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quinta-feira, 26 de abril de 2012

"Uma mãe animal", com muitas confusões e trapalhadas

Que rufem os tambores, preciso dividir esse momento: é quinta feira, são 4 e pouco da tarde, chove muito lá fora e estou - tchãrãnnn - com tempo livre!!!!!!!
Theo e Lara dormem aqui perto, cada um na sua soneca profunda da tarde. Tenho planilhas pra atualizar, roupas pra passar, armários pra organizar, mas decidi que... não. Simples assim. Hoje, não. My very own personal holiday.
Tenho pensado muito na missão que é a maternidade. O Theo frequenta uma pré-escola antroposófica, de pedagogia waldorf. As reuniões de pais, as conversas da saída da escola com as professoras e outras mães, o grupo de trabalhos manuais das mães que tenho feito parte às quartas feiras, tudo isso vem acendendo várias luzes no meu cérebro. Por que alguém coloca mais dois seres humanos no mundo nos dias de hoje?
A gente procura viver da maneira que considera a mais correta, certo? Seja seguindo os próprios valores, que vieram da família de origem, seja pra ficar bem aos olhos do nosso meio social, praqueles que estão sempre procurando o fio da meada.

Qualquer semelhança com minhas olheiras não é mera coincidência.
Procuro ser a melhor mãe que eu consigo. Como disse um pai na reunião da escola essa semana, "o que importa é a maneira com que vc diz o não para a criança. Se tiver culpa, danou-se. Se tiver raiva, a criança vai sentir. E isso tem que ser trabalhado dentro da gente, porque sim, às vezes dá uma raiva tão grande daquela pequena pessoa na sua frente te desafiando, e vc tem que ser o adulto da relação". Meus dias têm sido de desenvolvimento do auto controle nível ten plus mega combo.
Ontem a Lara, aos 6 meses, começou a se arrastar. Acabaram-se os dias de simplesmente deixá-la deitadinha no tapete de EVA cercada de brinquedos, a partir desse momento preciso reativar meus olhos da nuca, do couro cabeludo e acima das orelhas, porque com certeza ela vai se meter onde não deve. E o Theo, do alto dos seus 3 anos e 7 meses, está naquele dilema do "cresço e perco de vez meu posto de neném ou imito a Lara, já que todos acham tudo que ela faz tão fofo?". E entrei numa semana de impor meu papel de rainha, e ele como nobre e honrado cavaleiro me deve respeito sem questionar os porquês.
Aí existe a linha tênue entre não questionar as regras básicas de uma casa e da sociedade, mas sim, questionar o mundo sobre todas as curiosidades que tiver. E conseguir deixar isso claro pra uma criança pequena desgasta um ser humano, vou te contar. Hoje é quinta e tivemos 3 almoços só essa semana que acabaram na hora do jantar. " Você não levanta dessa cadeira enquanto tiver comida nesse prato". Choro, vela, fita amarela, barganhas, um menino dormindo encolhido na cadeira a sua soneca da tarde, passamos por tudo isso. Mas hoje ao receber o prato a colher foi naturalmente para as mãos em vez do "eu quero que você me dê!"
O difícil é ser forte, não sorrir nem chorar e manter a firmeza na voz, não voltar atrás depois que o impasse se instala. 
Hoje minha vida são essas crianças. Quando leio artigos e reportagens, quando converso com mulheres (mães ou não), é uma constante a idéia de que eu "não posso esquecer de mim". Que preciso ter um jantar romântico com o marido uma vez por semana, que preciso ter tempo para academia, que meu trabalho não deve ser renegado, que minha vida social precisa existir, que meus cabelos e unhas precisam estar sempre bem cuidados.
Então... até acho simpáticas essas idéias. Mas não. Tá, tá, não quero virar aquela mulher de rabo de cavalo torto, moletom sempre cheio de manchas de baba e comida e que não sabe falar de nada além dos filhos. É muito fácil ir por esse caminho. Mas ontem, conversando com minha mãe, acessei muitas memórias e ela ou meu pai SEMPRE estiveram lá. Ali. Perto.
Levei broncas, ganhei colo, tive ajuda pra fazer lição de casa, tudo que eu perguntava um dos dois sabia responder, minha casa cheirava bem, minhas roupas eram bem cuidadas, eu tinha uma boa educação (em casa e na escola), tinha lazer, tinha atividades extra curriculares. Isso com mais dois irmãos e um orçamento geralmente apertado.
Meus pequenos vão crescer (estão crescendo!!) muito rápido. Fui adolescente até outro dia, e sei que adolescentes querem os amigos mais do que os pais. Mas eu sempre quis meus pais perto, mesmo que passasse os dias com os amigos. Eram meus pais, não meus "BFF"s confidentes. E gostaria de ser esse porto seguro pro Theo e pra Lara. Que tenham seu amigos pra fazer suas confidências e aventuras, mas que se sintam à vontade pra compartilhar seus sentimentos comigo. E a hora de plantar isso é agora, quando estou atenta às suas necessidades, suas pequenas descobertas, seus treinos para serem humanos.
Como isso exige dedicação e tempo ( e agora são dois, cada um merecendo um tempo a sós com mamãe), tive que priorizar um bom tanto de coisas e deletar ou mandar pro depósito outro tanto. Como sinto falta de ler! Acabar com um livro em poucos dias, me deliciar com a história. Voltar a fazer cursos, nadar, fazer yoga... mas, sempre, a chave está no equilíbrio. Aos poucos o sono entra nos eixos, eles crescem e me ajudam mais, o tempo pro trabalho aumenta, de repente dá até pra postar no blog em plena luz do dia ;o)
O segredo é ter organização, estabelecer uma rotina e segui-la o mais fielmente possível e aceitar. Aceitar que não vai poder ir no aniversário da amiga na balada, que para ir no cinema é necessário organizar uma cansativa força-tarefa, que se conseguir fazer as unhas a cada 30 ou 40 dias, está no lucro. Que a escolha daquele homem pra ser o pai dos seus filhos tenha sido um momento inspirado e ele entenda que ou os dois assumem os remos do barco ou este vai ficar girando no mesmo lugar.
E que tudo vale a pena quando vc ganha um sorriso banguela ou um "eu te amo, mamãe", pelo simples fato de existir.
E o Theo acordou. Durou pouco, meu feriado ;op
xoxo,
Gossip Girl.


ps: BFF = best friend forever. Soooo teenager style.

UPDATE = enquanto eu escrevia isso, a amiga Camila Voigt perguntava no Facebook minha opinião sobre esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=7ni0NwhNhD8 . Sincronicidade? Recomendo.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ela.

Comecemos pelo cheiro. Adocicado, dependendo do horário do dia, meio azedinho, "coalhado". Ainda assim, o cheiro. Viciante de tantas maneiras! Aí temos a pele. Macia, sensível, toda trabalhada nos mil origamis espalhados pelo corpinho. Os olhos! Azuis escuros, ainda um pouco acinzentados, mas sempre atentos e curiosos (quando não fechados, pois se há uma criatura que dorme nessa vida, é ela...).
Essa é minha pequena Lara.
Depois de um pé que me paralisou, de uma mudança que me estressou, de uma lista de gastos que me enervou, acordei dia 17 de outubro em plena madrugada com água saindo de dentro de mim. Estava pronta para nascer, essa minha menininha. Banho longo, arrumações finais e muita calma, fomos para a maternidade. Contrações, mais líquido, mas de novo meu colo do útero mega possessivo impediu a natureza de agir e tivemos que dar uma força cirúrgica para trazê-la pra fora. Outra cesárea.
E nasceu, linda, berrando muito, gorduchinha e muito doce. E esses foram meus últimos 42 dias, intensos, muito ocupados, um tanto doloridos mas em ótima companhia.
Meu computador insiste em não funcionar, insisto em levá-lo para a assistência técnica (valeu Positivo, nunca mais compro nada de vocês!). Uma hora essa situação se resolve, mas enquanto estiver na garantia, exigirei meus direitos. Pena, pois nesse momento gostaria de baixar fotos dela, interagir mais com as pessoas, trocar e-mails frequentes com as amigas. Por outro lado, já tenho uma casa pra dar conta, um filhote de 3 anos para administrar e muitas coisas para aprender com minha pequena delícia, talvez com um computador sempre perto a dedicação não fosse tanta ;o)
É isso. Morro de saudades de vir aqui ler e postar, mas nesse momento, a vida real me chama aos berros.
Desculpa aí, tenho que ir. Ou ela não pára mais de gritar.
Volto. Ah, se volto!!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Benzadeus

São 21:57. Theo está há 5 horas choramingando nos meus ouvidos. 5 horas.
Estamos em treinamento pra ele comer sozinho, apesar de fofo e companheiro pra muita coisa, insiste em ser dependente nas coisas básicas. E peoples, ele faz 3 anos em menos de duas semanas. E peoples, eu terei uma bebê pra me ocupar em 6 a 8 semanas. Mais que na hora, né? Não rola dar todas as refeições na boca, não rola levantar a cueca depois de cada xixi... não rola.
Tem sido uma semana intensa, essa. Faz 15 minutos que ele acabou de comer o prato... do almoço. Brigamos na hora do almoço, dormiu, brigamos nas últimas 5 horas. Tudo complicou porque decidi lavar as roupinhas da Lara, aí o caldo entornou. Enquanto ela mora só na minha barriga e não incomoda, tá tudo lindo, "quero muito minha irmã". A partir do momento que as coisas dela apareceram e mamãe priorizou cuidar DELA em vez dele, saíram cobras e lagartos daquela pequena boca.
Semana passada torci o ligamento do pé, estou de bota ortopédica por 3 semanas (uma já foi, ieiii!!). Isso quando carrego 2 kg de bebê e preciso(ava?) dirigir fazendo mil coisas antes do nascimento, agora sou pessoa que depende dos outros pra tudo. Então o humor não tá o mais 100%. Juntemos hormônios de oitavo mês saindo pelos poros e uma criança miando nos ouvidos por horas, ó...



Tem dias que só por Deus.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sementes Espalhadas

Já-já voltei. Ãrrã.
Realmente o ano não anda promissor aqui na internet pra mim. Muita coisa prática e mais urgente na frente pra dar conta, sabem?
Então que o nome da menina é Lara. Quem me acompanha em redes sociais já sabia, mas tamos aí, requentando notícia. Demorou, viu? 13 semanas de deliberações até a decisão final do júri. E hoje não consigo imaginar outro nome pra ela.
Ontem veio ao mundo Francisco, meu sobrinho pequerrucho, primeiro filhote do meu irmão caçula Bruno e da minha cunhada-irmã-querida Thaís. Não pude vê-lo ao vivo ainda, mas por fotos já apaixonei. Bem vindo menino lindo, que sua presença fortaleça ainda mais o amor dos teus pais!
Foi um, resta uma. O ano passou voando em torno de roupinhas e badulaques e montagem de quartos e mudanças. Minha mãe se viu doidinha lavando quantidades enormes de roupinhas dos netos, bebês foram assunto dominante, mas agora, com a chegada do pequeno Francisco parece que tudo começa a girar mais devagar, a entrar nos eixos.
Preciso maneirar na ansiedade, pois a balança não tem gostado muito dos meus abusos. Sem pensar entram quantidades enormes de carboidratos, açúcar e afins no meu organismo, quero ver essas calorias saírem dele! Mas tá, isso é problema pra depois.
Lara é grandona, posso sentir. Já virou, semana passada senti a cambalhota e desde então, é pressão constante nas costelas e nos meus amassados orgãos internos. Mas tirando os momentos de dor aguda, é delicioso sentir a pequena brincando lá dentro, fazendo ondinhas na barriga quando algo a incomoda, se posicionando desde já no mundo.
Theo está encantado com ela, conversa muito com a irmã, faz carinho toda vez que chega perto da barriga, e algo me diz que passando o ciúme inicial, vai ser pau mandado na mão da caçula.
E eu fico aqui no meu canto, às vezes pirando o cabeção com neuras típicas de grávida, outras vezes elaborando teorias profundas sobre a humanidade. No consultório, ando pessoa prática, tenho poucas sessões com meus queridos pacientes antes de "sair pra parir" e só volto dali uns meses. Tô plantando sementes em todos para que possam refletir nesse meu tempo fora e não deixem de se auto desafiar e se descobrir mais a cada dia, às vezes acho que falo além da conta; mas nenhum deixou de ir até agora, então deve estar tudo bem ;o)






E apesar da superlotação à minha volta, de sentimentos, de expectativas, de pressões e pessoas, por dentro entrei em fase minimalista, pasmem! Quero clareza, quero faxina, quero me livrar de coisas, quero o bom e o necessário por perto. Um ninho mais clean dessa vez, eu diria. Que será que me espera com o nascimento dessa menina?
Hasta.

terça-feira, 24 de maio de 2011

It´s been a long, long day...

Entonces.
Não passei dessa pra melhor, não. Estava apenas em um processo de vida mais real e menos virtual.
First things first: outro ser me habita e não é distúrbio psiquiátrico. Gravidez. Prenhice. Peguei barriga.

 Dessa vez é menina e isso meio que me apavora. Eu gostaria que fosse menina, mas com a confirmação saí da zona de conforto e agora todo um mundo cor de rosa se apresenta diante de mim. Frio na espinha.
Tenho ainda 5 meses pela frente de noites razoavelmente bem dormidas antes do furacão recomeçar, muitas questões a serem definidas (questões espaciais principalmente, digamos que nosso apto não seja exatamente enorme, e que a quantidade de coisas que existem dentro dele atingiu o limite que o próprio pode comportar).
Mas esse é o tipo de problema que tem solução. Já vi nas ecografias que ela é toda bem montadinha, tem tudo no lugar certo e isso sempre dá uma certa tranquilidade. Continuo não entendendo as mulheres que gostam de gravidez, mas isso provavelmente é porque eu sou uma control freak de carteirinha.

Como assim algo está acontecendo comigo e eu não posso controlar? Opinar? Saber de antemão?

Dessa vez, ao contrário do Theo, tive muitos enjôos (inclusive computador me enjoava, vide o sumiço), muitos sintomas típicos que até então eram apenas lenda de grávida. Lhes digo que foi BEM de verdade. Os pesadelos vieram com tudo, horríveis, apavorantes, mas no quarto mês tudo diminuiu. Amém. Já durmo melhor, já tenho mais disposição e lucidez.
Theo não gostou nadinha da possibilidade de ser uma menina, passou mais de mês agressivo, duelando fisicamente com minha barriga, mas na ecografia para confirmação do sexo ele foi junto e tudo mudou. Hoje conversa com a barriga, dá beijos no umbigo, conta orgulhoso pro mundo ouvir que "ele vai ter uma irmã!". Uff.
Pontos positivos: foi um bebê planejado; é minha última gravidez (a gente não deve dizer 'nunca', mas nessa caso, em sã consciência, será o último bebê); vou poder brincar de menina, brinquedo novo!; isso me aproxima mais da linha de chegada, onde em uns 3 anos terei duas crianças relativamente independentes e poderei voltar a ser mulher adulta, profissional, sair um tanto desse universo mimimi que me cerca.
Me conhecendo, sei que terei altos acessos nostálgicos de falta do mimimi, mas serão situações pontuais e só. Brincarei com os sobrinhos que ainda virão e vai passar.
Outro motivo de não vir mais tanto aqui é que não queria ser "monoassúntica" de novo, só falar de gravidez e bebês e berço e etc. Pra isso existem blogs bem específicos, das ditas mulheres que amam gravidez. Not the case here. Amo bebês, tanto que estou me dedicando a fazer mais uma. Ponto. Se precisa comer salada de agrião pra poder ganhar sobremesa, eu como. Não quer dizer que eu aprecie agrião.
Mas calma minha gente, que não tô assim um poço de mau humor. Existem lá aqueles momentos realmente mágicos de sentir um leve cutucão de um micro pézinho de 2 cm te fazendo cócegas por dentro. Existe aquela facilidade para se emocionar com as coisas mais simples da vida. Existe a - geralmente respeitada - lei da preferência em filas e lugares públicos. E nessa gravidez específica existe aqui dentro a diminuição de consumo de chocolate, por puro desinteresse (pasmem!) e um aumento da vontade louca e desvairada por frutas. Saudável, feliz, ponteiros da balança e minha obstetra agradecem.
A bebê ainda não tem nome, isso tem me incomodado um tanto. Um dia eu acordo com o nome na cabeça, assim espero.
Aos poucos, ela vai ganhando espaço nessa família.

Voltaremos em breve com um boletim atualizado dessa(s) vida(s) do lado de cá.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Me poupe, Salgadinho!



Gente, juro. Aconteceu de novo, duas vezes num mesmo dia.
Telefone.
-"Alô?"
-"É do material de construção Andorinha?" (dessa vez a voz era provavelmente da mãe. Voz meio xucra (chucra?), enfim, tosca. Voz de cordas vocais de fumante. Aquela que anotou meu número como sendo da loja, a filha ligou, descobriu que não era aqui, mas meu número ficou ali, rolando na mesinha do telefone)
-"Não, senhora, não é do material de construção"
-"Mas qual que é o número lá então?"
-"Não sei, senhora, não conheço esse lugar!"
PÁ. Na minha cara. Sem nem um "obrigada".

Mesmo dia, mais além:
-"Alô"
-"Bom dia, o Adair está?"
-"Não, não é nesse número."
-"Ahnnn... qual que é então o número dele?"
-"Olha, não faço idéia, não conheço essa pessoa!"
PÁ. De novo.

Eu mereço?

Talvez mereça. Achei lindo quando a GVT se instalou em Curitiba, poucos meses depois Cláudio e eu viemos morar juntos. Números bonitinhos, combinantes. Empresa nova, oferta variada, escolhemos uma combinação bem tipo disk-qualquer coisa. Ótimo, ninguém esquece. Detalhe: é parecido com o número de atendimento ao usuário da Unimed.
Porque você ter um número parecido com o de, sei lá, um escritório, uma empresa pequena, é uma coisa. Ligações em horário comercial e olhe lá. Mas plano de saúde? É ligação no meio da madrugada, "alô?" "oi, minha neta tá nascendo agora, queria saber como fica a cobertura do plano dela!"
Hein?
Gentes, me informei quando tava grávida, por 30 dias, TRINTA DIAS, o bebê pode usar a carteirinha da mãe para internações e consultas, até chegar a dele. Precisa a vó ansiosa ligar às 3:30 da manhã pra saber disso? Por que não tá lá na maternidade esperando fora do centro cirúrgico? Por que a mãe não foi atrás de informações em horário comercial sobre o bebê que estava esperando há 40 semanas?
Enfim, mas aí é engano, passa.
O que ando passada é com esse povo que decidiu que eu sou o Oráculo. Só falta me pedirem biscoitos recém-assados enquanto o Theo entorta colheres ao meu lado.
Mas mudar de número... ai, que gastura!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Cartinha


Noel, papi querido!
Então é Natal. De novo. Não te escrevi ano passado, pois estive ocupada num téte-a-téte com outro Papai, o do Céu. Pedi a ele um bebê e fui prontamente atendida (confirmei a gravidez dia 14 de janeiro! Networking é tudo, o negócio é falar com a pessoa certa. Fica a dica).
Dadas as circunstâncias, 2008 foi um ano de "grandes proporções". Muitos quilos. Muitas fraldas. Muitos votos de saúde e todas as boas coisas da vida para o pequeno Theo e para a família que ele escolheu como sua. Também um ano (já) de muitas risadas vindas de uma boca banguela e muito amor ao cubo por essa criaturinha.
Nesse departamento, tudo tranquilo. Saúde também está sob controle, com exceção de um torcicolo desgraçadamente desnecessário que me apareceu ontem e não parece querer ir embora tão logo. Coloquemos panos quentes (mesmo!), afinal é Natal.
Sei que já está em cima da hora para pedidos, mas queria uma forcinha aí no quesito financeiro. Porque essa história de licença-maternidade é linda, mas e quando a gente é autônomo e ninguém banca a ausência? O marido segura as pontas com dignidade, mas fazer as unhas com nossas próprias moedinhas tem bem mais sabor do que com o moedeiro alheio. Mega-Sena eu não peço, pois tenho noção que não jogo. O senhor é O Bom Velhinho, não O Ilusionista. Mas quem sabe aquela ação que tenho com minha antiga empresa, falida, cujo processo está estacionado, poderia de repente pular pro começo da pilha? Hein? Hein?
Agradeço desde já, emocionada.
E claro, como não poderia deixar de ser, um exemplar capa dura d´O Pequeno Príncipe e a Paz Mundial.
Beijo na ponta do seu nariz cor-de-rosa.



segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mas tava aqui, pra onde foi?!

Hoje me caiu uma ficha (por sinal, acabo de ver como estou passé composé, fichas caíam nos telefones públicos do século passado!): doismileoito acaba mês que vem. Ãrrã. 38 dias apenas. Mas ontem mesmo eu estava de taça de espumante na mão comemorando o ano que ia nascer, com muito dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender!


Pois foi o tal do ano, esse. O bolso não viu muito dinheiro, a saúde esteve praticamente inteira voltada para a fabricação e o bem-estar do Theo. Deixei de ser só filha para ser também mãe. Revi montes de amigos, resolvi outros montes de pendengas. Comentei uns posts atrás, antes do Theo nascer, que sentia como se estivesse de mudança pra Namíbia em setembro, tal era minha urgência em terminar e organizar coisas, pois achava que nunca mais ia voltar a ser dona da minha vida. Pois digo novamente, que bom que fiz tudo aquilo. E que pena não ter conseguido fazer mais. Como esse menininho exige minha disponibilidade!
Tô só esperando o momento em que vou me pegar correndo atrás da bolinha vermelha que ele jogou, no melhor estilo "vai ali mamãe, pega!"...
Fazendo parte deste mundo gestante/pós-parto descobri coisas absurdas na internet. Sites, fóruns de discussão, comunidades, esse é um mundo bem neurótico e "florzinha". Não me decidi por tomar partido de nenhuma corrente específica. Não quero o pequeno dormindo na minha cama, por exemplo, mas também não acho legal deixá-lo berrando sozinho no berço até ficar roxo e perder a voz. Produzi uma criança muito grande, que, se você ficar parado olhando com bastante atenção, é capaz de conseguir ver crescer. Logo logo não cabe mais no colo das pessoas, por maior que seja a boa vontade. Então por quê não encher esse menininho de colo, chamego e cafuné enquanto ainda é possível, sem precisar de Gelol e tipóia depois? Combinei com a pediatra dele que vamos resolver como tirá-lo do hábito de ficar pendurado em mim mais pra frente.
Mas como tuda na vida tem consequências, esse gesto de amor de mamãe para filhote se torna uma faca de dois gumes. Ou tá no meu colo ou não tá bom. E anda em fase de pico de crescimento, pedindo leite de duas em duas horas. Detalhe: se mama 7 da manhã, pede de novo às 9. Mesmo que tenha ficado mamando até 7:40, aí feito uns charmes, se espreguiçado e dormido só 8:20. Quando começo a cochilar, ele abre o bocão de novo. Sei que comportamentos se condicionam, acredito piamente que vou conseguir mudar isso daqui um tempo.
Isso tem me deixado afastada de tudo, inclusive do Baú. Sinto falta de escrever, de organizar minha vida, de ir ali e já voltar, sem precisar levar a mudança junto. Até 2007 acabar, eu era dona de verdade da minha vida e não tinha consciência disso. Não voltaria atrás por nada, me encontrei sendo mãe e apesar de andar por aí com uma cara meio bocoió, anotando tudo nas mãos pra não esquecer, sei que vai passar.
Descobri minha gravidez 14/01/08 e minha vida mudou 14/09/08. Tinha como 2008 não ser o ano do mono-assunto?


Meio cedo pra uma retrospectiva? Mas como posto sem saber quando voltarei, melhor me garantir ;o).
Que 2009 seja mais diversificado de assuntos, que meu pequeno-grande Theo cresça saudável e cada dia mais fofo, que minha porção Mulher-Maravilha aflore, pra eu dar conta de tudo que me espera. Urgente.



sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Ninho de Passarinho


Hoje fui buscar o Pedro na escola. Caminhando, na volta, ele prestou atenção na minha barriga.

"- Tua barriga tá esvaziando, né tia Uli?
- É que o Theo não tá mais lá dentro, né Pê?
- Pois é... ele nasceu pelo buraquinho da sua periquitinha?"

Hein??

"- Não Pedrinho, ele nasceu pelo buraco na minha barriga, embaixo do umbigo, lembra que eu te mostrei?
- Ah, é... mas você sabia que muitas pessoas nascem pelo buraquinho da periquitinha da mãe delas?
- Pois é, me contaram também."

Ah, os quatro anos e suas descobertas...



terça-feira, 9 de setembro de 2008

Matando tempo

Alguém aí tá afins de uma partidinha de tranca? Dominó? Banco Imobiliário?
Aff, que essa espera é meu maior teste de paciência até hoje.




sábado, 6 de setembro de 2008

Mrs. Potato Head

Ontem o Cau tirou uma foto minha. Aí pude ter a noção real do que esse fim de gravidez está fazendo comigo:


Alguém aí fala intra-uterinês? Perdi meu dicionário e tô precisando enviar uma mensagem pro Theo. Então, se alguém souber, por favor, avise a ele que: dia 05 de setembro foi ONTEM. Era a data prevista do parto. Que apesar dele poder ficar mais uns 10 dias lá dentro sem problemas, aqui fora é feriado e todos à minha volta estão "de varde", sendo assim são inúmeros "e aí, já nasceu?" por dia, recomendações pra induzir o parto, fazer cesárea, histórias de complicações no trabalho de parto, ansiedades variadas. Que a mãe dele não anda no seu melhor humor, está precisando dormir (nem que sejam as duas horas entre uma mamada e outra, pois atualmente ela dorme no máximo 45 minutos e acorda e tem insônia). Que tá tudo pronto, só esperando ele preencher todos os espaços que já o esperam.
Que "não carece" ter medo, vou ajudá-lo a sair de lá com o menor trauma possível pra nós dois.
E que ele já é muito amado. Ponto.
Agradeço a ajuda na tradução.



terça-feira, 2 de setembro de 2008

Yellow brick road


"350 quilômetros...350 quilômetros... pára um pouquinho, descansa um pouquinho... 360 quilômetros!"
E não se chega nunca.
Mas a gente é brasileiro e no desiste jamás.
Vamo lá, Theo! Força na peruca! Se joga, filho!
*tipos... dá pra perceber que ele ainda não se pronunciou, não?



sábado, 30 de agosto de 2008

Ain!

Não... não foi ontem. Hoje, talvez?
Passei o dia com a barriga naquele endurece-amolece. Sem dores e ainda não totalmente baixa, a pança. Queria tanto um setembrino! Espero que aguente ainda.
Ô, ansiedade que perturba!
Difícil pensar em outro assunto.



sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Será que é hoje?

Será?
Amanhã é lua nova. A nona lua da minha gravidez. Fez calor a semana toda, inchei muito. Agora à tarde esfriou e melhorei absurdamente.
Ontem minha boca aumentou, mas o nariz também. Ouvi das amigas "aí, hein! Vai ficar com o bocão da Angelina Jolie!". Mas focaliza, de que adianta ter a boca à la Jolie se o nariz em cima é do Bozo?
Minha barriga endureceu a tarde toda. Sem dor, só ficava dura e amolecia em seguida (tipo nesse exato momento, de novo). Fiz trocentas coisas (diz que no pré-parto a gente vira mulher maravilha e quer resolver todos os problemas do planeta, da fome na África até arrumar a gaveta de calcinhas).
Amigas pra lá de especiais, em todos os sentidos (minha confraria de bruxas do bem) me ligaram ou entraram em contato hoje de alguma forma pra dizer que sonharam com o Theo e com meu parto na noite passada. Parto normal, ieiii! Pelo menos.
Por via das dúvidas o berço dele foi arrumado, o quarto organizado, minha mala e a dele da maternidade estão prontas. Pessoas-chave no processo de deslocamento até a maternidade já estão de sobreaviso.
E pra completar, hoje faz 9 anos que estou com o Cau! Simbólico, né?
Queria muito que ele aguentasse até o final da semana que vem, mas já que o Universo parece estar sinalizando de outra maneira, ouvirei o recado e vou sossegar. Começando já, banho e pernas pra cima.
Abraços da nave-mãe.



segunda-feira, 25 de agosto de 2008

For rent


Nhé.
Procuro/alugo barriga em bom estado de conservação para conteúdo uterino, período máximo de 15 dias. O conteúdo deve retornar à proprietária em excelentes condições, preferencialmente após a expulsão do mesmo, já banhado e disponível para interações.
Interessados e pessoas de boa alma podem entrar em contato por este blog mesmo, no campo "comentários".
(Ain... mas os dedinhos dele fazendo circulozinhos lá dentro são bons demais... talvez eu dê pra trás na hora de fechar o acordo. ***Negócio de risco, proprietária sofrendo de instabilidade emocional).



terça-feira, 5 de agosto de 2008

Desconstrução



Mazl Tov Dances - Maxwell St. Klezmer Band - You Should Be So Lucky!


Descobri o que aconteceu! O porquê de não conseguir mais fazer tarefas básicas e antes tão apreciadas, tais como... postar no blog.
Primeiro: num dos cursos que fiz durante a gravidez (minha mãe diz que o Theo vai nascer com diploma embaixo do braço, de tantos cursos que fiz), nos foi confidenciado por um dos médicos que assim como todos os outros orgãos do corpo, durante a gestação também o cérebro incha. E isso reduz a atividade do tal. Então, por mais que se brinque que a mulher emburrece durante a gravidez, lá no fundo existe uma ponta de razão. Não necessariamente emburrece, mas, digamos, torna-se mais... "lenta". E demora um tempo pós-parto pra voltar ao normal, acredita? E eu querendo ter outro em seguida...
Segundo: mini-enlouqueci. Como tenho um certo treinamento-militar-psicológico, consigo manter as coisas funcionando por fora, mas por dentro, ah! Outra personalidade habita esse corpinho (já não tão "corpinho", diga-se de passagem). Me vejo falando e fazendo coisas antes impensadas, tenho colocado a culpa nos hormônios, invariavelmente. Me calo por dias, aí fico verborrágica de uma hora pra outra, não importa quem esteja por perto. Entendo hoje porque tão poucos casamentos que se realizam durante a gravidez terminam assim que o bebê nasce, se é que aguentam até lá. Deus me livre casar com uma grávida!!!
Sorte que tenho excelentes amigas e uma família que é brasileira e não desiste nunca de mim.
Mas vejam, a lua muda dia 30 de agosto e arrisca esse menino se prontificar para vir ao mundo. Aí teremos os meses de loucura inicial e tcharann! Espero voltar, em versão mais sã e melhorada.
Enquanto isso, continuo passando duas horas em pé na cozinha pra fazer bolo de carne com legumes e sobremesa de morango, "porque deu fominha", continuo descontando raivas e angústias passando pano na casa toda (e morrendo de dores à noite), comendo MacLanche Feliz pra ganhar o brinquedo, enfim... essas pequenas insanidades nossas de cada dia.



terça-feira, 22 de julho de 2008

Câmbio, base.

Cadê minha energia? Meu momento Guaraná Power passou muito rápido!
Pequeno Theo e eu passamos por um mês extremamente social. Teve lanches, saídas, o chá de fralda dele e meu aniversário. Até exagerei na dose, comecei com umas contrações esquisitas bem antes da hora. Agora as coisas estão mais calmas no meu aquário, mas preciso me policiar sempre.
Há um mês voltei a fazer yoga, dessa vez direcionada pra gestação. Muito diferente da yoga tradicional, sem grandes torções, acrobacias e com certeza sem invertida sobre ombros e cabeça ;o) Já senti melhoras, tenho respirado diferente e começaram as mentalizações para um bom parto.
Passam muitas dúvidas e fantasmas pela cabeça nessa fase, por isso não escrevo tanto. Difícil enxergar além do próprio umbigo (literalmente!!) nessa fase, e não deve ter tanta gente interessada em sintomas gravídicos.
Andei lendo que a futura mamãe se fecha muito na gravidez e só posso concordar. Sons e luzes irritam mais que o normal, não há mais tanta paciência com mesquinharias alheias, quando o sono chega a vontade é mandar a boa educação às favas e dormir ali mesmo, no sofá da casa da amiga... meio bicho, sabe como? Agir por instinto.
Vez ou outra abro meu portal para o mundo externo. Ontem por exemplo: fui ao cinema ver Hancock e adorei. Leve, divertido e meio cínico. Bem o que eu tava precisando. Acompanhado de porcaritos do Mc Donald´s então, perfeito pra enfiar o pé na jaca.
Falta ver o Batman, pra minhas lombrigas sossegarem, que tô há mais de ano esperando e esse filme não chegava nunca! Agora tô no aguardo das filas diminuírem um pouco. Por que eu não sou obrigada, meu bem.
Pra não me afundar tanto no mundo das fraldas, dicas de pediatras e afins, mantenho a leitura diária de blogs favoritos, assuntos os mais variados. Parece que assim me mantenho um pouco menina super-poderosa e fujo do estado mãe por alguns momentos.
E... cansei. Vou sair, visitar uma amiga que teve gêmeos e mudou pra casa nova. Coitada, essa sim pode reclamar de cansaço.
Hasta luego, minha gente!
PS: minhas gatas ainda estão comigo... e o tempo tá passando!!!!



quinta-feira, 19 de junho de 2008

Campanha de apelo público e emocional

Tô com um abacaxi pra descascar. Minhas duas gatas x minha gravidez.
Meu apartamento não está comportando a "família" toda, não tenho uma sacada onde elas possam tomar sol e vento, estão confinadas à sala, cozinha e área de serviço. Estão estressadas, soltando bolas e bolas de pêlos. Tenho receio das reações delas quando o Theo chegar. E, principalmente, a ajuda familiar com que poderei contar após o nascimento dele é "rinítica" e não curte gatos.
A Escolha de Sofia, né? Eu sozinha com um bebê e duas bichinhas imprevisíveis ou eu sem gatos e com ajuda de tias, primas, etc?
Por isso, mesmo com dor no coração, estou procurando um lar pras meninas. Juntas ou separadas.
A Nina é malhada, basicamente branca com algumas manchas escuras. Achada na rua com algo em torno de 2 meses, criou-se no apartamento e é meio medrosa com rua e movimento (carros, etc). Gata típica, procura colo quando tá afim, mia pouco, tendo um canto de sol pra se encostar, é lá que ela está. Tem muita personalidade e é divertida, sabe quando apronta e quando vai levar um trambolhão na bunda. Foge disso, naturalmente.

Nina



































A Mia já tem uma personalidade mais pra quem gosta de cachorros. É uma siamesa meio guapeca, de patas brancas e olhos azuis claríssimos. Veio pra minha casa aos 7 meses, de uma casa onde morava com um cachorro. Passavam o dia sozinhos e o cão comia a comida dela, então ela tem algumas questões alimentares. Por desespero de passar fome, engole rapidamente e sem mastigar direito a ração do pote. Passou uns dois anos desnutrida aqui, pois a comida voltava toda, até que fiz um trabalho de psicóloga de distúrbio alimentar com ela, sentando ao seu lado enquanto comia, conversando calmamente, fazendo carinhos, e ela melhorou muito. Ainda é meio desesperada, mas hoje já engordou bem (tem uns 4,5 kg!!)e está bem mais calma. Mas quando digo que se parece com um cachorro é porque me espera na porta quando chego, me segue enquanto faço coisas pela casa, está sempre atenta aos meus estados de espírito. Comigo e com algumas poucas pessoas com quem se identifica, a relação é mais íntima: se tenho dores em alguma parte do corpo, ela senta ali em cima e faz uma "massagem" com as patinhas, até a dor aliviar. É muito carinhosa, mas tem um pouco de medo de muita gente na casa, se esconde nessas ocasiões. E não gosta quando alguma porta se fecha na sua cara, mia mesmo. Com vontade. Siamesa típica...

Mia































A data provável de nascimento da Nina foi outubro de 2003, da Mia março de 2004. Ambas foram castradas, receberam as vacinas principais e tomaram vermífugo no fim do ano passado. Como não saem do apartamento, não têm contato com outros animais, por isso não sou tão neuras em relação a doenças. Mas se alguém quiser abrigar minhas meninas, levo no veterinário para check-up e banho antes de entregá-las.
Então é isso. Com aperto no coração, mas pensando no bem-estar delas e meu nesse período "mãe", abro mão das minhas companheirinhas.
Se você, pessoa de bom coração, tem lugar na sua vida para uma ou duas felinas muito especiais, por favor, me avise. Confio na tese que diz que gatos são bem adaptáveis e não vão sofrer demais com a mudança. Já eu, não garanto nada...
Grata pela atenção!



quarta-feira, 18 de junho de 2008

Bom senso: zero

Costumava dizer quão sábia era a mãe natureza. Isso até passar o frio curitibano mais estupidamente gelado dos últimos 5 anos (só?) tendo que levantar da cama de 3 em 3 horas, sair da minha pilha de cobertas e bolsa d´água quente e entrar no banheiro cheio de estalactites e estalagmites de geada pra fazer... uns 15 ml de xixi a cada vez.
Pensando seriamente em adotar uma comadre, ou até mesmo o bom e velho penico de ferro embaixo da cama.





quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos namorados! Pra quem, mesmo???





Olá, minha gente!
Agora esse é meu mlog, meu blog mensal. Hehehe... mas tá complicado mesmo sentar aqui com tempo e inspiração, essa figura calma e ponderada que vemos da mãe grávida é só imagem, mesmo.
Sexto mês de Theo na área. Chuta, sacode, samba, se espreguiça, tudo como se não houvesse um invólucro sentindo cada movimento. Mas tá valendo, sou boazinha com crianças.
Passei um mês bem agitado, viajamos de carro até o interior do Paraná. Loooonga viagem, nunca antes 6 horas me pareceram tão compridas. Aí calor de Dante por lá e na volta, uma sogra na bagagem. Ela fez cirurgia e não tava se cuidando bem, trouxemos pro frio de Curitiba pra ela "cicatrizar" mais tranquila. Mas é sempre um rebuliço na casa e na vida, né? Duas semanas, como vou colocar... "intensas". Aí na última sexta ela voltou pra casa, quis ir até lá cuidar da vida. Tá melhor de saúde, pelo menos.
A "construção" do quarto do pequeno está a toda, mil idéias sendo postas em prática, eu com essa pança enorme me dificultando todos os movimentos, estranho... primeira fase de vida que me lembro de ter que pedir ajuda pra quase tudo que faço. E ainda assim faço umas lambanças de vez em quando, carrego pesos que não devo, abaixo e levanto rapidamente, enfim, a intenção é sossegar, mas veja bem... ou faço certas coisas agora ou só quando esse menino tiver uns 10 anos de idade!
Legal ver tanta gente curtindo essa gravidez comigo, é uma torcida enorme! Amor, tios e tias não faltarão pra esse menino. Amém.
Mas sinto umas faltas. De trocar e-mails com gente querida, de visitar algumas pessoas, de dormir de bruços!; de acordar e escolher ficar na cama, sem fazer absolutamente nada, e sem culpa, porque realmente não há nada de importante a ser feito.
Mas aí acho que eu teria meus 20 anos de novo e não teria a perspectiva de uma família sendo construída.
Por hora é isso, a coluna permitindo, volto antes de um mês!