sábado, 31 de outubro de 2009

Creepy


Meio-dia, toca meu telefone. Um amigo muito querido, voz tensa, me identifico e sinto o alívio na linha. "Uli, que coisa boa ouvir sua voz. Tive a notícia que você havia falecido".
Contraio o corpo na hora, murro no estômago. Minha atenção fica desperta.
Um amigo em comum, que está em SP, acordou com a seguinte SMS, "A Uli faleceu". Tentou falar com o Cláudio, que não atendeu o celular, e começou a procurar notícias. Ligou pro amigo, a namorada dele atendeu e então ela ligou chorando pro meu amigo pra contar a notícia. Ui, ui, ui. Isola.
Liguei pro amigo em SP, a mensagem era "A "Ully" faleceu". Outra Uli/Ully. Ironia do destino, afinal não é um nome/apelido lá muito comum.
Estou gripada, mas não é pra tanto. Não é nem a gripe A!!
E que putz injustiça seria. O dia tá maravilhoso, meu passarinho aprendeu a andar essa semana e tá sendo lindo observá-lo descobrir o mundo, tô legal no trabalho, em casa, com família. Nem tudo são flores, obviamente, stress é companheiro constante, parece uma tornozeleira de condicional. Se saio da linha, apita. Mas conseguindo equilibrar tudo, tocando a vida.
Ully, quem quer que você seja, que Deus a tenha.
Que bom que ainda não foi comigo o encontro...

PS: detalhe que hoje é dia 31/10. Brrrrrrr.....



quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ratatouille


Ando viciada em blogs e livros de culinária. Colecionadora compulsiva de receitas, como li num deles...
Até atualizei a lista aí ao lado, não estão ainda todos os meus favoritos (no "De Comer"), mas a grande maioria já consta. Com isso vem crescendo uma vontade de cozinhar mais e mais, apesar de odiar o "ter que fazer o almoço". Posso até cozinhar todos os dias, mas o "ter que" é que mata a empolgação e a criatividade. Acabo me dedicando muito às papinhas doces, sopas e outros quitutes de bebê e na hora de fazer a minha comida, tá tarde, a fome já chegou e como qualquer coisa ao alcance das mãos. Até Hot Pocket almocei esses dias, ó que fim de linha!
Mas a pediatra do Theo me alertou para os perigos de não cuidar de mim, só do pequeno: o fato de que isso pode me levar embora antes da hora e aí, quem vai cuidar do pequeno? Ah, essas médicas e seus argumentos infalíveis...
Hoje venci o comodismo e fiz arroz integral com gersal de gergelim preto, feijão carioca, linguiças pré-cozidas na pressão e refogadas com cebola na panela de ferro e talos de brócolis refogados na cebola, alho e shoyu. Montoeiras de comida, só pra mim. Ó que triste. Ainda bem que amanhã a diarista vem e fazemos um repeteco, com mais alguma coisa inventada na hora.
Melhor que Hot Pocket, com certeza. Mas o Theo precisa crescer logo, pra ter mais graça cozinhar sempre. E do jeito que esse menino gosta de se alimentar, ocasiões pra testar receitas é que não vão faltar!



terça-feira, 18 de agosto de 2009

To be or not to be

"A ordem é o prazer da inteligência. A desordem é a delícia da imaginação".

***meu eterno conflito. E a causa do meu sumiço por estas bandas.

Pondo ordem na vida.



sexta-feira, 17 de julho de 2009

Trêspontoquatro


Então que ontem envelheci mais um ano. Não planejei nada, no máximo pedi um bolo pra tia madrinha (que se empolgou e fez três - brigadeiro com côco queimado e marshmallow, damasco com doce de leite e torta de limão) e fiz cachorro quente, o tradicional dos meus aniversários. Aí deu vontade e fiz brigadeiros e minha mãe fez um pavê louco de bom, aí minha sogra fez torta de frango.
E minha família foi chegando, e algumas amigas também foram chegando. Assim, à vontade. E quando vi tive festa de aniversário! E algumas ligaram, quiseram e não puderam vir, daí vieram hoje, e tive... repeteco de festa improvisada.
Theo se comportou, foi no colo de montes de gentes. Experimentou doces e cremes, acho que gostou. Pessoas à minha volta de bom humor, eu cansadésima mas feliz, tranquila. Ganhei a bolsa mais linda, que minha "dear mommy" ralou costurando por dias. Cheia de gatos!!
Tenho uma pilha de scraps do orkut mais facebook e e-mails pra responder, e faço questão de responder um por um, personalizado. É um jeito de perguntar e saber um pouco de cada um que lembrou de mim.
Agradeço por um ano bem diferente, pela maturidade que a maternidade me trouxe, pelas faxinas internas que já comecei a fazer. Peço mais organização e priorização do que é realmente importante nessa vida.
Começo bem esse novo ano.
Namastê!


terça-feira, 14 de julho de 2009

Smile

Theo está aprendendo a dar risada. Não a rir, claro; o menino está fazendo dez meses hoje e ri desde que me lembro dele fora da minha barriga.
Mas entrou na fase de responder comandos e, com isso, encantar todos em volta. A gente pede "palminhas", ele ergue os bracinhos e dá-lhe bater palmas; pedimos a "zebrinha", põe e tira a língua da boca rapidamente (alguém aí tem idade pra lembrar da zebrinha do Fantástico, que fazia o mesmo movimento quando davam o resultado da Loteria?); no "Fusquinha", imita um porquinho de nariz enrugado e soltando ar pelas narinas (na minha opinião, o mais fofo de todos). E reparou que as pessoas em volta riem, outras vezes sorriem, algumas gargalham. E de repente estamos lá, rindo à toa, ele começa a gargalhar nos imitando. Risos quebrados e pausados, tentando acertar na entonação. Três dentes e muita gengiva aparecendo e um extremos controle por parte da mãe dele pra não esmagá-lo de tanta fofura.
Ô trem bão esse de ser mãe!




segunda-feira, 29 de junho de 2009

Querido Diário

Hoje me senti "tipos" Larry, Curly e Moe. All at once. Ô, diacho!

Tranquila, fazendo meu almoço e a sopa do Theo, ele reclamando no cercadinho. Solidão, acho.
Puxei o cadeirão pra cozinha e coloquei lá o pequeno, assim nos faríamos companhia. Nisso toca o telefone na sala. Entre pegar o aparelho e voltar pra cozinha, ele conseguiu se esticar diegohipólitamente e puxar e jogar no chão uma caixa com 12 ovos, mãozinhas já tocando o açucareiro. Next in line.
Tudo bem até aí, quem mandou deixar ovos ao alcance de um bebê? Abro a caixa, um espatifado escorrendo no chão, dois apenas com a casca quebrada. Beleza, estrago pequeno. Na pressa, a manga da blusa derrubou mais um (obviamente não um de casca trincada), direto para o chão. Caiu em grande estilo. E outro caiu na pia. Xinguei Nossa Senhora da Santa Paciência e em movimentos muito rápidos, querendo limpar tudo antes de espalhar mais, derrubei a panela de pressão (sem a tampa, que é pra dar mais emoção) com a sopa pronta dele na pia. Metade se espalhou em cima da louça suja. Agora duplamente suja.
Detalhe: no telefone, era a homeopata confirmando consultas dele e minha para dali a uma hora e meia. Lá, no consultório. E nós aqui, em casa. Ainda sem almoço, ainda sem banho. E com ovos escorridos pelo chão.
Pois muito bem, antes de comer, mamãe caridosa resolve tirar o cocô da fralda do bebê. Com pressa. Ah, a maledetta...
Puxo a fralda com bolotinhas escuras e deixo a mesma cair no chão do quarto. Um ser de 9 meses e sem um pingo de juízo semi-nu em cima de um trocador e seus dejetos rolando pelo piso do quarto. Qual atender primeiro?
Toca o celular. Atendo esse primeiro. O amigo do pai que emprestou uma nota fiscal e usou nossa conta para um depósito e quer que eu anote "as agências e contas" para onde o dinheiro deve ser transferido. "Amanhã, se possível, ok?".
Theo come, ao mesmo tempo engulo minha comida, em etapas. Ele cochila uns 15 minutos, nos quais eu tomo meu banho versão troca-de-pneus-durante-a-corrida-de-F-1, uma mão ensaboando a cabeça enquanto a outra lava o pé.
Heroicamente, chegamos com apenas dois minutos de atraso à consulta. Falo descompensadamente que preciso de homeopatia pra ontem, porque "acho que estou ansiosa". A médica me olha com olhos de compaixão.
Aí lembro que a bateria do carro precisa ser trocada, e por quê não também as palhetas dianteiras? Um pulo na farmácia, pois ainda amamento e minhas vitaminas acabaram. Também vou ao banco, ver se o cheque do homem já compensou pra começar a transferir o dinheiro. E na farmácia homeopática, mandar fazer a lista que a médica recomendou.
Ops, hora do Theo comer. Papinha Nestlé, no carro mesmo. Derrubo a colher cheia de papinha de mamão e laranja em cima da minha blusa. Água pra limpar? Acabou. Uso a da mamadeira. Theo puxa a mesma da minha mão e vira em cima de si. A única roupa, na pressa não levei extras.
Uff. Já cansei. Isso que nem cheguei em casa. Mas já deu pra sentir como é um dia típico na minha wonderful life. Fora trânsito, estacionamentos, flanelinhas-filhos-de-satã-tentando-estorquir-dinheiro-fácil, tira bebê da cadeirinha, põe bebê na cadeirinha... sorte minha, a maior de todas, é ter comigo o menininho mais compreensivo e risonho do planeta. Isso torna tudo mais fácil e consigo rir na maior parte das vezes. Sorrir, pelo menos.
Só faltou a torta de chantilly na cara.



terça-feira, 23 de junho de 2009

Foi.


Assim que postei, me ligaram da clínica, com más notícias.
Ao que parece, os felinos possuem uma membrana chamada Omento, que é super vascularizada e fica em torno dos orgãos do bicho. Pois então, ela tinha uma neoplasia (câncer) nesse tal de omento. Cheia de grânulos, irrigado por tudo. Sem chance de remoção. Opções? Esperar voltar da anestesia, passar por um pós-operatório dolorido e complicado e a partir daí, só piorar de saúde. Ou... colocá-la para dormir.
Choque. Mas fomos de segunda opção, aproveitando a anestesia e garantindo que a pequena não sofreria mais. Meus pais e eu fomos até a clínica, a medicação da eutanásia já havia sido dada. Corpo ainda meio quente, ela costurada e coberta por uma mantinha confortável, "esperando" seu último cafuné.
Ô, tristeza enorme. Tá doendo. Mas Deus me livre manter minha pipoquinha viva e com dores só pra eu ter mais um tempinho ao lado dela!
Como não temos a menor intenção de visitar cemitério de gatos nem de guardar uma mini-urna com cinzas em cima da lareira, sugerimos doar o corpinho dela para estudo. As médicas disseram que é um câncer muito raro e as universidades têm carência de felinos para estudo. Como ela já está na nossa mente e no nosso coração, acho por bem ajudar os veterinários a aprenderem a diagnosticar esse tipo de doença mais cedo e se possível salvar a vida de outros gatinhos.
E ainda por cima, hoje faz exatos 12 anos que minha avó querida se foi. Ô dia!
Que estejam na luz, ambas.
Amém



"Na saúde e na doença"

Bom, Theo sarou da gripe. Aí fui em quem caiu na dança. Em seguida Cláudio fez as honras e entrou na contradança, e assim passamos um mês emperebado.
Apesar do "virus free environment", a preguiça e lezeira típicas de inverno chegaram, na verdade praticamente despencaram, aqui em casa. O único em constante movimento é o pequeno. Gente, como pula! E derruba coisas, e quebra outras, e gargalha muito e sempre.
Esse frio curitibano é de lascar, a roupa demora uma era pra secar no varal. Tenho três, sempre cheios. E fico perseguindo qualquer vestígio de sol ou vento pela casa, na tentativa de adiantar minha vida e minhas funções "do lar".

¨¨¨¨
Minha gata mais velha, a Miucha, está doente. Foi meu presente de 18 anos, já está com 16, a bichinha. Desde que me mudei para um apartamento ela ficou morando com meus pais, estava acostumada com jardim, tomar sol lá fora, etc. É tida como Highlander há anos, essa nasceu com umas 19 vidas. E já gastou quase todas, de tanto que aprontou em vida. Mas começou a "inflar" há umas duas semanas e está há 5 dias internada. Aparentemente, o intestino não estava funcionando há um bom tempo, estava desidratada e coisinhas decorrentes do quadro. Daí pra ultrassom, raio-x, dias de fluidificação e nesse momento, cirurgia, foi um pulo.
É uma gata super discreta, se procurar bem é capaz de se encontrar uma plaquinha de patrimônio por baixo do pêlo. Quase um móvel da casa, sempre ali, dormindo ou acompanhando os movimentos da família. Não me agrada em nada a possibilidade de perdê-la... tantas memórias boas com ela no meio! Foi testemunha da minha adolescência tardia, companheira, dividiu a cama comigo por muitos anos, me defendeu e alertou de perigos inúmeras vezes. Chata como só uma boa siamesa consegue ser, inteligente a ponto de subir na pia e bater a pata na chaleira às 5 da tarde, hora de esquentar a bolsa de água quente dela.
Há duas semanas, no feriado, pais viajaram e fiquei encarregada de ir até a casa deles cuidar da Mi. Logo no primeiro dia, uma angústia enorme ao vê-la. Demorou a atender meu chamado, quase não havia comido. Mas veio toda fofa, ronronando e querendo seu cafuné. Senti algo esquisito. Nossa comunicação anda falha, com o Theo minhas atenções não se voltam mais muito para ela quando vou até lá. Mesmo assim, nossa sintonia é forte. Dias depois, o pedido para que eu a levasse ao veterinário. Na consulta, garganta engasgada o tempo todo. Me despedi dela com muito carinho e conversa. Mas essa história de cirurgia me deixou apreensiva... em tese é só pra retirar líquido da cavidade abdominal, mas os exames até agora foram inconclusivos.
Que ela não sofra.
No aguardo de notícias.



quinta-feira, 28 de maio de 2009

Virose


Então que meu bebê tem gripe. Então que o nariz dele tá super entupido, e ele ainda não sabe expelir o muco. Então que precisa ficar o máximo possível de tempo inclinado/quase em pé pra poder respirar melhor.
Então que a mãe dele não dorme direito desde segunda, tendo inclusive na primeira noite ficado sentada o tempo todo com ele no colo, preso ao sling pra não cair, na esperança que ele tivesse ao menos umas duas horas de sono tranquilo.
Então? Que eu amo esse menino absurdamente mais e mais a cada dia, com ou sem dormir.
Que sare logo!



segunda-feira, 25 de maio de 2009

Passarinho me contou...

Que ninguém é tão grande que não tenha nada pra aprender, nem tão pequeno que não tenha nada pra ensinar.