segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mas tava aqui, pra onde foi?!

Hoje me caiu uma ficha (por sinal, acabo de ver como estou passé composé, fichas caíam nos telefones públicos do século passado!): doismileoito acaba mês que vem. Ãrrã. 38 dias apenas. Mas ontem mesmo eu estava de taça de espumante na mão comemorando o ano que ia nascer, com muito dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender!


Pois foi o tal do ano, esse. O bolso não viu muito dinheiro, a saúde esteve praticamente inteira voltada para a fabricação e o bem-estar do Theo. Deixei de ser só filha para ser também mãe. Revi montes de amigos, resolvi outros montes de pendengas. Comentei uns posts atrás, antes do Theo nascer, que sentia como se estivesse de mudança pra Namíbia em setembro, tal era minha urgência em terminar e organizar coisas, pois achava que nunca mais ia voltar a ser dona da minha vida. Pois digo novamente, que bom que fiz tudo aquilo. E que pena não ter conseguido fazer mais. Como esse menininho exige minha disponibilidade!
Tô só esperando o momento em que vou me pegar correndo atrás da bolinha vermelha que ele jogou, no melhor estilo "vai ali mamãe, pega!"...
Fazendo parte deste mundo gestante/pós-parto descobri coisas absurdas na internet. Sites, fóruns de discussão, comunidades, esse é um mundo bem neurótico e "florzinha". Não me decidi por tomar partido de nenhuma corrente específica. Não quero o pequeno dormindo na minha cama, por exemplo, mas também não acho legal deixá-lo berrando sozinho no berço até ficar roxo e perder a voz. Produzi uma criança muito grande, que, se você ficar parado olhando com bastante atenção, é capaz de conseguir ver crescer. Logo logo não cabe mais no colo das pessoas, por maior que seja a boa vontade. Então por quê não encher esse menininho de colo, chamego e cafuné enquanto ainda é possível, sem precisar de Gelol e tipóia depois? Combinei com a pediatra dele que vamos resolver como tirá-lo do hábito de ficar pendurado em mim mais pra frente.
Mas como tuda na vida tem consequências, esse gesto de amor de mamãe para filhote se torna uma faca de dois gumes. Ou tá no meu colo ou não tá bom. E anda em fase de pico de crescimento, pedindo leite de duas em duas horas. Detalhe: se mama 7 da manhã, pede de novo às 9. Mesmo que tenha ficado mamando até 7:40, aí feito uns charmes, se espreguiçado e dormido só 8:20. Quando começo a cochilar, ele abre o bocão de novo. Sei que comportamentos se condicionam, acredito piamente que vou conseguir mudar isso daqui um tempo.
Isso tem me deixado afastada de tudo, inclusive do Baú. Sinto falta de escrever, de organizar minha vida, de ir ali e já voltar, sem precisar levar a mudança junto. Até 2007 acabar, eu era dona de verdade da minha vida e não tinha consciência disso. Não voltaria atrás por nada, me encontrei sendo mãe e apesar de andar por aí com uma cara meio bocoió, anotando tudo nas mãos pra não esquecer, sei que vai passar.
Descobri minha gravidez 14/01/08 e minha vida mudou 14/09/08. Tinha como 2008 não ser o ano do mono-assunto?


Meio cedo pra uma retrospectiva? Mas como posto sem saber quando voltarei, melhor me garantir ;o).
Que 2009 seja mais diversificado de assuntos, que meu pequeno-grande Theo cresça saudável e cada dia mais fofo, que minha porção Mulher-Maravilha aflore, pra eu dar conta de tudo que me espera. Urgente.



Um comentário:

Nadi disse...

Awwww que lindo o Theo!

Uli, bem que vc faz dando colo ao menino... nao vai atrás de teorias. Eu aprendi que a gente é que faz as nossas próprias teorias, assim na prática mesmo. E que nunca valem para o outro e sim pra gente.
Estes dias ouvi de uma colega sobre uma pesquisa afirmando que a babá eletrônica é o principal motivo dos adolescentes violentos nos EUA. Se tivessem dormido no meio dos pais e mais contato [humano: afeto, carinho, atenção] com eles não haveria tantos problemas.
Acredito que seja verdade mesmo.
Nossos filhos precisam de atenção e de vez em quando um NÃO, para impor algum limite.
Ai, o texto me pareceu uma despedida de 2008. Tomara que ainda consigas voltar!
beijo, beijo!!
Nadi