segunda-feira, 8 de março de 2010

Cadê?

Sumo por quê?
Sempre parto do princípio de que, se não há a nada de bom a ser dito, que se mantenha o silêncio.
Não que minha vida esteja um erro. Mas tenho passado por dias bem "cotidianos", uma gracinha do Theo aqui, um momentinho delícia ali, e entre idas ao mercado, médicos de rotina, fazer almoço, arrumar a casa, ir pro consultório atender, vão-se os dias. O corpo reclama a falta de descanso decente, o bolso reclama a falta de mimos fora do orçamento, a mente reclama a falta de leitura por horas a fio sem preocupações maiores.
Theo já tem 11 dentes (mas o juízo acho que só vem com os dentes do siso mesmo). Fala tudo, muita coisa no idioma particular dele, mas imita todas as palavras que ouve e o encantam. É "gelado" pra cá, "pesado" pra lá e, mais importante que falar apenas, já entende o conceito por trás das palavras. Falta apenas a noção de tamanho e espaço.
Por exemplo, sabe que sapatos vão no pé. Mas já o vimos algumas vezes tentando calçar o tênis da Barbie da prima. Ou tentando entrar pela porta de um carrinho ou jipe de plástico, irritado por não caber.
Tem um temperamento forte, o pequenino. Sabe o que quer e como chegar lá. Cabeça dura em todos os sentidos, teimoso como só a mistura desse pai e dessa mãe poderiam resultar e com um esqueleto de adamantium, impressionante como se machuca e não reclama de dor praticamente. Ainda mama no peito, o que nos mantém mais ligados ainda. Domingo completa um ano e meio, mas parece uma longa vida já, essa nossa em comum.
Parte de mim quer uma casa cada vez mais limpa, clássica, cheia de portas de armários e sossego para os olhos. Aí vejo um ambiente verde maçã com cortina de listras em tons de rosa e uma mesa com toalha de bolinhas rosa clara e me apaixono.


A vontade é contratar uma caçamba, estacionar na garagem do prédio, abrir as janelas e jogar tudo que passar pela frente dos meus olhos. Aí penso que sou canceriana, que adoro uma memória, um "recuerdo", uma herança de vovó e sossego o facho.
Sinto que preciso viajar, pra longe, pro desconhecido, pro novo. Muito tempo fincada por aqui, o mês na praia foi uma extensão de casa, né? Casa dos pais, ambiente conhecido, praia sem graça. Só pra mudar de ares, mas o efeito psicológico ficou faltando.
Vou aproveitar que ainda é cedo e ler, como há tempos não faço. Theo no berço, marido na agência e eu envolta na trama policial de "Os Homens Que Não Amavam As Mulheres", de Stieg Larsson.
Buona notte!
E feliz Dia Oficial da Mulher!! Mas nos parabenizo todos os dias, pois não é qualquer homem que aguentaria o tranco não...



7 comentários:

Transtornada disse...

Ai ùli.... Porque a gente é assim? Não consegue ficar na mesma, tem que mudar senão enlouquece, mas ao mesmo tempo somos tão apegadas às coisas do passado, né? Tô com saudade, na verdade tô precisando de um colinho de Úli...

Rod Sánchez disse...

11 dentes? Falando quase tudo? Um ano e meio? Peraí, ele nasceu ontem!! :~

thayspetters.blogspot.com disse...

Muito bom esse blog. Melhor ainda a frase
'se não há a nada de bom a ser dito, que se mantenha o silêncio'

vou seguir isso
=**

thays disse...

Oi Uli! Sou sim, aliás, trabalhamos juntas aqui na Gazeta. Só que agora eu fico de manhã e ela a tarde =/

Vou favoritar o seu também.
beijos

Carola disse...

Sim, mas explica esse lance do não falar nada lá pra minha família... rsss! Roubei seu calendário ali do lado, mó legal! Essa 5a ainda não vou, aliás.... ainda não sei quando vou poder voltar. Ainda não rolou ajeitar isso. Tá na pauta, mas sabe como é... aí eu te aviso né! E certeza que nenhum homem aguentaria, cê acha que Deus já não sabia disso?!? Hehehe! Bjus!

Ari. disse...

Oláá...comecei a ler hoje, na verdade, devorar o blog! Amei demais cada frase, o tom sarcástico é demais, tudo que envolva o Théo é maravilhoso ler...deve ser muito gostoso mesmo. Um beijão.

Uli disse...

Pois voltem sempre!!!!
bjo
Uli