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segunda-feira, 18 de março de 2013

Just Another Cloudy Day

Será que eu ainda sei escrever? Idéias, digo, por que essa nova ortografia, me poupe. Acho que serei como meu falecido avô, que foi à pharmácia até o fim da vida. E eu me recuso a comer pizza de "muçarela", me daria indigestão. Já uma de muzzarela, essa cai bem.

Devaneios, devaneios.

Agora, além de não escrever, também não tenho conseguido acompanhar meus blogs do coração. E oh, God, como isso me faz falta. Hoje abri um deles num momento roubado do meu dia (sabem como? Escondida de mim mesma, pois devia estar fazendo outras coisas?). O escolhido foi o Brincando de Casinha. Ai, que feliz. A Mari escreve fácil, leve, bom de querer saber se tem mais pra saciar a vontade. E que delícia, como eu não entrava lá faz tempo, tinha bastante coisa pra me entreter.
Aí que levantei inspirada após a leitura, com vontade de arrumar minha casa, ver coisas bonitas em volta e não só brinquedos, roupas, sapatos e tudo o mais espalhados por tôdos os cômodos à minha volta.

Hoje mini surtei, minha fiel escudeira das quartas feiras não veio essa semana e só assim a gente percebe como uma boa faxina semanal faz TODA a diferença numa casa. Entonces que passei a semana fazendo coisas fora de casa, o fato dela não ter vindo passou meio batido. Porém hoje, domingão, dia em casa, a realidade me dominou e me vi envolta em tentáculos sufocantes de bagunça, sujeira e "todo mundo com preguiça". Só eu não podendo me dar ao tal luxo da preguiça. Receita certa para ataques psicóticos em humanos até então sob controle.

Prazer, Nazaré. Qual sua graça?

Alguns gritos e afins depois, vejo a sala em quase harmonia, a cozinha novamente com o piso branco e toda a louça limpa, muita roupa lavada e pasmem!, até o quarto de brinquedos das crianças arrumado. Valeu mãe, que pôs o Theo pra trabalhar.

Mas esses momentos são importantes.
Com a mente mais limpa pós-surto, comecei a vislumbrar a cor que quero no meu quarto, a prateleira que vai na parede da sala, as roupas que vão embora do guarda-roupa, os livros ainda não lidos em destaque na estante, enfim, passos à frente em vez dos usuais passinhos laterais de caranguejo da canceriana enrolada aqui. Gente, como crianças bagunçam uma vida adulta.

Complicado com eles, impossível imaginar a vida sem eles. Minhas delícias.

Creio que esse será um blog com muita atividade produtiva/criativa sobre assuntos da terceira idade, porque estarei vivendo isso quando puder produzir criativamente com a frequência desejada ;)

Apesar da quase exaustão diária, estou feliz. Então tudo vale a pena. Até logo!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Cadê?

Sumo por quê?
Sempre parto do princípio de que, se não há a nada de bom a ser dito, que se mantenha o silêncio.
Não que minha vida esteja um erro. Mas tenho passado por dias bem "cotidianos", uma gracinha do Theo aqui, um momentinho delícia ali, e entre idas ao mercado, médicos de rotina, fazer almoço, arrumar a casa, ir pro consultório atender, vão-se os dias. O corpo reclama a falta de descanso decente, o bolso reclama a falta de mimos fora do orçamento, a mente reclama a falta de leitura por horas a fio sem preocupações maiores.
Theo já tem 11 dentes (mas o juízo acho que só vem com os dentes do siso mesmo). Fala tudo, muita coisa no idioma particular dele, mas imita todas as palavras que ouve e o encantam. É "gelado" pra cá, "pesado" pra lá e, mais importante que falar apenas, já entende o conceito por trás das palavras. Falta apenas a noção de tamanho e espaço.
Por exemplo, sabe que sapatos vão no pé. Mas já o vimos algumas vezes tentando calçar o tênis da Barbie da prima. Ou tentando entrar pela porta de um carrinho ou jipe de plástico, irritado por não caber.
Tem um temperamento forte, o pequenino. Sabe o que quer e como chegar lá. Cabeça dura em todos os sentidos, teimoso como só a mistura desse pai e dessa mãe poderiam resultar e com um esqueleto de adamantium, impressionante como se machuca e não reclama de dor praticamente. Ainda mama no peito, o que nos mantém mais ligados ainda. Domingo completa um ano e meio, mas parece uma longa vida já, essa nossa em comum.
Parte de mim quer uma casa cada vez mais limpa, clássica, cheia de portas de armários e sossego para os olhos. Aí vejo um ambiente verde maçã com cortina de listras em tons de rosa e uma mesa com toalha de bolinhas rosa clara e me apaixono.


A vontade é contratar uma caçamba, estacionar na garagem do prédio, abrir as janelas e jogar tudo que passar pela frente dos meus olhos. Aí penso que sou canceriana, que adoro uma memória, um "recuerdo", uma herança de vovó e sossego o facho.
Sinto que preciso viajar, pra longe, pro desconhecido, pro novo. Muito tempo fincada por aqui, o mês na praia foi uma extensão de casa, né? Casa dos pais, ambiente conhecido, praia sem graça. Só pra mudar de ares, mas o efeito psicológico ficou faltando.
Vou aproveitar que ainda é cedo e ler, como há tempos não faço. Theo no berço, marido na agência e eu envolta na trama policial de "Os Homens Que Não Amavam As Mulheres", de Stieg Larsson.
Buona notte!
E feliz Dia Oficial da Mulher!! Mas nos parabenizo todos os dias, pois não é qualquer homem que aguentaria o tranco não...



sábado, 4 de abril de 2009

Arquitetura de Morar


Dentro de mim mora uma arquiteta. Talvez por gostar tanto do assunto tenha escolhido um pra marido (fajuto, mas diplomado!), que me trouxe tantos outros agregados, também da raça arquitetônica.
Fiz curso de design de interiores, na esperança vã de diminuir a frustração pela faculdade não escolhida na época certa. Não funcionou, adorei o curso, cheguei a fazer alguns projetos, mas o "ser babá" de adulto que tem R$500,00 e quer fazer reforma de R$5.000 e bate o pé e troca os pés pelas mãos me deu gastura.
Na verdade, pensando bem, gosto de casas. E construções. E espaços. O dia-a-dia do arquiteto não é nada glamouroso e com exceção de alguns poucos peixes grandes, nada rentável.
Quando era pequena, morava num lugar privilegiado: casa grande, de esquina, com bosque, horta, pomar, sotão, cachorros, muitas crianças vizinhas e muitos terrenos sem área construída em volta. Mato puro.
Os tempos eram outros, Curitiba era confiável e pacata. Praticamente uma cidade de interior. Senhorito Theo que não me invente de daqui alguns poucos anos aparecer com 3 ou 4 outros pequeninos e comunicar, do alto da sua bicicletinha, "tô indo com os meninos brincar naquele terreno baldio, mãe". Nem por decreto, não aqui.
Mas eu pude, e ôpa, como aproveitei!
As meninas da rua eram poucas, muitas vezes me enturmava com os meninos mesmo. Brincar de tirolesa na casa dos Stein, pendurar nos cipós do terreno de pinheiros "da rua de trás", descer a ladeira ao lado de casa sem frear a bicicleta (com seus devidos tombos, obviamente), fazer piquenique em cima do plátano, no último galho! Mas o que eu mais gostava era de fazer casas. Fossem barracos ("cabanas", na nossa ilimitada e muito imaginativa visão) no bosque de casa, fosse nos terrenos livres. Lembro de uma, e essa eu fiz com as meninas, em que entramos de facão no mato alto e começamos a medir em pernadas os espaços. Os ambientes eram definidos e o facão punha abaixo os galhos, deixando o mato restante servir como funcionais paredes. O próximo passo era sair catando nas lixeiras da vizinhança tudo que pudesse ser útil: estruturas enferrujadas de cadeiras, assentos de vaso sanitário, isopor que envolvia eletrodomésticos novos, qualquer coisa que se assemelhasse a móveis era bem-vindo. Anti-tetânica? Pra quê? Já tinha tomado a minha quando pisei de havaianas naquele prego enferrujado, hehehe...
Depois vinha a parte mais complicada: toda mulher precisa do seu próprio canto. Como resolver, entre meia dúzia de senhorinhas de 8, 10 anos de idade, quem seria "a" dona da casa? Os argumentos variavam muito, desde "deixo você emprestar minha Barbie por uns dias" (artigo de mega-luxo e cobiça numa época onde Suzi reinava absoluta) até "eu capinei mais e achei mais móveis, tenho mais direitos". É, mini-Heloísas Helenas. Mas a gente se acertava, na próxima construção, outra ganhava o direito de posse.
Essa liberdade toda quando pequena me fez ser uma pessoa mais sã, mais ajuizada e, acredito eu, dona de uma boa quantidade de bom senso. Sinto pelas gerações filhas de prédios e de condomínios fechados, onde qualquer bicicleta passando pela grama pode virar multa no fim do mês para os pais.
Quanto à minha escolha profissional, não me arrependo. Compro uma "Arquitetura & Construção" lá em cada morte de bispo, babo nas soluções encontradas, nas fotos lindas e pronto. Quem sabe um dia eu construa meu próprio ninho?



sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Será que é hoje?

Será?
Amanhã é lua nova. A nona lua da minha gravidez. Fez calor a semana toda, inchei muito. Agora à tarde esfriou e melhorei absurdamente.
Ontem minha boca aumentou, mas o nariz também. Ouvi das amigas "aí, hein! Vai ficar com o bocão da Angelina Jolie!". Mas focaliza, de que adianta ter a boca à la Jolie se o nariz em cima é do Bozo?
Minha barriga endureceu a tarde toda. Sem dor, só ficava dura e amolecia em seguida (tipo nesse exato momento, de novo). Fiz trocentas coisas (diz que no pré-parto a gente vira mulher maravilha e quer resolver todos os problemas do planeta, da fome na África até arrumar a gaveta de calcinhas).
Amigas pra lá de especiais, em todos os sentidos (minha confraria de bruxas do bem) me ligaram ou entraram em contato hoje de alguma forma pra dizer que sonharam com o Theo e com meu parto na noite passada. Parto normal, ieiii! Pelo menos.
Por via das dúvidas o berço dele foi arrumado, o quarto organizado, minha mala e a dele da maternidade estão prontas. Pessoas-chave no processo de deslocamento até a maternidade já estão de sobreaviso.
E pra completar, hoje faz 9 anos que estou com o Cau! Simbólico, né?
Queria muito que ele aguentasse até o final da semana que vem, mas já que o Universo parece estar sinalizando de outra maneira, ouvirei o recado e vou sossegar. Começando já, banho e pernas pra cima.
Abraços da nave-mãe.



quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos namorados! Pra quem, mesmo???





Olá, minha gente!
Agora esse é meu mlog, meu blog mensal. Hehehe... mas tá complicado mesmo sentar aqui com tempo e inspiração, essa figura calma e ponderada que vemos da mãe grávida é só imagem, mesmo.
Sexto mês de Theo na área. Chuta, sacode, samba, se espreguiça, tudo como se não houvesse um invólucro sentindo cada movimento. Mas tá valendo, sou boazinha com crianças.
Passei um mês bem agitado, viajamos de carro até o interior do Paraná. Loooonga viagem, nunca antes 6 horas me pareceram tão compridas. Aí calor de Dante por lá e na volta, uma sogra na bagagem. Ela fez cirurgia e não tava se cuidando bem, trouxemos pro frio de Curitiba pra ela "cicatrizar" mais tranquila. Mas é sempre um rebuliço na casa e na vida, né? Duas semanas, como vou colocar... "intensas". Aí na última sexta ela voltou pra casa, quis ir até lá cuidar da vida. Tá melhor de saúde, pelo menos.
A "construção" do quarto do pequeno está a toda, mil idéias sendo postas em prática, eu com essa pança enorme me dificultando todos os movimentos, estranho... primeira fase de vida que me lembro de ter que pedir ajuda pra quase tudo que faço. E ainda assim faço umas lambanças de vez em quando, carrego pesos que não devo, abaixo e levanto rapidamente, enfim, a intenção é sossegar, mas veja bem... ou faço certas coisas agora ou só quando esse menino tiver uns 10 anos de idade!
Legal ver tanta gente curtindo essa gravidez comigo, é uma torcida enorme! Amor, tios e tias não faltarão pra esse menino. Amém.
Mas sinto umas faltas. De trocar e-mails com gente querida, de visitar algumas pessoas, de dormir de bruços!; de acordar e escolher ficar na cama, sem fazer absolutamente nada, e sem culpa, porque realmente não há nada de importante a ser feito.
Mas aí acho que eu teria meus 20 anos de novo e não teria a perspectiva de uma família sendo construída.
Por hora é isso, a coluna permitindo, volto antes de um mês!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Relatório

Decidimos!
Nome: Theo.
Minha molinha anda meio solta, como diz meu sobrinho. É tanta coisa pra fazer em tão pouco espaço-tempo!
Estou oficialmente no quinto mês gestacional. Com efeito, as previsões de que a prostração do primeiro trimestre me abandonaria aconteceram. Subitamente minha energia voltou e estou correndo contra o relógio pra terminar tudo, antes que os previstos mal-estares do terceiro trimestre me ataquem desprevenida.
Detalhe que essa "súbita energia" tem uma finalidade, que se chama bebê Theo. Mas estou desrespeitando as leis da natureza e utilizando-a para outros fins. Tsc. Sinto que vou me arrepender.
Mas o quarto dele já está encaminhado (longe de estar pronto, mas pelo menos decidido está), papeladas tomando rumo da rua, parcelamentos, financiamentos e coisinhas abandonadas sendo retomadas(os), tudo sendo encaminhado para ir pras mãos dos respectivos donos dos problemas durante minha auto-concedida licença-maternidade. Devo ter pago um carma bem pesado na última vida, pois nessa vim com pai e mãe embrulhados pra presente e escolhidos a dedo. Já pagaram mais do que deviam pelo título de avós, de tanta ajuda que têm me dado. Mas minha casinha está tomando cara de casa de novo, funcional e bonitinha. Nosso pequeno vai chegar num lugar que está sendo bem adaptado para receber um mini-we.
Comecei a fazer um curso de gestante, se chama "Parto Amoroso", se não me engano. Umas 40 grávidas, sensação boa ver todo mundo em volta adaptando o guarda-roupa, com a pele marromenos, todas com sintomas parecidos. Coloca o mundo em volta em outra perspectiva. E as queixas diminuem...
Sinto falta de fazer meu diário, há meses não o abro. Cultivo o hábito desde os 14 anos, muita coisa besta e muita coisa boa registrada lá. Mas mal e mal atualizo o blog, quem dirá escrever todos dia! O negócio é torcer pra ficar lúcida até perder de vista.
Também ando viadinha pra umas coisas. Hoje fui na manicure e ela, sempre empolgada, odeia pintar de "corzinha". E eu sou mulher de unha de "corzinha", caramba! Viva o Renda! Viva o Duna! Se passo escuro fico querendo morder as unhas o tempo todo. Enfim, me convenceu a colocar dois pinguinhos de strass em cada mão, um no seu-vizinho e outro no mata-piolhos. Tô impossível agora com esse brilho nos dedos. Vamos ver quanto dura.
Outro episódio triste, porém necessário, foi comprar calças-gestante. Que hor-ror! E pra não comprar M e logo perder, comprei G. Detalhe que as calças normais já não fecham, enquanto as "novas G" ficam escorregando ainda. Mesmo de malha. Só segura uma jeans pra lá de bonita, cordão "irc" na (falta de) cintura, estilo saint-tropeito. Um desastre visual, ao meu ver. Mas como disse a sábia amiga Jeff, "não se pode comer a omelete sem quebrar os ovos", ou seja, tudo pela tal da maternidade.
E pra encerrar, domingo é dia das mães. Apesar do fato ainda estar se concretizando, já posso meio-comemorar, não? Então parabéns pra mim e pra todas as admiráveis mulheres que fazem isso há milênios!
Namastê.





segunda-feira, 17 de março de 2008

Que será, será.

Então a pessoa lembrou que tem blog.
Amanhã é o grande dia, ultrassom específico com quase certeza de ver se é um gajo ou uma rapariga. Até o momento, estou com barriga d´água que traz consigo dor de cabeça e um certo desconforto geral. Após verificar que aqui dentro tem um ser com cabeça, tronco e membros, acho que sossego e consigo acreditar que sim, estou gestando alguém.
Volta e meia penso em escrever. Aí fico bem quietinha e a vontade passa, uma beleza! Nunca fui pessoa de ter dores avulsas, mamãe Natureza (e d. Ana e seu Chico, claro) me fizeram até bem resistente. Nada de rinites, otites, estalactites ou estalagmites. Nada de azia ou má digestão, podia comer costela com maionese e coca-cola quente no verão que tava tudo bem, sem reclamações. Talvez por isso esteja me sentindo meio hominho agora, porque esses sim, têm uma péssima resistência à qualquer febre de 37,5ºC.
Confio na Providência Divina, que vai me fortalecer até domingo pra minha Páscoa ter um sabor bem melado de chocolate. Senão vamos de Sensy da Parmalat para baixa intolerância à lactose com Nescafé descafeinado, tentando ignorar todos estes fatos juntos.
Passei 3 semanas totalmente "blé!", tossindo os pulmões pra fora, temperaturas oscilantes, tonturas. E tylenol na veia. fui na dermatologista, no alergologista, no pneumologista, além da obstetra, claro. Aí tomei um xaropinho infantil e minha vida voltou ao normal. Meio mundo quer que eu me livre das minhas gatas, não gosto nem de pensar nisso. Por outro lado procuro ver a situação pelo ponto de vista delas e a paisagem não me agrada. Espaço e atenção reduzidos e nenhuma chance no horizonte de isso mudar, pelo menos nos próximos 3 anos. Dó, né? Mas são duas gatas adultas e cheias de manias, é como colocar dois irmãos de 7 e 8 anos que brigam entre si num orfanato. Quem vai querer adotar?
Minha casa já tem um berço. Scary. Levei 3 tipos de susto quando abri a porta do quarto, tarde da noite, pra pegar algo, e lá tava o bicho, imponente, aguardando seu ocupante.
Jisuis... será que tô pronta?
Meu Nescafé descafeinado e minha torrada integral com ricota me aguardam. Hmmm... nhami... :o[
Fomos! - agora vivo no plural.

Someone Like You




quinta-feira, 9 de agosto de 2007

'Cause I´m a freak?

Hoje saí um pouco do mundo das tintas e solventes. Esses dias pintei a parede roxa, faltam as brancas, mas já deu toda a diferença na sala. Parece menor, mais acolhedora.
Mas voltando ao assunto, hoje fui na clínica só pra arrumar minha sala, tirar fita crepe dos cantos, lamber a cria mesmo. E depois encontrei o Jorge, querido amigo da época do vôo. Sempre uma delícia vê-lo. Passeamos um pouco, visitamos a futura mãe da Alice, a Selma, e tricotamos uns dois cachecóis e um suéter de conversinhas.
Vi que tava um pouco bitolada com esse lance da "reforma" que inventei, todas minhas horas vagas dedicadas a isso, credo!
Ontem à noite eu trouxe o Pedro, meu sobrinho, pra passar umas horas comigo. Parece que me conecto a um carregador de celular quando ele fica comigo, me faz rir, limpa qualquer energia ruim, é carinhoso, realmente uma benção na minha vida.
Agora que ele está mais alto [quase um metro!! ;o)], consegue enxergar coisinhas que não via antes. Ontem a curiosidade caiu sobre meus vasos na janela.

-Tia Uli, o que é aquilo?
-O quê Pedro? Tem um monte de "aquilos" ali.
-Essas pessoas nas suas plantas!

*pausa. Tenho bonecos de plástico "plantados" nos meus vasos de ervas.


-Ah, bem... são índios que protegem as plantinhas, a família da Pocahontas.
-E quem é a Pocahontas?
-Você não conhece? A gente pega no dvd qualquer dia.
-Mas... eles são bonecos.
-Errr...ééé... a tia Uli sabe, mas gosta de pensar que eles, por serem índios, cuidam das florzinhas dela.
*segue expressão de incredulidade, sobrancelha erguida, silêncio e provavelmente uma duvidazinha interna, "como me deixam aos cuidados desta pessoa?". Tudo isso vindo de uma criança de 3 anos e meio.
Me senti esquisita.
Aí lembrei do amigo da amiga que mora em Foz do Iguaçu e guarda muitos pinguins dentro da geladeira, "porque em Foz é tão quente, tadinhos!".
E vi que sim, há espaço para todos neste mundo.

Passarim - Antônio Carlos Jobim - Passarim


Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro partiu mas não pegou
Passarinho me conta então me diz
Porque que eu também não fui feliz
Me diz o que eu faço da paixão
Que me devora o coração
Que me devora o coração
Que me maltrata o coração
Que me maltrata o coração

E o mato que é bom, o fogo queimou
Cadê o fogo, a água apagou
E cadê a água, o boi bebeu
Cadê o amor, o gato comeu
E a cinza espalhou
E a chuva carregou
Cadê meu amor que o vento levou
(Passarim quis pousar, não deu, voou)

Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro feriu mas não matou
Passarinho me conta então me diz
Por que que eu também não fui feliz
Cadê meu amor minha canção
Que me alegrava o coração
Que me alegrava o coração
Que iluminava o coração
Que iluminava a escuridão

Cadê meu caminho a água levou
Cadê meu rastro, a chuva apagou
E a minha casa, o rio carregou
E o meu amor me abandonou
Voou, voou, voou
Voou, voou, voou
E passou o tempo e o vento levou

Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro feriu mas não matou
Passarinho me conta então, me diz
Por que que eu também não fui feliz
Cadê meu amor minha canção
Que me alegrava o coração
Que me alegrava o coração
Que iluminava o coração
Que iluminava a escuridão
E a luz da manhã, o dia queimou
Cadê o dia, envelheceu
E a tarde caiu e o sol morreu
E de repente escureceu
E a lua então brilhou
Depois sumiu no breu
E ficou tão frio que amanheceu
(Passarim quis pousar, não deu, voou)
Passarim quis pousar não deu
Voou, voou, voou, voou, voou

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Folga


Nem me preparei com as devidas honras, mas essa semana acabei passando por um breve "surto cinéfilo". Depois de meses de lenga-lenga, enrolações e afins, acabo indo ao cinema DUAS VEZES na mesma semana! Quite exciting, I should say. Pra vocês verem como minha vida anda agitada, algo assim se tornando assunto de blog!
Ontem o eleito foi "13 Homens e Um Novo Segredo", gostei mais que o segundo. E o elenco continua enfeitando com louvor a tela. Ôpa!
Hoje passei o dia feito menina pequena, pois à noite iria assitir "Harry Potter e a Ordem da Fênix". Adorei, como sempre. É um enredo mais pesado para o padrão infanto-juvenil, mas tem um porquê de ser assim. Estou ansiosa pelo sexto filme, foi o livro que mais me tocou em termos de imaginação (tá, confesso, me acabei de chorar...) e quero ver como vão colocar aquilo tudo na tela.
Boas notícias no assunto Casa Cor, hoje acabei de pintar com verniz. Amanhã começo as paredes, mal acredito que tá quase no fim. Isso só me empolga pra ir adiante e terminar logo.
Calma gente, já coloco as fotos. Primeiro precisa ter o que mostrar! ;o)

I Get a Kick Out Of You - Frank Sinatra - New York, New York