domingo, 8 de julho de 2007

Arraiá

Bem-vindas sejam certas tradições!
Fugi mês de junho inteiro das festas da época, e hoje fui à uma festa "julina". Foi na minha antiga vizinhança, algumas amigas que ainda moram por lá resolveram fazer um encontro para que os novos vizinhos pudessem se conhecer e convidaram alguns dos antigos moradores, o que foi bem simpático da parte delas.
Deu fácil, fácil mais de 200 pessoas, festa na rua, bandeirinhas nos postes de luz, mesa fartíssima, graças à colaboração de todos, quentão, pinhão, pipoca, quadrilha para os mais ousados, sanfona e viola pro "arrasta-pé"...
Me lembrei de festas de quando era pequena, sem tanto marketing, com prendas que valiam a pena na pescaria, com uma ingenuidade mais verdadeira no ar, era fácil convencer alguém a se fantasiar. Sem medo de "queimar a cara, pagar mico".
Vi pessoas que me viram crescer, vi outros que ajudei a cuidar quando pequenos já adultos e com filhos; e sem hipocrisia, também vi pessoas que preferia não ter visto. A minoria, Amém. Normal em qualquer comunidade, não?
E ainda conheci quem mora na minha ex-casa, tomara que cresça uma amizade ali.
Nostalgia boa, paz interna.
Obrigada, meninas! Que colham bons frutos dessa iniciativa de hoje.
Uma paçoca e um pé-de-moleque a todos.

Estória da Baratinha - Coleção Disquinho

Um comentário:

Rodrigo disse...

Curitiba tem uns lances que me parecem coisa de filme americano de vizinhanças muito muito desenvolvidas e que se amam, feito aquelas histórias de receber os novos moradores da quadra com festinhas no quintal, rsrs.

Quanto ao tão temido mico, uma pena. Ultimamente tenho praticado mais meu lado 'Não importo o que pensem' e sido mais feliz nas pequenas atitudes. Todo mundo devia fazer o mesmo. Se vai te render boas gargalhadas no futuro, pq não fazer? Vamos todos ser ridículos com roupas caipiras, pq achar que com isso estará se privando de ser ridicularizado... ah, isso sim é o que há de mais RIDÍCULO em sua essência, concorda? Vamos nos convencer de nossa pequenez de uma vez por todas e aproveitar a vida que num piscar de olhos, se foi.

Obrigado pela paçoca, tava ótima!
Beidjos!