Mostrando postagens com marcador divulgação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador divulgação. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de setembro de 2010

Adoooooro!



Adoro ser blogueira. Adoro esse mundo tão cheio de coisas interessantes pra oferecer assim, 'de grátis', por amor ao que se faz. E descubro blogs muuuuito bons a cada dia, o que é até um probleminha, devido ao meu tempo justo pra tudo.
Aí que ano passado, acho, conheci a Ana Medeiros, do A Casa que Minha Avó Queria e me encantei de cara. Principalmente por ela ser assídua na postagem (ao contrário das minhas preguicites ocasionais), isso acalma minhas lombrigas internas que pulam de vontade de ver e conhecer as coisas sempre fofas que ela acha por aí.
Trocamos um ou dois e-mails rápidos e ela resolveu mostrar salas de leitoras no blog. Quem me lê há mais tempo sabe que curto fazer umas mudanças nos meus ambientes (teve o quarto do Theo, o consultório, algumas vezes a casa). Resolvi mandar fotos e hoje ela publicou. Engraçado ver suas paredes escorando outra construção...
Queria agradecer de verdade à gentileza da Ana em ceder espaço no seu canto, de certa forma ajudando a promover o espaço alheio. Generosidade de verdade. Valeu querida!
Agora vamos ver se isso me cutuca a ter uma frequência maior por aqui, né? Vontade e temas eu tenho, falta mesmo é esse cutucão.
Até breve, então!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O Drama da Novela

Tava bom (e rápido!)demais pra ser verdade. Pessoas do mal e com poder conseguem estragar coisas lindas nessa vida. Não transcrevo aqui, mas esse é o link pra continuação da saga Santa Clara.
Que Deus abençoe essa família e proteja essas crianças!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

(In)Justiça Brasileira

Esse blog já me trouxe várias coisas boas. Dicas, novidades, informações e principalmente, pessoas queridas.
E uma dessas pessoas, muito queridas, é a Lelê. Leonor Macedo para os mais formais. Nos conhecemos em SP em 2008, após longos e-mails trocados, e o que era suspeita virou constatação, ela realmente é uma pessoa especial. Ela é dona do Eneaotil, o blog em si, e parte dele na versão online da revista Tpm.
Pois lendo o post de sexta-feira fui "tocada" pelas palavras e sentimentos que ela tão bem expõe ali, e resolvi copiar aqui na íntegra:

"Família Santa Clara - 28 maio, 2010

Aos leitores do Eneaotil, nunca pedi nada por aqui. Mas gostaria de fazer um barulho em relação a essa história. Peço que leiam até o final e que divulguem. Que contem a seus amigos jornalistas, que enviem esta história para os jornais, que relatem tudo o que eu contei aqui hoje, na mesa do jantar. Que compartilhem este escândalo no Google Reader, no Twitter, em listas de discussões. Que ajudem. Porque todo mundo aqui teve a oportunidade de ter uma família e sabe o quanto isto foi importante.

**


O casamento da Claudinha e do Pablo

Conheci a Família Santa Clara no casamento da Claudinha e do Pablo, em 2006, quando fui até o Rio de Janeiro para prestigiar a boda dos amigos e passar uns dias com meu irmão. Nunca tinha ido a um casamento daqueles, com uma família tão grande. Tão grande que não tinha espaço no altar montado na sala da casa para todos os padrinhos. Nem espaço para todos os amigos, primos, irmãos, tios, tias acompanharem a cerimônia sentados.

É melhor explicar tudo do começo: o Pablo é filho do Seu Cícero e da Dona Eliete, casal que, apesar do sobrenome Soares de Castro Rosa, criou a Família Santa Clara. Fazem parte desta família, além dos três já citados anteriormente e de Claudinha que se juntou a todos em 2006, Thiago e Diogo, filhos de sangue de Seu Cícero e da Dona Eliete, e outras dezenas de crianças, adolescentes e jovens que a sociedade abandonou, renegou, nem quis saber.

É isso mesmo: além de ter três filhos de sangue, Dona Eliete e Seu Cícero resolveram cuidar de gente que vinha das ruas, que tinha sido abandonada pela família biológica, órfãos e todos os outros tipos de vulnerabilidade social que se pode imaginar.

Desde que a Santa Clara surgiu mais de 1000 pessoas já fizeram parte desta família, cresceram e se desenvolveram naquela casa gigante de Vargem Grande, no Rio. Foram incluídos na sociedade, receberam estudo, proteção e, sobretudo, amor. Alguns saíram dali direto para uma Universidade, um futuro que parecia impossível. Outros saíram dali para construir sua própria família. E só pode ter sua própria família quem sabe o que significa ter uma.

**

No casamento de 2006, entendi que ali não era um simples abrigo. Eu, que trabalho com educação e projetos sociais há 10 anos, vi que o clima era mesmo diferente. Não era uma associação, um abrigo frio onde crianças e adolescentes esperavam uma adoção, um lugar simplesmente provisório onde se podia sonhar com uma vida melhor. O sonho era ali, acontecia todos os dias.

Ter uma família significa muito mais do que ter oportunidade de cursar uma faculdade, de fazer uma oficina de costura, de dança, de leitura e produção de textos, de agricultura, de informática e de artesanato, como a maioria dos projetos sociais oferece por aí (e, diga-se de passagem, a Santa Clara oferece também).

Ter uma família é poder assistir à novela junto antes de dormir, sentar à mesa para comer e contar como foi o dia, esfolar os joelhos e receber um beijo da mãe para sarar, tomar bronca do pai quando comeu o biscoito antes da refeição e perdeu a fome. É brincar com o cachorro, correr no quintal, sentar com as irmãs na cama para fazer fofoca, receber visita dos tios no fim de semana, ouvir música que a maioria gosta (ou que só você gosta). É aprender com os pais a ter senso crítico, a ter responsabilidades. É ficar de castigo quando foi para a Diretoria na escola, é ter alguém para ir à reunião de pais e mestres pegar as suas notas. É alguém te chamar pelo nome, é ter um nome e um sobrenome. É poder ir ao casamento do seu irmão sem mesmo precisar ter o mesmo sangue.

Todos eles estavam no casamento, centenas de pessoas. Todas as crianças de vestido, bem arrumadas, bem penteadas. Talvez a única oportunidade que tenham tido para ir a um casamento.

**

Conheci William Prudêncio durante a cerimônia. Lindo, com a mesma idade que eu. Em 2006, tínhamos 23 anos e ele morava na Família Santa Clara desde 1998. Chegou lá aos 15 anos, transferido de outra instituição onde só se podia ficar até esta idade.

Sua mãe está viva, mas William não sabe dela. Deixou-o ainda pequeno com uma senhora que faleceu quando ele tinha 8 anos de idade. A idade que o Lucas tem hoje. E dos 8 aos 13 morou no morro, na favela e em outras comunidades. Até morar na rua.

Aí, aos 13 anos, pediu ajuda em uma instituição, onde só pode ficar até os 15 e depois foi para a Santa Clara. Até os 13 anos, nunca tinha sentado em uma sala de aula. Depois começou a freqüentar a escola. E quando foi para a Santa Clara, ganhou uma família. A influência de Seu Cícero e Dona Eliete, pessoas simples, mas cultas, fizeram com que William decolasse.

Hoje, aos 27 anos, já é economista formado e este ano conseguirá a graduação no curso de Relações Internacionais.

**

Voltei para visitar a família Santa Clara em julho de 2008. Conheci a tradicional festa junina (em 2008 foi julina), gigante também, do tamanho daquela família. As crianças brincavam à vontade na barraca (assim como meu filho Lucas), dançaram quadrilha, se divertiram. Uma grande fogueira queimava no canto da festa. A casa estava toda enfeitava.

Me lembro que eu estava em uma fase difícil. Tinha terminado um namoro de uma maneira sofrida, fui para distrair a cabeça. E só ali eu consegui. Não por causa do velho papo de que a gente esquece os nossos problemas quando conhece alguém em situação pior, pelo contrário. Eu não acredito nisso. A gente só esquece os nossos problemas do lado de gente feliz. E era ali onde eu estava: do lado de gente muito feliz.

**

Nesta semana, a Justiça foi até a Família Santa Clara e levou todas as crianças. Alegaram que a casa era inabitável e que aquele não era um ambiente bom para morarem. Uma bagunça ou outra, talvez, o que é normal em uma casa com bastante criança. Tenho medo de receber uma visita de um promotor público porque é capaz de levarem o Lucas embora já que ao entrar no meu apartamento é possível tropeçar em uma porção de brinquedos. O Lucas é bagunceiro. Isso não significa que a casa dele, junto da família dele, não é um ambiente bom para ele morar.

O Ministério Público alegou que a casa precisava de reformas, mas não havia dinheiro para tais reformas já que a Família Santa Clara funcionava da boa vontade de instituições e pessoas parceiras. Ninguém cuidava de crianças ali para gerar renda, para trabalho infantil, para produzir retorno financeiro. Só havia gastos, grandes gastos e nenhum incentivo público. Em 2006, o principal apoiador financeiro deixou de contribuir com a Santa Clara e eles passavam por dificuldades. Ao invés de apoiar com o pouco necessário, o poder público resolveu enterrar a família de vez. Tirou os filhos do convívio de seus pais, afastou irmãos do convívio de irmãos.

As crianças e os adolescentes menores de idade foram mandados para abrigos diferentes, em diversas regiões da cidade. E foram afastados das escolas por 10 meses, já que estavam matriculados em unidades escolares ali da região de Vargem Grande. Só poderão voltar a freqüentar as aulas no ano que vem.

Não entendo como isso pode ser melhor do que estar na Família Santa Clara. Não compreendo leis que determinam que os abrigos devem ser provisórios, por exemplo. A nova lei da adoção diz que a criança deve ficar no máximo dois anos. E depois? O que acontece se essas crianças não forem adotadas por uma família?

Tiraram crianças de 07 a 16 anos da Família Santa Clara. Quem adota um adolescente de 12 anos? 14 anos? 16 anos? O pior é a gente saber que tiraram essas crianças da única família que tiveram para mandar para família nenhuma.

**

Abaixo, a lista de crianças e adolescentes que foram retirados da Família Santa Clara:

W. tem 7 anos e é o mais novo. Estudava no Colégio Vargem Grande, que é particular. É irmão de U., de 8 anos, e N., de 13 anos. Estavam na casa há 5 anos aproximadamente. Não tinham nenhuma referência familiar. W. chorou a noite toda no novo abrigo e ainda não entendeu o que está acontecendo.

L. tem 9 anos e é irmã da menina G., de 10 anos e do adolescente G., de 15 anos. Estão na Família Santa Clara desde muito pequenos, as meninas desde bebê. A mãe faleceu e as duas estão começando a aceitar isso só agora, depois de muito acompanhamento psicológico e colo da Dona Eliete e Seu Cícero.

As meninas foram separadas do irmão, que foi enviado para outro abrigo.

L. tem 14 anos e é irmão de C., de 13 anos. Estão na família Santa Clara há 5 anos. Não tinham nenhuma referência familiar.

A. tem 13 anos e é irmão de A., de 9 anos. Os dois tem pai biológico, mas são visitados por ele no máximo uma vez ao ano.

A. tem 8 anos e é irmã de J., de 10 anos e do adolescente J., de 13 anos. Os três tem mãe, mas ela os mandou para a Santa Clara por diversos motivos. As meninas foram separadas do irmão e mandadas para abrigos diferentes.

A adolescente A. é a mais velha de todos os que foram separados da família Santa Clara pelo Ministério Público. Ela tem 16 anos e é órfã.

**

Para saber mais sobre a Família Santa Clara, acesse: http://www.familiasantaclara.org.br.

Assista à reportagem do RJTV, pelo link: http://g1.globo.com/videos/v/justica-fecha-associacao-santa-clara-em-vargem-grande/1271468/#/Todos%20os%20v%C3%ADdeos/page/1

**

UPDATE: o RJTV continua acompanhando o caso. Assista: http://g1.globo.com/videos/rio-de-janeiro/v/coordenadores-do-abrigo-santa-clara-querem-criancas-de-volta/1272203/#/RJTV%201/Edi%E7%F5es/20100528/page/1

O texto está sendo amplamente divulgado, mas continuem divulgando. Vamos invadir os e-mails, blogs, twitters dos formadores de opinião, por favor? Repliquem o texto no blog de vocês, se quiserem.

Obrigada."

É isso, o texto diz tudo. Fiquem à vontade para passar adiante.
Uli

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Campanha de apelo público e emocional

Tô com um abacaxi pra descascar. Minhas duas gatas x minha gravidez.
Meu apartamento não está comportando a "família" toda, não tenho uma sacada onde elas possam tomar sol e vento, estão confinadas à sala, cozinha e área de serviço. Estão estressadas, soltando bolas e bolas de pêlos. Tenho receio das reações delas quando o Theo chegar. E, principalmente, a ajuda familiar com que poderei contar após o nascimento dele é "rinítica" e não curte gatos.
A Escolha de Sofia, né? Eu sozinha com um bebê e duas bichinhas imprevisíveis ou eu sem gatos e com ajuda de tias, primas, etc?
Por isso, mesmo com dor no coração, estou procurando um lar pras meninas. Juntas ou separadas.
A Nina é malhada, basicamente branca com algumas manchas escuras. Achada na rua com algo em torno de 2 meses, criou-se no apartamento e é meio medrosa com rua e movimento (carros, etc). Gata típica, procura colo quando tá afim, mia pouco, tendo um canto de sol pra se encostar, é lá que ela está. Tem muita personalidade e é divertida, sabe quando apronta e quando vai levar um trambolhão na bunda. Foge disso, naturalmente.

Nina



































A Mia já tem uma personalidade mais pra quem gosta de cachorros. É uma siamesa meio guapeca, de patas brancas e olhos azuis claríssimos. Veio pra minha casa aos 7 meses, de uma casa onde morava com um cachorro. Passavam o dia sozinhos e o cão comia a comida dela, então ela tem algumas questões alimentares. Por desespero de passar fome, engole rapidamente e sem mastigar direito a ração do pote. Passou uns dois anos desnutrida aqui, pois a comida voltava toda, até que fiz um trabalho de psicóloga de distúrbio alimentar com ela, sentando ao seu lado enquanto comia, conversando calmamente, fazendo carinhos, e ela melhorou muito. Ainda é meio desesperada, mas hoje já engordou bem (tem uns 4,5 kg!!)e está bem mais calma. Mas quando digo que se parece com um cachorro é porque me espera na porta quando chego, me segue enquanto faço coisas pela casa, está sempre atenta aos meus estados de espírito. Comigo e com algumas poucas pessoas com quem se identifica, a relação é mais íntima: se tenho dores em alguma parte do corpo, ela senta ali em cima e faz uma "massagem" com as patinhas, até a dor aliviar. É muito carinhosa, mas tem um pouco de medo de muita gente na casa, se esconde nessas ocasiões. E não gosta quando alguma porta se fecha na sua cara, mia mesmo. Com vontade. Siamesa típica...

Mia































A data provável de nascimento da Nina foi outubro de 2003, da Mia março de 2004. Ambas foram castradas, receberam as vacinas principais e tomaram vermífugo no fim do ano passado. Como não saem do apartamento, não têm contato com outros animais, por isso não sou tão neuras em relação a doenças. Mas se alguém quiser abrigar minhas meninas, levo no veterinário para check-up e banho antes de entregá-las.
Então é isso. Com aperto no coração, mas pensando no bem-estar delas e meu nesse período "mãe", abro mão das minhas companheirinhas.
Se você, pessoa de bom coração, tem lugar na sua vida para uma ou duas felinas muito especiais, por favor, me avise. Confio na tese que diz que gatos são bem adaptáveis e não vão sofrer demais com a mudança. Já eu, não garanto nada...
Grata pela atenção!