segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ai. Maxi-chorei.

Então que ultimamente meus hormônios andam transtornando meus dias ('só ultimamente?' diria o marido). Ovular dói, menstruar dói, amamentar dói. E até oferta de pneu na televisão anda arrancando aquela lágrima teimosa no canto do olho.
Mas como 'ser humana' e psicóloga, sempre afirmo que, se teve vontade de chorar, chore. Porque alivia irritação, alivia dor de cabeça, você põe pra fora toda a emoção e fica com aqueles pensamentos racionais pra dar conta, sem nada atrapalhando.
Aí que os soldados americanos voltaram do Iraque. Aí que passei 10 minutos 'pondo pra fora toda a emoção'.



E lembrei de quando eu mais sofria nos meus curtos anos de comissária: fazer reserva no aeroporto. É assim: chega a escala e tem lá um tanto de vôos certos que você vai fazer. E outro tanto de "reservas", dias e horários específicos em que você precisa estar uniformizado, de prontidão, na sala dos tripulantes. Faltou alguém em algum vôo, você é escalado e adeus escala perfeita, lá vai você pra um Manaus madrugueiro e não volta a tempo de pegar seu fretamento São Paulo-Recife-Fortaleza-2-dias-inativo que você tanto amou quando a escala chegou (sim, aconteceu).
Mas nem era tanto isso que incomodava na reserva. 6 horas de bobeira por lá, dá-lhe perna pra bater por aquele aeroporto de Guarulhos enorme, e ficar no Desembarque observando era certeza das tais lágrimas teimosas no canto do olho. O namorado da moça ansiosa voltando do intercâmbio, os netos agitados chegando pras férias com a vovó, uma pessoa doente chegando de cadeira de rodas pós-cirurgia e metade da família esperando com faixas, grupos de amigos comemorando com vários 'adeus' após a viagem de encerramento de colégio/faculdade... E eu lá, invariavelmente escalada em Páscoa, Ano-Novo, aniversário das pessoas queridas.
Foi muito legal, conheci gente do meu coração naquela época, mas olha... amo minha casa, minha rotina, minhas pessoas queridas por perto. E aprendi a dizer que amo aqueles que merecem ouvir.
Dá licença, vou ali pensar na vida.

6 comentários:

Carola disse...

Eu maxi choro todasantavez que vejo alguma criança, adolescente ou adulto Down aí, vivendo de boa, fazendo sucesso! Haha! Sabe aquela propaganda da Oi, que tem uma menininha Down que fala "Oi!" CHOREI! Hahahahahaha!

Vou fazer um consórcio com alguma fábrica de lenços! Olhe, recomendo! Haha!

Bernard Tavares disse...

Muito legal me emocionei bastante gostei do seu jeito de escrever
bju parabens pelo blog!!

Uli disse...

Ô se sei, Li... não dó Down, mas toda pessoa que supera suas barreiras pra crescer na vida toca a gente de um jeito que só com kleenex mesmo.
E sinto que a Mila ainda vai render algumas boas sessões desse maxi choro. Só palpitando.

natacha disse...

Oi uli querida,
texto lindo como sempre e vc sensivel como sempre.
Me senti incentivada a escrever, um beijo enoooooorme da sua pequena que te adora demais!

Eliene Vila Nova disse...

Oi
Menina conheci sua sala no blog da Aninha e pelo visual,tive certeza que encontraria aqui uma pessoa mais que especial.
Posso falar?
Te amei!
Sou assim também,maxiemocionada com tudo,rsrs.
Adorei e voltarei sempre.
Beijos
Um ótimo final de semana

Tauana disse...

Oie Uli... cheguei aqui pelo blog da Aninha e pimba me apaixonei... adorei seu relato e pronto 03 minutos de pura emoção!
Bjokas!!!