quinta-feira, 19 de junho de 2008

Campanha de apelo público e emocional

Tô com um abacaxi pra descascar. Minhas duas gatas x minha gravidez.
Meu apartamento não está comportando a "família" toda, não tenho uma sacada onde elas possam tomar sol e vento, estão confinadas à sala, cozinha e área de serviço. Estão estressadas, soltando bolas e bolas de pêlos. Tenho receio das reações delas quando o Theo chegar. E, principalmente, a ajuda familiar com que poderei contar após o nascimento dele é "rinítica" e não curte gatos.
A Escolha de Sofia, né? Eu sozinha com um bebê e duas bichinhas imprevisíveis ou eu sem gatos e com ajuda de tias, primas, etc?
Por isso, mesmo com dor no coração, estou procurando um lar pras meninas. Juntas ou separadas.
A Nina é malhada, basicamente branca com algumas manchas escuras. Achada na rua com algo em torno de 2 meses, criou-se no apartamento e é meio medrosa com rua e movimento (carros, etc). Gata típica, procura colo quando tá afim, mia pouco, tendo um canto de sol pra se encostar, é lá que ela está. Tem muita personalidade e é divertida, sabe quando apronta e quando vai levar um trambolhão na bunda. Foge disso, naturalmente.

Nina



































A Mia já tem uma personalidade mais pra quem gosta de cachorros. É uma siamesa meio guapeca, de patas brancas e olhos azuis claríssimos. Veio pra minha casa aos 7 meses, de uma casa onde morava com um cachorro. Passavam o dia sozinhos e o cão comia a comida dela, então ela tem algumas questões alimentares. Por desespero de passar fome, engole rapidamente e sem mastigar direito a ração do pote. Passou uns dois anos desnutrida aqui, pois a comida voltava toda, até que fiz um trabalho de psicóloga de distúrbio alimentar com ela, sentando ao seu lado enquanto comia, conversando calmamente, fazendo carinhos, e ela melhorou muito. Ainda é meio desesperada, mas hoje já engordou bem (tem uns 4,5 kg!!)e está bem mais calma. Mas quando digo que se parece com um cachorro é porque me espera na porta quando chego, me segue enquanto faço coisas pela casa, está sempre atenta aos meus estados de espírito. Comigo e com algumas poucas pessoas com quem se identifica, a relação é mais íntima: se tenho dores em alguma parte do corpo, ela senta ali em cima e faz uma "massagem" com as patinhas, até a dor aliviar. É muito carinhosa, mas tem um pouco de medo de muita gente na casa, se esconde nessas ocasiões. E não gosta quando alguma porta se fecha na sua cara, mia mesmo. Com vontade. Siamesa típica...

Mia































A data provável de nascimento da Nina foi outubro de 2003, da Mia março de 2004. Ambas foram castradas, receberam as vacinas principais e tomaram vermífugo no fim do ano passado. Como não saem do apartamento, não têm contato com outros animais, por isso não sou tão neuras em relação a doenças. Mas se alguém quiser abrigar minhas meninas, levo no veterinário para check-up e banho antes de entregá-las.
Então é isso. Com aperto no coração, mas pensando no bem-estar delas e meu nesse período "mãe", abro mão das minhas companheirinhas.
Se você, pessoa de bom coração, tem lugar na sua vida para uma ou duas felinas muito especiais, por favor, me avise. Confio na tese que diz que gatos são bem adaptáveis e não vão sofrer demais com a mudança. Já eu, não garanto nada...
Grata pela atenção!



3 comentários:

Blogiana disse...

oi amoreca sumida...

falo com minhas amigas curitibanas e te aviso...

bjs
adri

Rodrigo disse...

Dá dó, eu sei, mas se te conforta minha mãe teve que fazer o mesmo com um yorkshire quando eu nasci.

Anônimo disse...

Aceito as duas.
Anakin from Dubai.