais seguintes eu sempre acendia a vela e pensava com saudade daquelas pessoas que só me deixaram lembranças boas.
Assim foi com o fim da vida de minha avó. Câncer. Um ano e meio deitada quase o dia todo, se despedindo aos poucos da vida, da família, dos amigos; aproveitei cada minuto que pude. Me contou da sua infância e juventude, anotei várias receitas do "caderno mental" dela, pedi que me ensinasse tudo que pudesse, lavava e secava seus cabelos, ajudava minha mãe e tia na higiene, enfim, agradeço por ter tido esse tempo-prorrogação ao lado dela. Me tornei uma pessoa mais humana depois desta experiência, com certeza.
E agora a vó do Cau, que eu adotei assim que conheci e só não me aproximei mais pela distância. Derrame, seguido de 7 anos de cama. Triste, caramba. Tanta gente do mal que vai-se embora com um tiro na cabeça, sem dor, enquanto uma pessoa boa de alma demora anos definhando, sofrendo... é de se perguntar o por quê.
Enfim, que descanse em paz, né?
Tenho então que agradecer, nesse dia das mães, por ter a minha por perto, com seu senso de humor e sabedoria sem igual, e por ainda ter uma avó, paterna, de novo firme e forte e recuperada da cirurgia, cada vez mais querida, cada vez mais "vovó". Gracias, então.

Maestro, qual é a música?
Amen Omen - Ben Harper - Diamonds On The Inside
Vídeo

What started as a whisper,

Slowly turned in to a scream.
Searching for an answer
Where the question is unseen.
I don't know where you came from
And I dont know where you've gone.
Old friends become old strangers
Between darkness and the door

Amen omen, will I see your face again?
Amen omen, can I find the place within
To live my life without you?

I still hear you saying
"All of life is chance,
And is sweetest,is sweetest when at a glance"
But I live,
I live a hundred lifetimes in a day.
But I die a little
In every breath I take.

Amen omen, will I see your face again?
Amen omen, can I find the place within
To live my life without you?

I listen to a whisper,
Slowly drift away.
Silence is a loudest,
Parting word you never say.
I put I put your world
Into my reins
Now a voiceless sympathy
Is all that remains.

Amen omen, will I see your face again?
Amen omen, can I find the place within
To live my life without you?

Amen omen, can i find the strength within.

terça-feira, 22 de março de 2005

Eu passarinha...


Nas andanças da minha vida, já fui comissária de bordo. Vulgo aeromoça. Por dois anos apenas, que na época pareceram ser muuuuitos mais.
Foi uma experiência bem interessante, excluindo aí as seqüelas - tendinites, olheiras, pneuzinhos , cabelo e pele sofridos além da conta; voava só pelo Brasil (o que, por si só, já é vôo para encher muitas escalas) e um bate-volta para Buenos Aires. Minha empresa fechou sem mais nem menos, e confesso que só lamentei até certo ponto; havia, claro, a tristeza por deixar colegas, amizades recém-adquiridas, a deliciosa falta de rotina de não se saber onde eu iria terminar meu dia, estar em Fortaleza passeando na praia em plena terça-feira pela manhã, comprar carne em Porto Alegre pela manhã para assá-la na churrasqueira do hotel em Manaus à noite e outros pequenos mimos que costumávamos dar a nós mesmos.
Mas como para tudo existe um preço, haviam os intermináveis SãoPaulo-Belém-Manaus madrugueiros, passar o ano-novo sozinha em um quarto de hotel me vestindo para voar às duas da manhã do dia primeiro do ano, reservas infinitas onde se era acionada aos 48 do segundo tempo, faltar a quase todas as datas festivas de família e amigos, encarar passageiros bêbados, encrenqueiros e afins, etc. Disso eu definitivamente não sinto falta.
Passei os últimos 3 anos contentinha de não estar mais nesta vida, mas hoje esse quadro mudou. Via Orkut, cheguei ao perfil de uma garota, Camila, que está voando em uma das melhores companhias aéreas do mundo, a Emirades Air. A sede fica em Dubai, nos Emirados Árabes, e a corajosa da Camila se mudou para lá sozinha onde, aos 24 anos, está dividindo através de um blog as experiências do seu primeiro ano trabalhando no Oriente. Adorei, li todos os posts hoje mesmo e me deu uma saudaaade de voar!!
Ela já voou no Brasil antes, mas agora os colegas, as aventuras, os passeios, todo o pacote de vôo é bem mais exótico. Quem quiser conferir, pode acessar aqui.
Outras coisas aconteceram, problemas de saúde na família mas... não vou falar sobre isso. Hoje prefiro deitar minha caixa pensante no travesseiro e me imaginar em Cingapura.
Boa noite aos que vão ao encontro de Morfeu!

Maestro, qual é a música?
Fly Away - Lenny Kravitz - Album Greatest Hits

Video

Fly Away
I wish that I could fly
Into the sky
So very high

Just like a dragonfly

I'd fly above the trees
Over the seas in all degrees
To anywhere I please

Oh I want to get away
I want to fly away
Yeah yeah yeah
Oh I want to get away
I want to fly away
Yeah yeah yeah

Let's go and see the stars
The milky way or even Mars
Where it could just be ours

Let's fade into the sun
Let your spirit fly
Where we are one
Just for a little fun
Oh oh oh yeah !

I want to get away
I want to fly away
Yeah yeah yeah
I want to get away
I want to fly away
Yeah yeah yeah