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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Da Importância de se ter um Círculo de Confiança

Vida de mãe com filho pequeno é uma coisa confusa, complexa.
Com dois ou mais, então!
Por aqui as coisas mudaram muito depois das crianças. Os tempos são outros, se sair de casa era calçar o sapato, pegar a bolsa, a chave e ir, com os cabelos ao vento, com crianças tudo demora o triplo.
A criança dorme. A mãe espera, pondo roupas na máquina, lavando a louça, procurando os benditos exames de sangue que a criança resolveu esconder no dia anterior. A criança acorda, demora pra comer e beber. A mãe arruma a criança, na hora de ir pro carro ela precisa ir ao banheiro ou encheu as fraldas. Sorte quando não vaza, senão vai mais um tempo para trocar tudo de novo.
A mãe separa a garrafa d'água, o biscoito, a troca de fraldas e roupa, o brinquedo.
"Todo mundo pro carro, vamos, vamos!"
Aí um entra e se joga no porta-malas, achando muito engraçado. A outra começa a correr em volta do carro, "fugindo da mamãe" às gargalhadas. 
Aí voltam correndo pra dentro de casa, "esqueci meu Omnitrix/Buzz Lightyear/livro/nenê". 
E a pediatra esperando. E o portão da escola fechando. E o almoço na casa da tia esfriando. E. 
E.
E...
E os cabelos com certeza não estão ao vento, a mamãe mal e mal consegue tomar um banho que lave bem todas as partes, quem dirá grandes cuidados estéticos.
E por aí transcorre o dia. Os dias. Os meses. Os anos.
E quem entende essa mulher?
Outras mães.
Porque quando a gente encara essa rotina, precisa haver um apoio psicológico/emocional/familiar. Ou essa pessoa se perde no limbo insano da maternidade. E pode ser feio. Irreversível.
Porque é uma via de duas mãos. São mulheres facilmente irritáveis, parece que o pavio aceso pra chegar na carga de dinamite está sempre há 5 cm do fim. Mas se derretem de verdade quando seus pequenos dizem que as amam, quando contam coisinhas das suas vidas, quando caem e chorando, a primeira coisa de sai da boca é "mãmáááiiii!!". Pois ali se estabelece que "confio em você pra crescer saudável e com nenhuma parte faltando, humana".
Não é para todas. Ou todos, pois existem aqueles pais que curtem assumir "com força" essa pa(ma)ternidade. Quem tem consciência dos seus limites e entende que é melhor ser mãe inteira e feliz por uma hora diária do que uma pessoa agressiva e vassourada por 16, tem que ir fundo, super apóio também. Cada um sabe de si e do que melhor lhe calça nos pés, certo?
Não julgo, não questiono, não recrimino. Sou humana, claro, e quando a situação é de abandono total, me permito refletir. De resto, contanto que as crianças estejam bem, tá valendo.
Mas como me incluo lá no começo do texto, percebi ao longo do tempo da importância dessa pessoa cuidadora ter também seu grupo de apoio. Amigas.
Dei sorte nessa vida, tenho uns bons punhados de mulheres que se incluem nessa categoria. E são de verdade, daquelas que a gente pode brincar sem se ofender, se ver depois de meses/anos e conversar como se o último encontro tivesse ocorrido na semana passada.
Mas próxima dos 40, é natural que as amigas estejam em fases diferentes de vida. Pra uma os filhos já cresceram, pra outra nunca vieram. Pra uma o trabalho tá bombando, pra outra ele ficou lá pra trás. Uma tá no primeiro amor, a outra no oitavo.
Como conciliar?
Jogo de cintura pra matar as saudades. Escapadelas, grupinho fechado num canto na festinha de aniversário de algum dos filhos. Mas e as questões urgentes, as fases infantis que nos deixam desconcertadas? Novas amigas.
De novo, dei sorte. Escolhi uma pré escola com valores bacanas, e me identifiquei com as mães do novo grupo social do pequeno. Win-win situation. Os encontros são rápidos, porém diários, as dúvidas são resolvidas na hora, o peito desafoga a angústia da solidão barulhenta da maternidade.
E como isso torna mais leve a jornada!
Então esse texto cabe aí, no setor de agradecimentos. A todas aquelas que fazem minha vida mais alegre e colorida, incluindo aí meus sobrinhos tortos, que já são muitos, e seus companheiros, que nos fazem parar constantemente pra refletir e agradecer sempre por termos nascido mulheres ;)



segunda-feira, 18 de março de 2013

Just Another Cloudy Day

Será que eu ainda sei escrever? Idéias, digo, por que essa nova ortografia, me poupe. Acho que serei como meu falecido avô, que foi à pharmácia até o fim da vida. E eu me recuso a comer pizza de "muçarela", me daria indigestão. Já uma de muzzarela, essa cai bem.

Devaneios, devaneios.

Agora, além de não escrever, também não tenho conseguido acompanhar meus blogs do coração. E oh, God, como isso me faz falta. Hoje abri um deles num momento roubado do meu dia (sabem como? Escondida de mim mesma, pois devia estar fazendo outras coisas?). O escolhido foi o Brincando de Casinha. Ai, que feliz. A Mari escreve fácil, leve, bom de querer saber se tem mais pra saciar a vontade. E que delícia, como eu não entrava lá faz tempo, tinha bastante coisa pra me entreter.
Aí que levantei inspirada após a leitura, com vontade de arrumar minha casa, ver coisas bonitas em volta e não só brinquedos, roupas, sapatos e tudo o mais espalhados por tôdos os cômodos à minha volta.

Hoje mini surtei, minha fiel escudeira das quartas feiras não veio essa semana e só assim a gente percebe como uma boa faxina semanal faz TODA a diferença numa casa. Entonces que passei a semana fazendo coisas fora de casa, o fato dela não ter vindo passou meio batido. Porém hoje, domingão, dia em casa, a realidade me dominou e me vi envolta em tentáculos sufocantes de bagunça, sujeira e "todo mundo com preguiça". Só eu não podendo me dar ao tal luxo da preguiça. Receita certa para ataques psicóticos em humanos até então sob controle.

Prazer, Nazaré. Qual sua graça?

Alguns gritos e afins depois, vejo a sala em quase harmonia, a cozinha novamente com o piso branco e toda a louça limpa, muita roupa lavada e pasmem!, até o quarto de brinquedos das crianças arrumado. Valeu mãe, que pôs o Theo pra trabalhar.

Mas esses momentos são importantes.
Com a mente mais limpa pós-surto, comecei a vislumbrar a cor que quero no meu quarto, a prateleira que vai na parede da sala, as roupas que vão embora do guarda-roupa, os livros ainda não lidos em destaque na estante, enfim, passos à frente em vez dos usuais passinhos laterais de caranguejo da canceriana enrolada aqui. Gente, como crianças bagunçam uma vida adulta.

Complicado com eles, impossível imaginar a vida sem eles. Minhas delícias.

Creio que esse será um blog com muita atividade produtiva/criativa sobre assuntos da terceira idade, porque estarei vivendo isso quando puder produzir criativamente com a frequência desejada ;)

Apesar da quase exaustão diária, estou feliz. Então tudo vale a pena. Até logo!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Vagos pensamentos

"Eu podia tá roubando, eu podia tá matando", mas na verdade mesmo eu devia estar dormindo. 5 pra uma da manhã e resolvo começar a escrever???
Os pequenos dormem profundamente.  Vou aproveitar que o sono não me dominou por completo.
Minha teoria do último (e empoeirado, cof, cof!) post, aquela onde eu dizia que seria organizada e teria rotina, sabem? Pois é. Ainda não funcionou.
Mudei de consultório em julho. Pagava demais no centro da cidade para usar de menos. Como percebe-se, não quero abrir mão da profissão, mas também não é o momento de sair por aí fazendo palestras e folders e angariar novos pacientes. Casa, ninho, crianças pequenas. Depois mudo o foco.
Então comecei a atender minhas pacientes queridas, que não se importam com meus eventuais atrasos e mamadas fora de hora, num local muito especial, que pra minha sorte fica embaixo do apto dos meus pais. O ruim é que fica do ooooutro lado da cidade. Ir até lá implica em almoçar correndo em casa ou almoçar na minha mãe, pós escola do Theo (que acaba 12:15, soma trânsito, danou-se almoço na horinha certa da fome dele). Já começa a confusão. Aí ele não dorme de tarde, porque fica alvoroçado com o primo, a avó, as pessoas queridas dele que transitam por lá. 
Lara, que tem altas tendências pra ser arroz de festa, curte muito os paparicos, passa a tarde com biscoitos na boca, não dorme tudo que precisa. E a vinda pra casa de noitinha é longa o suficiente para que durmam e curta demais para que seja todo o sono que precisam. Chegam em casa acordando ao sair do carro, aos berros, irritados, é um parto de elefante fazer todo mundo sossegar (eu inclusa), fazer com que jantem, tomem banho, as noites invariavelmente são minhas a partir das... 23:00. Pra comer, tomar banho, lavar louça, verificar extratos e pagamentos, separar roupas limpas de sujas, ler, ver tv... e ter que acordar 7:00 pra arrumar o Theo pra escola.
"Donde que" acabo não fazendo metade e o blog, esse que me faz tanta falta, fica só na lembrança de tempos áureos onde minha vida era só minha.
Fique claro que não dou, não vendo e não troco esse meu mundinho caótico. É bagunçado, mas é meu, e eu amo muito tudo isso  ;)
Mas alguns desses dias me pego com a faca na mão, cotovelo apoiado no avental e o pensamento lá longe. Invejando Dona Benta, que tem tia Anastácia a postos na cozinha fazendo delícias. Ou varrendo pela terceira vez a trilha de comidinhas que a Lara vai soltando (pra não se perder no caminho de volta, penso eu?) e sonhando com o dia em que a Rose não será apenas a empregada dos Jetsons, mas uma realidade. Torcendo para que chegue logo o dia em que essas crianças aprendam a se limpar sozinhas depois do cocô. Mentalizando boas vibrações para o marido chegar bem humorado em casa e pelo menos lavar a louça empilhada na pia.
Assim, devaneios. Não paga nada por isso, né Arnaldo?
Vou começar a procurar sorteios onde o prêmio seja "spa". Spa day, spa week, massagens de nomes bizarros, pedras quentes na coluna, águas termais, etc. Vai que ganho algum desses? Mas vai ser prêmio mesmo se for só pra uma pessoa, hehehe... e no máximo dois dias, senão eu me desmonto de saudade.

Não viaja, Uli. E vai dormir, que amanhã você vai se arrepender de ter vindo aqui.

-Falou a voz da consciência. Eu obedeço.
Boa noite.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

"Uma mãe animal", com muitas confusões e trapalhadas

Que rufem os tambores, preciso dividir esse momento: é quinta feira, são 4 e pouco da tarde, chove muito lá fora e estou - tchãrãnnn - com tempo livre!!!!!!!
Theo e Lara dormem aqui perto, cada um na sua soneca profunda da tarde. Tenho planilhas pra atualizar, roupas pra passar, armários pra organizar, mas decidi que... não. Simples assim. Hoje, não. My very own personal holiday.
Tenho pensado muito na missão que é a maternidade. O Theo frequenta uma pré-escola antroposófica, de pedagogia waldorf. As reuniões de pais, as conversas da saída da escola com as professoras e outras mães, o grupo de trabalhos manuais das mães que tenho feito parte às quartas feiras, tudo isso vem acendendo várias luzes no meu cérebro. Por que alguém coloca mais dois seres humanos no mundo nos dias de hoje?
A gente procura viver da maneira que considera a mais correta, certo? Seja seguindo os próprios valores, que vieram da família de origem, seja pra ficar bem aos olhos do nosso meio social, praqueles que estão sempre procurando o fio da meada.

Qualquer semelhança com minhas olheiras não é mera coincidência.
Procuro ser a melhor mãe que eu consigo. Como disse um pai na reunião da escola essa semana, "o que importa é a maneira com que vc diz o não para a criança. Se tiver culpa, danou-se. Se tiver raiva, a criança vai sentir. E isso tem que ser trabalhado dentro da gente, porque sim, às vezes dá uma raiva tão grande daquela pequena pessoa na sua frente te desafiando, e vc tem que ser o adulto da relação". Meus dias têm sido de desenvolvimento do auto controle nível ten plus mega combo.
Ontem a Lara, aos 6 meses, começou a se arrastar. Acabaram-se os dias de simplesmente deixá-la deitadinha no tapete de EVA cercada de brinquedos, a partir desse momento preciso reativar meus olhos da nuca, do couro cabeludo e acima das orelhas, porque com certeza ela vai se meter onde não deve. E o Theo, do alto dos seus 3 anos e 7 meses, está naquele dilema do "cresço e perco de vez meu posto de neném ou imito a Lara, já que todos acham tudo que ela faz tão fofo?". E entrei numa semana de impor meu papel de rainha, e ele como nobre e honrado cavaleiro me deve respeito sem questionar os porquês.
Aí existe a linha tênue entre não questionar as regras básicas de uma casa e da sociedade, mas sim, questionar o mundo sobre todas as curiosidades que tiver. E conseguir deixar isso claro pra uma criança pequena desgasta um ser humano, vou te contar. Hoje é quinta e tivemos 3 almoços só essa semana que acabaram na hora do jantar. " Você não levanta dessa cadeira enquanto tiver comida nesse prato". Choro, vela, fita amarela, barganhas, um menino dormindo encolhido na cadeira a sua soneca da tarde, passamos por tudo isso. Mas hoje ao receber o prato a colher foi naturalmente para as mãos em vez do "eu quero que você me dê!"
O difícil é ser forte, não sorrir nem chorar e manter a firmeza na voz, não voltar atrás depois que o impasse se instala. 
Hoje minha vida são essas crianças. Quando leio artigos e reportagens, quando converso com mulheres (mães ou não), é uma constante a idéia de que eu "não posso esquecer de mim". Que preciso ter um jantar romântico com o marido uma vez por semana, que preciso ter tempo para academia, que meu trabalho não deve ser renegado, que minha vida social precisa existir, que meus cabelos e unhas precisam estar sempre bem cuidados.
Então... até acho simpáticas essas idéias. Mas não. Tá, tá, não quero virar aquela mulher de rabo de cavalo torto, moletom sempre cheio de manchas de baba e comida e que não sabe falar de nada além dos filhos. É muito fácil ir por esse caminho. Mas ontem, conversando com minha mãe, acessei muitas memórias e ela ou meu pai SEMPRE estiveram lá. Ali. Perto.
Levei broncas, ganhei colo, tive ajuda pra fazer lição de casa, tudo que eu perguntava um dos dois sabia responder, minha casa cheirava bem, minhas roupas eram bem cuidadas, eu tinha uma boa educação (em casa e na escola), tinha lazer, tinha atividades extra curriculares. Isso com mais dois irmãos e um orçamento geralmente apertado.
Meus pequenos vão crescer (estão crescendo!!) muito rápido. Fui adolescente até outro dia, e sei que adolescentes querem os amigos mais do que os pais. Mas eu sempre quis meus pais perto, mesmo que passasse os dias com os amigos. Eram meus pais, não meus "BFF"s confidentes. E gostaria de ser esse porto seguro pro Theo e pra Lara. Que tenham seu amigos pra fazer suas confidências e aventuras, mas que se sintam à vontade pra compartilhar seus sentimentos comigo. E a hora de plantar isso é agora, quando estou atenta às suas necessidades, suas pequenas descobertas, seus treinos para serem humanos.
Como isso exige dedicação e tempo ( e agora são dois, cada um merecendo um tempo a sós com mamãe), tive que priorizar um bom tanto de coisas e deletar ou mandar pro depósito outro tanto. Como sinto falta de ler! Acabar com um livro em poucos dias, me deliciar com a história. Voltar a fazer cursos, nadar, fazer yoga... mas, sempre, a chave está no equilíbrio. Aos poucos o sono entra nos eixos, eles crescem e me ajudam mais, o tempo pro trabalho aumenta, de repente dá até pra postar no blog em plena luz do dia ;o)
O segredo é ter organização, estabelecer uma rotina e segui-la o mais fielmente possível e aceitar. Aceitar que não vai poder ir no aniversário da amiga na balada, que para ir no cinema é necessário organizar uma cansativa força-tarefa, que se conseguir fazer as unhas a cada 30 ou 40 dias, está no lucro. Que a escolha daquele homem pra ser o pai dos seus filhos tenha sido um momento inspirado e ele entenda que ou os dois assumem os remos do barco ou este vai ficar girando no mesmo lugar.
E que tudo vale a pena quando vc ganha um sorriso banguela ou um "eu te amo, mamãe", pelo simples fato de existir.
E o Theo acordou. Durou pouco, meu feriado ;op
xoxo,
Gossip Girl.


ps: BFF = best friend forever. Soooo teenager style.

UPDATE = enquanto eu escrevia isso, a amiga Camila Voigt perguntava no Facebook minha opinião sobre esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=7ni0NwhNhD8 . Sincronicidade? Recomendo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Francisco. O pequeno.

Meu pai se chama Francisco. Mas este texto não é sobre ele. É sobre meu novo objeto de paixão, o neto mais recente do Francisco avô. Meu sobrinho lindo.
Hoje passei muuuuuito tempo com Francisco no colo.


Me apaixonando aos poucos e perdidamente pela micro orelha, pelo nariz arrebitado, pela boca mais que perfeita.
Pelo cheiro delicioso de bebê-que-só-mama-no-peito, pelos olhos ainda sem cílios e de cor indefinida me observando tempos infinitos sem piscar.
Pelo silêncio de quem muito dorme mas também muito observa, cujo choro é baixinho, apertado, como se não quisesse incomodar demais.
Francisco completa 3 semanas na segunda feira, já tem as feições de um recém-nascido bonitinho e não mais aquela carinha inchada de quem acaba de sair da barriga. Que também era linda, deixo claro.
Ele vai (junto com os pais, obviamente) morar na praia. Láááá na praia. Hoje já o vi polaquinho de cabelo queimado de sol, havaianinha no pé, pele bronzeada e sorrisão na cara. Correndo com os cachorros pelo mato, pela areia, pela água, sem medo da vida. Infância de criança privilegiada, não?
Algo me diz que vou me esforçar pra ir muuuito pra praia pelos pŕoximos vários anos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Benzadeus

São 21:57. Theo está há 5 horas choramingando nos meus ouvidos. 5 horas.
Estamos em treinamento pra ele comer sozinho, apesar de fofo e companheiro pra muita coisa, insiste em ser dependente nas coisas básicas. E peoples, ele faz 3 anos em menos de duas semanas. E peoples, eu terei uma bebê pra me ocupar em 6 a 8 semanas. Mais que na hora, né? Não rola dar todas as refeições na boca, não rola levantar a cueca depois de cada xixi... não rola.
Tem sido uma semana intensa, essa. Faz 15 minutos que ele acabou de comer o prato... do almoço. Brigamos na hora do almoço, dormiu, brigamos nas últimas 5 horas. Tudo complicou porque decidi lavar as roupinhas da Lara, aí o caldo entornou. Enquanto ela mora só na minha barriga e não incomoda, tá tudo lindo, "quero muito minha irmã". A partir do momento que as coisas dela apareceram e mamãe priorizou cuidar DELA em vez dele, saíram cobras e lagartos daquela pequena boca.
Semana passada torci o ligamento do pé, estou de bota ortopédica por 3 semanas (uma já foi, ieiii!!). Isso quando carrego 2 kg de bebê e preciso(ava?) dirigir fazendo mil coisas antes do nascimento, agora sou pessoa que depende dos outros pra tudo. Então o humor não tá o mais 100%. Juntemos hormônios de oitavo mês saindo pelos poros e uma criança miando nos ouvidos por horas, ó...



Tem dias que só por Deus.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sementes Espalhadas

Já-já voltei. Ãrrã.
Realmente o ano não anda promissor aqui na internet pra mim. Muita coisa prática e mais urgente na frente pra dar conta, sabem?
Então que o nome da menina é Lara. Quem me acompanha em redes sociais já sabia, mas tamos aí, requentando notícia. Demorou, viu? 13 semanas de deliberações até a decisão final do júri. E hoje não consigo imaginar outro nome pra ela.
Ontem veio ao mundo Francisco, meu sobrinho pequerrucho, primeiro filhote do meu irmão caçula Bruno e da minha cunhada-irmã-querida Thaís. Não pude vê-lo ao vivo ainda, mas por fotos já apaixonei. Bem vindo menino lindo, que sua presença fortaleça ainda mais o amor dos teus pais!
Foi um, resta uma. O ano passou voando em torno de roupinhas e badulaques e montagem de quartos e mudanças. Minha mãe se viu doidinha lavando quantidades enormes de roupinhas dos netos, bebês foram assunto dominante, mas agora, com a chegada do pequeno Francisco parece que tudo começa a girar mais devagar, a entrar nos eixos.
Preciso maneirar na ansiedade, pois a balança não tem gostado muito dos meus abusos. Sem pensar entram quantidades enormes de carboidratos, açúcar e afins no meu organismo, quero ver essas calorias saírem dele! Mas tá, isso é problema pra depois.
Lara é grandona, posso sentir. Já virou, semana passada senti a cambalhota e desde então, é pressão constante nas costelas e nos meus amassados orgãos internos. Mas tirando os momentos de dor aguda, é delicioso sentir a pequena brincando lá dentro, fazendo ondinhas na barriga quando algo a incomoda, se posicionando desde já no mundo.
Theo está encantado com ela, conversa muito com a irmã, faz carinho toda vez que chega perto da barriga, e algo me diz que passando o ciúme inicial, vai ser pau mandado na mão da caçula.
E eu fico aqui no meu canto, às vezes pirando o cabeção com neuras típicas de grávida, outras vezes elaborando teorias profundas sobre a humanidade. No consultório, ando pessoa prática, tenho poucas sessões com meus queridos pacientes antes de "sair pra parir" e só volto dali uns meses. Tô plantando sementes em todos para que possam refletir nesse meu tempo fora e não deixem de se auto desafiar e se descobrir mais a cada dia, às vezes acho que falo além da conta; mas nenhum deixou de ir até agora, então deve estar tudo bem ;o)






E apesar da superlotação à minha volta, de sentimentos, de expectativas, de pressões e pessoas, por dentro entrei em fase minimalista, pasmem! Quero clareza, quero faxina, quero me livrar de coisas, quero o bom e o necessário por perto. Um ninho mais clean dessa vez, eu diria. Que será que me espera com o nascimento dessa menina?
Hasta.

terça-feira, 24 de maio de 2011

It´s been a long, long day...

Entonces.
Não passei dessa pra melhor, não. Estava apenas em um processo de vida mais real e menos virtual.
First things first: outro ser me habita e não é distúrbio psiquiátrico. Gravidez. Prenhice. Peguei barriga.

 Dessa vez é menina e isso meio que me apavora. Eu gostaria que fosse menina, mas com a confirmação saí da zona de conforto e agora todo um mundo cor de rosa se apresenta diante de mim. Frio na espinha.
Tenho ainda 5 meses pela frente de noites razoavelmente bem dormidas antes do furacão recomeçar, muitas questões a serem definidas (questões espaciais principalmente, digamos que nosso apto não seja exatamente enorme, e que a quantidade de coisas que existem dentro dele atingiu o limite que o próprio pode comportar).
Mas esse é o tipo de problema que tem solução. Já vi nas ecografias que ela é toda bem montadinha, tem tudo no lugar certo e isso sempre dá uma certa tranquilidade. Continuo não entendendo as mulheres que gostam de gravidez, mas isso provavelmente é porque eu sou uma control freak de carteirinha.

Como assim algo está acontecendo comigo e eu não posso controlar? Opinar? Saber de antemão?

Dessa vez, ao contrário do Theo, tive muitos enjôos (inclusive computador me enjoava, vide o sumiço), muitos sintomas típicos que até então eram apenas lenda de grávida. Lhes digo que foi BEM de verdade. Os pesadelos vieram com tudo, horríveis, apavorantes, mas no quarto mês tudo diminuiu. Amém. Já durmo melhor, já tenho mais disposição e lucidez.
Theo não gostou nadinha da possibilidade de ser uma menina, passou mais de mês agressivo, duelando fisicamente com minha barriga, mas na ecografia para confirmação do sexo ele foi junto e tudo mudou. Hoje conversa com a barriga, dá beijos no umbigo, conta orgulhoso pro mundo ouvir que "ele vai ter uma irmã!". Uff.
Pontos positivos: foi um bebê planejado; é minha última gravidez (a gente não deve dizer 'nunca', mas nessa caso, em sã consciência, será o último bebê); vou poder brincar de menina, brinquedo novo!; isso me aproxima mais da linha de chegada, onde em uns 3 anos terei duas crianças relativamente independentes e poderei voltar a ser mulher adulta, profissional, sair um tanto desse universo mimimi que me cerca.
Me conhecendo, sei que terei altos acessos nostálgicos de falta do mimimi, mas serão situações pontuais e só. Brincarei com os sobrinhos que ainda virão e vai passar.
Outro motivo de não vir mais tanto aqui é que não queria ser "monoassúntica" de novo, só falar de gravidez e bebês e berço e etc. Pra isso existem blogs bem específicos, das ditas mulheres que amam gravidez. Not the case here. Amo bebês, tanto que estou me dedicando a fazer mais uma. Ponto. Se precisa comer salada de agrião pra poder ganhar sobremesa, eu como. Não quer dizer que eu aprecie agrião.
Mas calma minha gente, que não tô assim um poço de mau humor. Existem lá aqueles momentos realmente mágicos de sentir um leve cutucão de um micro pézinho de 2 cm te fazendo cócegas por dentro. Existe aquela facilidade para se emocionar com as coisas mais simples da vida. Existe a - geralmente respeitada - lei da preferência em filas e lugares públicos. E nessa gravidez específica existe aqui dentro a diminuição de consumo de chocolate, por puro desinteresse (pasmem!) e um aumento da vontade louca e desvairada por frutas. Saudável, feliz, ponteiros da balança e minha obstetra agradecem.
A bebê ainda não tem nome, isso tem me incomodado um tanto. Um dia eu acordo com o nome na cabeça, assim espero.
Aos poucos, ela vai ganhando espaço nessa família.

Voltaremos em breve com um boletim atualizado dessa(s) vida(s) do lado de cá.

sábado, 27 de outubro de 2007

New Angel On the Block


Hoje nasceu a Mariana. Minha mais nova “sobrinha-torta”, filha da Tici e do Fer. Meu Deus, como ela é perfeitinha! Recém-nascida e já com cara de bebê, sem os amassados típicos, toda bem desenhadinha, um mimo. Talvez sejam só meus olhos, não importa. Uma criança bem especial chegou nesse planeta hoje.

Hoje também acho que passou meu medo, aquele, de ser mãe. Tici e eu temos muitas coisas em comum, apesar das outras tantas tão diferentes. Mas certas neurinhas, preparos, manias, nisso sempre nos parecemos. E ver minha amiga-irmã ali, tão serena e feliz como há anos eu não via (se é que já vi aquela expressão nela antes!) me deu paz e certeza de que dou conta do recado. Ela com certeza dará, um botãozinho lá dentro ligou nesse sábado de manhã e mudou a vida dela e do Fer pra sempre.

Bom, né? E nos reunimos naquela maternidade, Tici, Nega, Nana, Katya e eu, amigas sempre alertas, pra celebrar e chorar e dar risada, coisas que sabemos fazer muito bem. E foi um dia importante.

Bem-vinda, menina!

The Little Horses - Charlotte Church - Enchantment




Hush bye bye, Don't you cry
Go to sleep you little baby
When you wake you shall have
All the pretty little horses

Hush bye bye Don't you cry
Go to sleep you little baby
When you wake you shall have
All the pretty little horses

Blacks, and bays, dapples, and grays
All the pretty little horses
Blacks, and bays, dapples, and grays
Coach and six a little horses

Hush bye bye. Don't you cry
Go to sleep you little baby
When you wake you´ll have sweet cake
And all the pretty little horses

A brown, and gray, black, and bay
And a coach and six, little horses
A black, and bay, brown, and gray
And a coach and six, little horses.

Hush you bye, don't you cry
Oh, you pretty little baby
Go to sleep you little baby
Oh you pretty little baby

terça-feira, 16 de outubro de 2007

A mídia e a mente infantil 1

Pedro, o sobrinho, e eu. Fazendo um lanche no sofá da minha casa, tv ligada, horário da novela.
Silêncio. De repente, das profundezas de uma mente de 3 anos e meio, a pergunta:

-Tia Uli, será que esse Easy Off Bang é bom?
- ............ hã?
-Olha como a parede do banheiro ficou limpinha!
-Não sei Pedro, nunca usei. Mas é propaganda, né? Sempre fica assim, super limpo.
-Você compra então e me diz se funciona?
-Tá, compro. Depois a gente troca informações.



Dia seguinte. Ele grudado no Discovery Kids na casa da minha mãe, a Edna, secretária dela, a todo vapor na lavanderia:

-Dona Ana, não tá saindo a mancha dessa blusa!
Pedro se materializa ao lado dela em segundos:
-Usa Easy Off Bang que sai, Edna!
E voltou pro Discovery Kids.

.....................
Eu no mercado: obviamente, Easy Off Bang no carrinho.
Resultado: manchei todo o box do meu banheiro, porta, piso e azulejos.
Cáspita!
E a sujeira, já era????? Hunf.

domingo, 26 de agosto de 2007

Vida em Comunidade

Escrevo (mal) acompanhada por um som que odeio: gente jogando truco.
Adoro meu apartamento, a tranquilidade, a localização, mas sempre existe um porém; o salão de festas. É uma construção no jardim, ótima quando sou eu que dou as festas, péssima quando são os vizinhos que o fazem. Ué, sou humana, gente!
Ele fica abaixo da janela do meu quarto. Festas de criança são meu terror dos finais de semana, pois às 8 da manhã lá estão os moços montando camas-elásticas, piscina de bolinhas, etc. Detalhe: as festas geralmente são às 15 ou 16:00, isso quer dizer que todas as crianças da família aproveitam o pré-festa nos brinquedos. Gritaria e choro das 8 da manhã às 10 da noite.
Mas não ganham das festas de faculdade dos jovens (credo, como me senti velha escrevendo isso) do prédio. A cerveja vai subindo, alguns animados resolvem jogar bola no pequeno gramado (futebol, outro dos meus questionamentos sobre o por quê da existência; assunto para outra hora), e lá vem ele, o mais odiado e temido dos jogos de carta: o truco.

É um tal de "seis!", "gato!" e afins que realmente me causam náuseas. Tudo bem, jogos são divertidos, unem as pessoas e tal; mas nos outros, mesmo que haja comoção, existe estratégia, blefe, risos, tensão. Já o truco, eu não consigo desvencilhar da imagem de pessoas muito alcoolizadas e sem noção do ridículo.
Cheguei a proibi-lo em minhas festas e aniversários, desde um em que o então namorado da amiga chegou com 5 amigos a tiracolo e baralho na mão. Não esqueço da cena, fui ao portão me despedir de uma amiga e quando voltei, alguém havia desligado o som (devia estar atrapalhando a concentração, afinal), a cerveja esgotou rapidamente e as conversas foram diminuindo. E o povo ficou meio robotizado em volta dos 6 infelizes, impossível manter uma conversa agradável com aquele berreiro todo.
Ai que ódio.
Numa atitude bem "dona-da-festa", puxei o namorado da amiga num canto e pedi que me entregasse o baralho, ou fossem jogar lá no quintal (hehe, eu faço aniversário no inverno). Bicos, caras feias, mas houve uma certa sensação geral de alívio e conforto da parte das minhas pessoas queridas. Ah, me poupem.
E como num teste do Universo, venho morar ao lado de um salão de festas. Onde quase nunca sou a dona da festa.
Então, nesse domingo agradável e ensolarado estou no canto mais longe possível do meu quarto, com janelas vedadas e portas fechadas, me restando apenas esse mundo virtual como refúgio. Claro, podia ir no Bosque do Papa aqui perto ler meu livro, mas aí já é outra história. Implica em sair da minha inércia domingueira.
Tsc.
Vai passar.

What I Am - Edie Brickell - Eddie Brickell and The New Bohemians



I'm not aware of too many things
I know what I know, if you know what I mean
Philosophy is the talk on a cereal box
Religion is the smile on a dog
I'm not aware of too many things
I know what I know, if you know what I mean, d-doo
yeah
Shove me in the shallow waters
Before I get too deep
What I am is what I am
Are you what you are or what?
What I am is what I am
Are you what you are or
Oh, I'm not aware of too many things
I know what I know, if you know what I mean
Philosophy is a walk on the slippery rocks
Religion is a light in the fog
I'm not aware of too many things
I know what I know, if you know what I mean, d-doo
yeah
Shove me in the shallow water
Before I get too deep
What I am is what I am
Are you what you are or what?
What I am is what I am
Are you what you are or what you are and
What I am is what I am
Are you what you are or what?
Don't let me get too deep (4x)
Shove me in the shallow water
Before I get too deep
Shove me in the shallow water
Before I get too deep (2x)

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

'Cause I´m a freak?

Hoje saí um pouco do mundo das tintas e solventes. Esses dias pintei a parede roxa, faltam as brancas, mas já deu toda a diferença na sala. Parece menor, mais acolhedora.
Mas voltando ao assunto, hoje fui na clínica só pra arrumar minha sala, tirar fita crepe dos cantos, lamber a cria mesmo. E depois encontrei o Jorge, querido amigo da época do vôo. Sempre uma delícia vê-lo. Passeamos um pouco, visitamos a futura mãe da Alice, a Selma, e tricotamos uns dois cachecóis e um suéter de conversinhas.
Vi que tava um pouco bitolada com esse lance da "reforma" que inventei, todas minhas horas vagas dedicadas a isso, credo!
Ontem à noite eu trouxe o Pedro, meu sobrinho, pra passar umas horas comigo. Parece que me conecto a um carregador de celular quando ele fica comigo, me faz rir, limpa qualquer energia ruim, é carinhoso, realmente uma benção na minha vida.
Agora que ele está mais alto [quase um metro!! ;o)], consegue enxergar coisinhas que não via antes. Ontem a curiosidade caiu sobre meus vasos na janela.

-Tia Uli, o que é aquilo?
-O quê Pedro? Tem um monte de "aquilos" ali.
-Essas pessoas nas suas plantas!

*pausa. Tenho bonecos de plástico "plantados" nos meus vasos de ervas.


-Ah, bem... são índios que protegem as plantinhas, a família da Pocahontas.
-E quem é a Pocahontas?
-Você não conhece? A gente pega no dvd qualquer dia.
-Mas... eles são bonecos.
-Errr...ééé... a tia Uli sabe, mas gosta de pensar que eles, por serem índios, cuidam das florzinhas dela.
*segue expressão de incredulidade, sobrancelha erguida, silêncio e provavelmente uma duvidazinha interna, "como me deixam aos cuidados desta pessoa?". Tudo isso vindo de uma criança de 3 anos e meio.
Me senti esquisita.
Aí lembrei do amigo da amiga que mora em Foz do Iguaçu e guarda muitos pinguins dentro da geladeira, "porque em Foz é tão quente, tadinhos!".
E vi que sim, há espaço para todos neste mundo.

Passarim - Antônio Carlos Jobim - Passarim


Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro partiu mas não pegou
Passarinho me conta então me diz
Porque que eu também não fui feliz
Me diz o que eu faço da paixão
Que me devora o coração
Que me devora o coração
Que me maltrata o coração
Que me maltrata o coração

E o mato que é bom, o fogo queimou
Cadê o fogo, a água apagou
E cadê a água, o boi bebeu
Cadê o amor, o gato comeu
E a cinza espalhou
E a chuva carregou
Cadê meu amor que o vento levou
(Passarim quis pousar, não deu, voou)

Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro feriu mas não matou
Passarinho me conta então me diz
Por que que eu também não fui feliz
Cadê meu amor minha canção
Que me alegrava o coração
Que me alegrava o coração
Que iluminava o coração
Que iluminava a escuridão

Cadê meu caminho a água levou
Cadê meu rastro, a chuva apagou
E a minha casa, o rio carregou
E o meu amor me abandonou
Voou, voou, voou
Voou, voou, voou
E passou o tempo e o vento levou

Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro feriu mas não matou
Passarinho me conta então, me diz
Por que que eu também não fui feliz
Cadê meu amor minha canção
Que me alegrava o coração
Que me alegrava o coração
Que iluminava o coração
Que iluminava a escuridão
E a luz da manhã, o dia queimou
Cadê o dia, envelheceu
E a tarde caiu e o sol morreu
E de repente escureceu
E a lua então brilhou
Depois sumiu no breu
E ficou tão frio que amanheceu
(Passarim quis pousar, não deu, voou)
Passarim quis pousar não deu
Voou, voou, voou, voou, voou

quinta-feira, 14 de junho de 2007

O Tempo Não Pára

Hoje passei várias horas com o Pedro, meu sobrinho predileto (e o único, diga-se de passagem). Sempre uma delícia. Está com 3 anos, o pequeno, e sou muito fã das suas descobertas.
Ontem ele dormiu na casa da minha mãe, meu pai estava viajando e foi fazer companhia para a vovó. Hoje minha mãe despertou 07:06 com ele vindo acordá-la, e logo deitou "na cama da vovó". Ela disse que era cedo, que ele deveria dormir mais um pouco, mas pela primeira vez, ele prestou atenção ao rádio-relógio.
-"Vovó! Olha! sete-zero-seis!"
-"Sim Pedro, são 7 e 6 da manhã; durma."
-"Olha!!!! Sete-zero-sete!"..."sete-um-zero!"(gargalhadas sozinho, descobrindo a pólvora)..."sete-dois-dois!"
-"Tá bom, Pedro, vovó já ouviu; quando for 7-4-0 a gente acorda".

Doce ilusão.

-"sete-dois-oito!"..."sete-três-seis!"..."sete-quatro-zero, acorda vovó!"

Ela impassível.

-"sete-quatro-um!", aí arregala os olhos para ela, assombrado: "Vovó!!! O tempo não pára!".

E assim se deu mais uma importante lição para o resto da vida desse pequeno ser.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Pancinha


Minhas queridas meninas estão em fase de procriação novamente. Parece que vem em ondas, bem ao modo oceano. Fase de calmaria, aquela pasmaceira tranquila, de repente elas chegam, enormes, 6, 7 de uma vez. Aí a coisa acalma. E meses depois estamos lá, babões em alguma maternidade, saudando novos pequenos seres nesse planetinha.
De certa forma isso me inspira, afinal estou me enrolando há anos e não dou o start no equipamento. Preguiça, talvez? Amo acordar sozinha, sem despertador ou telefone. Sei que quando o bebê é seu, dizem que isso torna mais fácil entender e atender. Mas também, depois que nasce, é seu. Só seu, se nenhuma avó ou tia mais dedicadas nascerem com a criança. Pois é.
Aí tem o triângulo que não orna em harmonia, Uli-calor do verão-pressão baixa. Isso naturalmente. Imagina de barrigão e pés inchados? Ain... medo.
Mas o lado biológico também cutuca, né? Sempre me vi mãe, mesmo não me vendo noiva.
E em julho completo 32 invernos, idade já meio passada pra utilizar meu primeiro óvulo. Ou seja, de 2008 não passa! Acertar alguns detalhes burocráticos, tipo grana, espaço e horários, e fazer a encomenda pra cegonha. Fim deste ano ou começo do próximo, aí o verão será sem tumultos e quando o outro janeiro vier, meu abdomen já será somente meu de novo.
Isso se eu me aguentar, né? Às vezes ser canceriana é complicado, isso de ter certezas mutáveis constantemente me torna uma caixinha de surpresas!
Por hora fica meu desejo de uma gravidez tranquila à todas as novas mamães e muita saúde pros meus novos sobrinhos!

Lullabye - Concrete Blonde - Bloodletting

When the sky has fallen
Like a blanket on your shoulder
And the moon is like a mother
Looking over you forever
And the dawn is so famaliar
You were meant to be together
Like a fog around a mountain - forever

So softly - so sweetly
Surrounding you completely
Sing you a lullabye - a lullabye to you
Lullabye - a lullabye to you

When your breathing is the wind
And your crying is the rain
Well I know you will remember
Because the music is forever
The living of a lover -
And the loving of another
Like a sister to a brother
Like a father to a mother

So softly - so sweetly
Surrounding you completely
Sing you a lullabye - a lullabye