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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Giro rápido

Fui na Festa Celta dos Bardos.
O nome já diz tudo, né? Coloquei o crachá da Funai e fui feliz, empolgada com o que encontraria.

Minha encarnação celta foi forte, certeza. Não sei se cheguei a correr pintada de azul com William Wallace pelas pradarias, mas com certeza estava em casa esperando, com pão fresco, longos cabelos ruivos presos em tranças e uma penca de pequenos gauleses em volta. Ah é, fui mulher nessa vida. Certeza.
Mas tá, voltando aos bardos.
Imagina uma escola de yoga. Imagina budas e vestidos indianos e incensos e tal. Imagina cartazes de cartolina contando lendas celtas colados pelas paredes. Imagina um pequeno museu em volta da lareira, cheio de objetos típicos celtas. Legal, né? Agora imagina um plástico grosso, quase fosco de tão grosso, tampando o pequeno museu. Isso. Pra ninguém tocar (nem ver) as coisas.
Imagina uma noite fria. De repente, muito fria. Imagina todo mundo mal agasalhado (menos eu, claro, que sempre carrego meu casaco).
Imagina um instrutor de arco e flecha. O alvo, um javali desenhado num papel, grudado num tronco de árvore.
Imagina um instrutor de escudo e espada. Imagina uma espada e um escudo de espuma, coberto de pano marrom. Imagina a "brincadeira" de luta de espada ao lado de uma piscina, imagina um bando de meninos cabeludos de 15 a 18 anos fãs de RPG se divertindo horrores, lutando e arriscando cair na água gelada. Não, ninguém caiu. Não enquanto eu estive lá.

Imagina uma barraca de comida indiana/vegetariana, montada lá pela metade da festa, comandada por um chef argentino. Imagina curry e soja em tudo.

Sim, teve músicos celtas. Menos do que poderia. Sim, teve danças circulares. Mais do que deveria.
Sim, eu comprei um cd de música celta e estou in love com ele.
Agora, imagina que no meio disso tudo, eu me diverti e me senti em casa.

CERTEZA que fui celta.

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Te pego, te pico, te jogo no penico

Me rendi à saga Crepúsculo (Twilight).
É, tô ligada, o público alvo é adolescente, nunca namorou sério na vida, acha lindo morrer por amor e ter um(a) namorado(a) obssessivo pra quem se é o único objetivo e foco da vida.
Mesmo assim, caí na teia do livro.
Em janeiro, na praia, parei na lojinha-que-tem-tudo, daquelas que se reproduzem como ratazanas em toda praia. E exercitando minha porção transgressora, comprei o dvd made in Paraguai de Crepúsculo. Não ia pagar caro por aquilo, de jeito maneira.
Vi o filme, sozinha, ninguém mais se prontificou a assistir. Achei bonitinho, típico do público que descrevi.
Mas o negócio evoluiu, com os novos filmes sendo feitos só dá Bella e Edward em tudo que é parede de locadora, loja de conveniências, internet, revistas... o vizinho tem os quatro livros, resolvi arriscar.

E é por isso que a gente fala pras crianças ficarem longe das drogas.

"Tipo assim", viciei.
Não sou teenager, não curto história de vampiro, não gosto de relacionamentos ciumentos e possessivos e ainda assim, ando com dificuldades de largar o livro. O primeiro tá no fim, já cobiço o segundo.

Melecas.
Sou uma vendida pro sistema, mesmo.

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Murphy never sleeps.
Primeiro, dentista. Amamentar dois anos tem seu preço, estava com 6 cáries embaixo das minhas obturações antigas. Depois de década e meia sem cáries, foi um baque. Na boca e no bolso. Arrumados os dentes, meu aparelho móvel quebrou. Corre fazer outro ($) antes que o ortodontista me diga que tenho que pôr aparelho na boca de novo. Pela terceira vez, no way.
O aquecedor a gás morreu. Com  muita intermediação fajuta da imobiliária entre eu e o proprietário (já são 14 dias desde a primeira reclamação), ele autorizou a troca. O rapaz veio instalar e o registro da água deu pau. Estamos em nova negociação, meanwhile, tomamos banho na casa das vizinhas abençoadas. Há duas semanas.
Aí na mesma semana o modem morreu. 5 dias sem internet, hoje voltamos à vida.
A máquina de lavar está se despedaçando aos poucos. O controle remoto do notebook sumiu (essencial para maratonas de seriados). A impressora tá com amnésia e esqueceu da parceria de sucesso que teve com meu micro nos últimos anos. Descobri isso depois de gastar 200 pilas com um toner pra dita cuja (é laser, não jato de tinta). E por aí vamos. Afinal, dinheiro cresce em árvores e temos um imenso bosque nos fundos de casa.

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E por hoje é só, pessoal!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Operária-padrão

Larguei mão do blog de novo, né? Estive no modo "extreme makeover: home edition" ligado nas últimas semanas. Nada de grandes mudanças. Mas resolvi pendências, aquelas que a gente sempre deixa de lado mas que aos poucos dominam um espaço.
Moramos nesse apartamento há 8 anos e meio. A sala tem dois pontos de luz (sem gesso, dicróicas e outras coisinhas de ambientes planejados). Pois então, um deles estava em curto há... oito anos e meio. Era trocar a lâmpada, que durava quase nada, passar um tempo com um foco só funcionando, trocar a lâmpada, and so on. Comecei por aí, me armei de escada, alicates, paciência e um pequeno ajudante que insistia em subir atrás de mim na escada e foi. Problema resolvido.
Aí que afastei o guarda-louça (móvel antigo, herança da avó querida) da parede e descobri um tolete de reboco caindo. Coisa de mais de 20 centímetros por uns 15 de largura, bem na altura da maçaneta da porta. De tanto bater com o vento, provavelmente. Ficou ali me espreitando até me dar 5 minutos, fui na Cassol tipos 8 da noite comprar cimentcola, espátula, massa corrida, tinta. Logo o remendo naquele ponto virou a pomba gira servente de pedreiro baixada na pessoa, tirei todos os quadros das paredes procurando furos, dá-lhe consertos por tudo, quinas de paredes, cantos das vigas. E depois lixar, depois pintar, depois arrumar tudo.
Daí pra arrumar coleções de revistas foi um pulo, encapar o sofá com uma manta king size até decidir o que fazer com ele, aaaaahhhhh!! Não parava mais, doida varrida. Isso tudo entretendo Theo de dia, atendendo no consultório, dando jeito na vida doméstica/familiar, socializando e "pegando na lida" lá por 11 da noite, só.
Aí caí de gripe.
Entendi que abusei, tô me contentando com o que fiz até o momento e voltei pra vida online por um tempo.
Nesse meio tempo Theo, que ainda mama à noite, por dois dias esta semana não quis mamar. E já umas 3 vezes reclamou do "gosto ruim do mamá da mamãe" Stress, minha gente, olha aí! Comecei a me preparar psicologicamente pra esse desligamento, mas ontem ele pediu de novo, hoje também. Ontem até me diverti, sugou um pouco, aí abriu bem os olhos pra mim e pediu "tá frio mamãe, esquenta o leite no 'micoondas'?", como se fosse a mamadeira da manhã que ele odeia tomar fria. E sabe que acho que vou sentir muita saudade desse período da minha vida? Ê lerê!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Cadê?

Sumo por quê?
Sempre parto do princípio de que, se não há a nada de bom a ser dito, que se mantenha o silêncio.
Não que minha vida esteja um erro. Mas tenho passado por dias bem "cotidianos", uma gracinha do Theo aqui, um momentinho delícia ali, e entre idas ao mercado, médicos de rotina, fazer almoço, arrumar a casa, ir pro consultório atender, vão-se os dias. O corpo reclama a falta de descanso decente, o bolso reclama a falta de mimos fora do orçamento, a mente reclama a falta de leitura por horas a fio sem preocupações maiores.
Theo já tem 11 dentes (mas o juízo acho que só vem com os dentes do siso mesmo). Fala tudo, muita coisa no idioma particular dele, mas imita todas as palavras que ouve e o encantam. É "gelado" pra cá, "pesado" pra lá e, mais importante que falar apenas, já entende o conceito por trás das palavras. Falta apenas a noção de tamanho e espaço.
Por exemplo, sabe que sapatos vão no pé. Mas já o vimos algumas vezes tentando calçar o tênis da Barbie da prima. Ou tentando entrar pela porta de um carrinho ou jipe de plástico, irritado por não caber.
Tem um temperamento forte, o pequenino. Sabe o que quer e como chegar lá. Cabeça dura em todos os sentidos, teimoso como só a mistura desse pai e dessa mãe poderiam resultar e com um esqueleto de adamantium, impressionante como se machuca e não reclama de dor praticamente. Ainda mama no peito, o que nos mantém mais ligados ainda. Domingo completa um ano e meio, mas parece uma longa vida já, essa nossa em comum.
Parte de mim quer uma casa cada vez mais limpa, clássica, cheia de portas de armários e sossego para os olhos. Aí vejo um ambiente verde maçã com cortina de listras em tons de rosa e uma mesa com toalha de bolinhas rosa clara e me apaixono.


A vontade é contratar uma caçamba, estacionar na garagem do prédio, abrir as janelas e jogar tudo que passar pela frente dos meus olhos. Aí penso que sou canceriana, que adoro uma memória, um "recuerdo", uma herança de vovó e sossego o facho.
Sinto que preciso viajar, pra longe, pro desconhecido, pro novo. Muito tempo fincada por aqui, o mês na praia foi uma extensão de casa, né? Casa dos pais, ambiente conhecido, praia sem graça. Só pra mudar de ares, mas o efeito psicológico ficou faltando.
Vou aproveitar que ainda é cedo e ler, como há tempos não faço. Theo no berço, marido na agência e eu envolta na trama policial de "Os Homens Que Não Amavam As Mulheres", de Stieg Larsson.
Buona notte!
E feliz Dia Oficial da Mulher!! Mas nos parabenizo todos os dias, pois não é qualquer homem que aguentaria o tranco não...



segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mas tava aqui, pra onde foi?!

Hoje me caiu uma ficha (por sinal, acabo de ver como estou passé composé, fichas caíam nos telefones públicos do século passado!): doismileoito acaba mês que vem. Ãrrã. 38 dias apenas. Mas ontem mesmo eu estava de taça de espumante na mão comemorando o ano que ia nascer, com muito dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender!


Pois foi o tal do ano, esse. O bolso não viu muito dinheiro, a saúde esteve praticamente inteira voltada para a fabricação e o bem-estar do Theo. Deixei de ser só filha para ser também mãe. Revi montes de amigos, resolvi outros montes de pendengas. Comentei uns posts atrás, antes do Theo nascer, que sentia como se estivesse de mudança pra Namíbia em setembro, tal era minha urgência em terminar e organizar coisas, pois achava que nunca mais ia voltar a ser dona da minha vida. Pois digo novamente, que bom que fiz tudo aquilo. E que pena não ter conseguido fazer mais. Como esse menininho exige minha disponibilidade!
Tô só esperando o momento em que vou me pegar correndo atrás da bolinha vermelha que ele jogou, no melhor estilo "vai ali mamãe, pega!"...
Fazendo parte deste mundo gestante/pós-parto descobri coisas absurdas na internet. Sites, fóruns de discussão, comunidades, esse é um mundo bem neurótico e "florzinha". Não me decidi por tomar partido de nenhuma corrente específica. Não quero o pequeno dormindo na minha cama, por exemplo, mas também não acho legal deixá-lo berrando sozinho no berço até ficar roxo e perder a voz. Produzi uma criança muito grande, que, se você ficar parado olhando com bastante atenção, é capaz de conseguir ver crescer. Logo logo não cabe mais no colo das pessoas, por maior que seja a boa vontade. Então por quê não encher esse menininho de colo, chamego e cafuné enquanto ainda é possível, sem precisar de Gelol e tipóia depois? Combinei com a pediatra dele que vamos resolver como tirá-lo do hábito de ficar pendurado em mim mais pra frente.
Mas como tuda na vida tem consequências, esse gesto de amor de mamãe para filhote se torna uma faca de dois gumes. Ou tá no meu colo ou não tá bom. E anda em fase de pico de crescimento, pedindo leite de duas em duas horas. Detalhe: se mama 7 da manhã, pede de novo às 9. Mesmo que tenha ficado mamando até 7:40, aí feito uns charmes, se espreguiçado e dormido só 8:20. Quando começo a cochilar, ele abre o bocão de novo. Sei que comportamentos se condicionam, acredito piamente que vou conseguir mudar isso daqui um tempo.
Isso tem me deixado afastada de tudo, inclusive do Baú. Sinto falta de escrever, de organizar minha vida, de ir ali e já voltar, sem precisar levar a mudança junto. Até 2007 acabar, eu era dona de verdade da minha vida e não tinha consciência disso. Não voltaria atrás por nada, me encontrei sendo mãe e apesar de andar por aí com uma cara meio bocoió, anotando tudo nas mãos pra não esquecer, sei que vai passar.
Descobri minha gravidez 14/01/08 e minha vida mudou 14/09/08. Tinha como 2008 não ser o ano do mono-assunto?


Meio cedo pra uma retrospectiva? Mas como posto sem saber quando voltarei, melhor me garantir ;o).
Que 2009 seja mais diversificado de assuntos, que meu pequeno-grande Theo cresça saudável e cada dia mais fofo, que minha porção Mulher-Maravilha aflore, pra eu dar conta de tudo que me espera. Urgente.



domingo, 13 de março de 2005

Parto Normal


E Finalmente nasceu! Páginas e páginas todinhas em branco para meu deleite digitatório...
Não sei porque cargas d´água não brinquei disso antes, se é tão fácil conseguir o brinquedo. Pois bem, me considero bem-vinda ao mundo blogger. E aproveito que é lua nova, boa para pôr em prática novos "tudo" na vida da gente.
Hoje passei o dia com pessoas queridas. Amigos de muito tempo atrás que continuam ainda orbitando à minha volta , para minha alegria. Fomos em um sítio, aniversário da Ká. Lá eu tive uma experiência bem interessante...
Sempre gostei de vacas. Na verdade sempre gostei do símbolo "vaca", acho bonitas, harmoniosas, principalmente se são malhadas de branco e preto. Ja tive meus momentos mico-leão-dourado parando à beira da estrada em viagens, as amigas me xingando no carro, para fotografar esses espécimes bizarros, sempre rodeados por moscas, exalando odores que me fazem cada vez mais preferir os símbolo à realidade.

Anyways, hoje meu lado mulher cosmopolita e urbana realizou um sonho infantil: amamentei um bezerrinho de 4 dias. Foi uma sensação muito boa, o João (o bezerro em questão) tem o tamanho de um cão bem grande, talvez um São Bernardo. Aquelas orelhas de abano, o olhar levemente estrábico, uma língua ainda macia e um apetite determinado. Em minhas mãos, uma garrafa pet de Coca Cola 2 litros contendo um líquido morno, um preparado específico para terneiros e um bico adaptador. Muito boa a sensação de alimentar um bichinho que acaba de chegar a esse mundo e nem chegou a mamar na mãe, já foi dado à aniversariante como presente (calma, ela e o namorado são veterinários, essas coisas estranhas acontecem normalmente no mundo deles...o primeiro presente dele para ela foi uma charrete!) com uma fita no pescoço e um anel de noivado preso à fita. Romântico? Melhor perguntar ao João o que ele achou da idéia. Eu gostei.
Pastou ontem no quintal da casa dela e hoje foi levado ao sítio da família, onde pude também aproveitar a deixa e realizar essa curiosidade infantil.
O campo faz bem à alma, aquela imensidão verde, silêncio, fogão a lenha, amigos por perto; mas confesso, nada como voltar para a minha casinha, chuveiro a gás, tv a cabo, cama confortável, internet...no entanto, como folga pros neurônios, não posso reclamar; foi um bom dia.
Maestro, qual é a música?
Woo Hoo - The 5.6.7.8´s - Kill Bill vol.1


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