quinta-feira, 6 de setembro de 2007

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Sumi, né?
Ando num pique não-condizente com minha vontade. O marido trabalhava em casa, na verdade há uns 4 anos minha sala de casa era o estúdio dele, com estagiários, clientes e tal. Há 3 semanas ele mudou a estrutura de trabalho dele para outro lugar, e após muito tempo, voltei a ter casa.
Isso mexeu muito comigo, estava quase fazendo carinho nas paredes, cafuné nos móveis, gravando o som do silêncio pra ouvir antes de dormir. E junto com isso, arrumando, organizando, trocando as funções dos quartos, enfim: carangueja que sou, passei um período de recolhimento trocando minha carapaça.

Minha velha/nova sala de casa
E gente! Como tem feito calor em Curitiba. Andava toda feliz com meu guarda-roupa de inverno, jaquetas, cachecóis e afins. Acabou a graça.
Juntando o momento "mi casa és... mi casa" com a pressão arterial lá no pé, realmente, sentar aqui de costas pra janela ensolarada e contar coisas da vida, não tava podendo. Abandonei blog, msn, longos e-mails e, pasme! até a tv a cabo! Realmente, estou fora do meu estado normal.
Mas tenho uns eventos tipo casamentos agora em setembro (já arranjei roupa, ieiii!), um em São Paulo, por sinal. Certeza que renderão boas histórias.
Então eu volto. Só não sei quando.

Construção - Álbum Construção - Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer, a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente têm que engolir
Pela fumaça desgraça que a gente têm que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente têm que cair
Deus lhe pague

Pela mulher carpinteira pra nos roubar e cuspir
E pelas moscas lixeiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira de quem vai nos redimir
Deus lhe pague

4 comentários:

Carola disse...

Ana, vou fazer minha boa-ação do semestre, vou para Mangueirinha levar a Emília no aniversário da prima Valentina... atendedo ao pedido desta, q telefonou para mim e falou pessoalmente comigo! Hahahahaha!!! Fiquei com saudades dela, q deve estar uma mocinha!!!

Semana q vem te conto!

Bjos, bom casamento! Pega o buquê prá mim!!!! Hahahahahaha!!!

Lorena disse...

Agora vc exagerou no sumiço mesmo !
Ei, eu conheço a mãe desta Valentina que fez aniversário em Mangueirinha ...é a Fabi , se formou comigo! O mundo é mesmo um lavabo!
bj

Kaká disse...

Miga, volta!

Leonor disse...

Gente, já deve ter até vindo para Sampa né?! Ia te chamar para tomar um chopps e comer dois pastel!