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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vinteonze

Chegou, chegou, tá na hora da alegria. No circo tem palhaço, tem, tem todo dia.

Um ano que já nasceu. Pouco dinheiro no bolso, saúde pra cuidar e proteger!

Hogmanay - Ano-Novo em Edimburgo, Escócia. Um dia ainda passo lá.

Very, very different, this holiday season.


Comecemos: Natal foi na minha casa. Ieii! Me candidatei e bati o pé pra ser aqui. Imaginei tudo saindo no horário, tudo organizado, aquela imagem da perfeição. Nhé. Foi marromenos.
Dividi a cozinha com mãe e sogra, que fazer tudo logo de cara seria utopia demais. Sim, ficou tudo bom, tudo saboroso. Marquei 20:30 com eles. 20:30 estavam chegando e eu escondendo tudo que "não pertencia" em gavetas e buracos providenciais. Uma das condições para que fosse aqui é que a casa deveria estar agradável, sem poluição visual e bagunça (aparente, pelo menos). Corri pro banho enquanto minha mãe tentava fabricar espaços na minha pouca área de trabalho na cozinha para cortar as carnes, organizar as travessas, aquecer tudo no meu fogãozinho 4 bocas e no meu micro-microondas. Mas vamos lá, coração de mãe sempre dá um jeito.
E demos. E 10 adultos e 3 crianças jantaram felizes (um pouco encalorados, but that´s ok), com árvore de natal e tudo mais.
Gostei da experiência, se em 2011 se repetir, espero terminar pelo menos meu banho antes do horário de chegada do povo.
Aí semana seguinte em casa. Theo foi ao museu pela primeira vez (ao Museu Oscar Niemeyer), passamos um frio lazarento e voltamos antes de ver tudo. Calorão, né? Ele de shortinho e camiseta fina, eu de vestido curto, o Cau de bermuda e manga curta. E lá dentro, ar condicionado na veia, devia estar regulado em -5ºC, acredito eu. Tá, talvez não tanto, mas minha percepção parou aí. Congelada. Quando vi o pequeno agarrado no pai, em silêncio pra economizar calorias, pernas arroxeadas, achamos por bem encerrar a visita.
Mas ele adorou, tem falado no museu desde então.

E aí o ano acabou.

Novamente mudando de ares, geralmente estamos na praia pra virada. Esse ano não, Curitiba estava vazia, deliciosamente calma e silenciosa. E ensolarada! Minha mãe se animou, fez uma ceia de ano novo para a gente, ela, meu pai e meus sogros. Jantamos na casa dela, cardápio inspirado, de figos assados a manga salteada no azeite de oliva com vegetais, empadão de palmito e carneiro assado (carneirinho criança, mais macio e com sabor mais suave), enfim, foi farta a refeição. Fiz uma sobremesa com morangos, framboesas e blueberries (mirtilos), nhami. E claro, estava chovendinho à meia-noite, Theo resolveu se assustar e grudou em vários pescoços até os fogos acabarem. Pouco se viu, com a garoa e a fumaça. Mas o clima tava bom, familiar e preguiçoso.
E mais uma semana em casa se seguiu. Até fomos pra Blumenau dois dias, meu pai foi trabalhar e aproveitamos a carona. Casal querido nos recebeu, sempre muito bom. Aí casa.
Muitos seriados e filmes vistos, muita lezeira, muita preguiça. 2 quilos e meio a mais nessas 3 semanas. Ê-lerê.
Delícia!!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Giro rápido

Fui na Festa Celta dos Bardos.
O nome já diz tudo, né? Coloquei o crachá da Funai e fui feliz, empolgada com o que encontraria.

Minha encarnação celta foi forte, certeza. Não sei se cheguei a correr pintada de azul com William Wallace pelas pradarias, mas com certeza estava em casa esperando, com pão fresco, longos cabelos ruivos presos em tranças e uma penca de pequenos gauleses em volta. Ah é, fui mulher nessa vida. Certeza.
Mas tá, voltando aos bardos.
Imagina uma escola de yoga. Imagina budas e vestidos indianos e incensos e tal. Imagina cartazes de cartolina contando lendas celtas colados pelas paredes. Imagina um pequeno museu em volta da lareira, cheio de objetos típicos celtas. Legal, né? Agora imagina um plástico grosso, quase fosco de tão grosso, tampando o pequeno museu. Isso. Pra ninguém tocar (nem ver) as coisas.
Imagina uma noite fria. De repente, muito fria. Imagina todo mundo mal agasalhado (menos eu, claro, que sempre carrego meu casaco).
Imagina um instrutor de arco e flecha. O alvo, um javali desenhado num papel, grudado num tronco de árvore.
Imagina um instrutor de escudo e espada. Imagina uma espada e um escudo de espuma, coberto de pano marrom. Imagina a "brincadeira" de luta de espada ao lado de uma piscina, imagina um bando de meninos cabeludos de 15 a 18 anos fãs de RPG se divertindo horrores, lutando e arriscando cair na água gelada. Não, ninguém caiu. Não enquanto eu estive lá.

Imagina uma barraca de comida indiana/vegetariana, montada lá pela metade da festa, comandada por um chef argentino. Imagina curry e soja em tudo.

Sim, teve músicos celtas. Menos do que poderia. Sim, teve danças circulares. Mais do que deveria.
Sim, eu comprei um cd de música celta e estou in love com ele.
Agora, imagina que no meio disso tudo, eu me diverti e me senti em casa.

CERTEZA que fui celta.

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Te pego, te pico, te jogo no penico

Me rendi à saga Crepúsculo (Twilight).
É, tô ligada, o público alvo é adolescente, nunca namorou sério na vida, acha lindo morrer por amor e ter um(a) namorado(a) obssessivo pra quem se é o único objetivo e foco da vida.
Mesmo assim, caí na teia do livro.
Em janeiro, na praia, parei na lojinha-que-tem-tudo, daquelas que se reproduzem como ratazanas em toda praia. E exercitando minha porção transgressora, comprei o dvd made in Paraguai de Crepúsculo. Não ia pagar caro por aquilo, de jeito maneira.
Vi o filme, sozinha, ninguém mais se prontificou a assistir. Achei bonitinho, típico do público que descrevi.
Mas o negócio evoluiu, com os novos filmes sendo feitos só dá Bella e Edward em tudo que é parede de locadora, loja de conveniências, internet, revistas... o vizinho tem os quatro livros, resolvi arriscar.

E é por isso que a gente fala pras crianças ficarem longe das drogas.

"Tipo assim", viciei.
Não sou teenager, não curto história de vampiro, não gosto de relacionamentos ciumentos e possessivos e ainda assim, ando com dificuldades de largar o livro. O primeiro tá no fim, já cobiço o segundo.

Melecas.
Sou uma vendida pro sistema, mesmo.

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Murphy never sleeps.
Primeiro, dentista. Amamentar dois anos tem seu preço, estava com 6 cáries embaixo das minhas obturações antigas. Depois de década e meia sem cáries, foi um baque. Na boca e no bolso. Arrumados os dentes, meu aparelho móvel quebrou. Corre fazer outro ($) antes que o ortodontista me diga que tenho que pôr aparelho na boca de novo. Pela terceira vez, no way.
O aquecedor a gás morreu. Com  muita intermediação fajuta da imobiliária entre eu e o proprietário (já são 14 dias desde a primeira reclamação), ele autorizou a troca. O rapaz veio instalar e o registro da água deu pau. Estamos em nova negociação, meanwhile, tomamos banho na casa das vizinhas abençoadas. Há duas semanas.
Aí na mesma semana o modem morreu. 5 dias sem internet, hoje voltamos à vida.
A máquina de lavar está se despedaçando aos poucos. O controle remoto do notebook sumiu (essencial para maratonas de seriados). A impressora tá com amnésia e esqueceu da parceria de sucesso que teve com meu micro nos últimos anos. Descobri isso depois de gastar 200 pilas com um toner pra dita cuja (é laser, não jato de tinta). E por aí vamos. Afinal, dinheiro cresce em árvores e temos um imenso bosque nos fundos de casa.

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E por hoje é só, pessoal!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ao Infinito, e Além!


Setembro... que mês.
Bom, depois da divulgação, o balde de água fria: parei com a melatonina. Andei lendo mais sobre ela e tem zilhões de recomendações positivas, mas uma das negativas me chamou a atenção: ela poderia talvez quem sabe interromper o ciclo reprodutivo da mulher. Como:
1)sou mulher e
2)quero meu ciclo reprodutivo por ainda alguns anos,
decidi parar um tempo. Na verdade nosso corpo produz a dita cuja, é um hormônio que chega no pico de produção às 2 da manhã. Geralmente estou acordada ainda esse horário, e não em sono profundo, aproveitando as 'benésses' hormonais. Donde que resolvi tomar na versão sintética mesmo. Mas tudo bem, pós procriação total da família, retomo de onde parei.
Aí que o corpinho, já com uns bons dois meses de uso, sentiu a falta. Voltei a me arrastar por aí. Os seriados nem são a culpa, o notebook que ficava no quarto conectado à tv foi-se embora pra bem longe. É função mesmo, arrumações, leitura, passeios até tarde por aí.
Minha vizinha querida também me tirou o sono. 28 anos no máximo, gravidez tranquila, teve sua bebê dia 1º de setembro, em casa dia 03, dia 08 já no hospital com mastite e pontos inflamados, daí por diante foi só ladeira abaixo. Dia 16 a menina veio pra casa com o pai e a mãe foi pra UTI, septicemia e o escambau. Essa semana, Graças a Deus saiu da UTI e está no quarto, esperando vir pra casa. Mas acho que nunca rezei tanto por alguém. Eu e o Theo, corrijo, pois ele tem santo forte e é de derreter o coração rezando.
Ainda em setembro Theo fez dois anos. Isso mesmo, meu passarinho logo vai conseguir sair sozinho do ninho pra buscar suas próprias minhoquinhas e insetos. Aí rolou festinha, com ela sempre stress, claro. Ai que gastura isso. E o pior é que vêm várias pela frente. Ou não, como dizem minhas amigas, "faz na escola e pronto". É.
Mas ele tá um menininho muito feliz, fala de tudo, negocia, interage. Essa semana virou pai solteiro. Encontrou um boneco ("menino, porque tem pipi") que era do primo Pedrinho e tá agarrado nele a semana toda. Faz arrotar, canta o boi da cara preta, e eu achei daquelas mamadeiras mágicas (que vc vira e o líquido some dentro do bico), ah, pra que! Dá 8 horas da manhã chega o pai preocupado, "mamy, cadê a mamadeira, meu nenê tá com fome!"
Avó aos 35. Só me faltava essa.
Vamos levando. Em passo de tartaruga, ajeito minha rotina.

sábado, 17 de julho de 2010

Cheers


Ontem mais um ano se fechou. Dizem que nossa vida funciona em ciclos de 7 anos, pois então encerrei um e comecei outro.
35 bem vividos, bem aproveitados. Primeira vez sem inferno astral, eu diria. Sem stress, só alegria, euforia. Nada de especial, comemorando a vida, talvez? Me animei pra comemorar, resolvi fazer um café de tarde pras "amiga", a maioria têm bebês que dormem cedo e se chegam 6 e pouco nem aproveitam, já tem que ir embora porque é hora do sono, da jantinha, do banho, da manha, da cama. Pirei no cor de rosa e marrom, bem sorvete de morango e chocolate. Meu tio trouxe minha vó, deu oi normal, lá pelas tantas se ligou "parabéns!! É teu aniversário, né? Vi tanto balão colorido que achei que era do Theo o aniversário!"
*pô tio, sou cabeça aberta e tals, mas não ia fazer aniversário cor de rosa pro moleque, né?
Trabalhei num esquema senzala essa semana pra produzir todas as comidinhas, mas funcionou. Sem stress, não briguei com ninguém pela minha falta de organização, às 14:30 eu já estava de banho tomado e pronta pras ajustes finais do salão, que orgulho de mim. Isso nunca aconteceu. Será que finalmente virei gente grande?
Tô alegrinha. À toa, alegre de viver, mesmo.
Que seja um bom ano!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ufff...

Bom, com exceção do meu pseudo-falecimento no último post, faz tempo "dimaisdaconta" que não apareço.
Soooo much has happened since then!
Theo fez um ano. Como sempre, fiz tudo de última hora, Cau conseguiu dois banners do Pocoyo, pedi toalha, copos e pratinhos também do Pocoyo, pela internet, mobilizei família pra me ajudar com comilanças e enfeitações e pronto, Theo teve festinha. Se divertiu horrores, foi dormir quase uma da manhã! Ganhou uma motoquinha/triciclo do meu irmão, que montou pra ele às 10 da noite e era meia noite, o menino tava no sereno, berrando porque não queria largar a tal motoca. E nem andar andava...
Tive sogros em casa por quase 15 dias, tive um "travamento" na lombar que não me deixou pegar Theo no colo uns 20 dias, quanto mais ficar sentada teclando, tive calor, falta de paciência, de inspiração, tive TPM, enfim.
Mas não escrever faz falta. Muita falta.
Theo já anda. Meu pequeno pinguim. Ô fase mais fofa! Por outro lado, parece o Taz, virou minha casa e minha vida do avesso. O dia mais nojento foi quando cheguei no banheiro e ele estava escovando o cabelo com a escova de lavar o vaso sanitário. O dia mais perigoso... bom, foram vários. Tirou a lâmpado do bocal do abajur e peguei a mão dele quase encostando naquele contatinho de metal no fundo do bocal. Abriu um frasco de Veja Cloro Ativo e outro de Sapólio (em pó!!). Quebrou um copo e , entre eu ouvir quebrando e chegar até ele, já tinha um caco enorme na mão, esticou pra mim e disse "ó!". Empilhou brinquedos dentro do cercadinho e escalou, peguei a criatura com metade do corpo caindo pra fora. Encostou as duas mãos no forno quente. E por aí afora.
Calma, não precisa chamar o conselho tutelar! Não sou descuidada, pelo contrário! Mas moro de aluguel e todos os armários da casa são no chão. Sem chance investir pra fazer novos, né? Não tenho babá, empregada, cozinheira e todo o arsenal das globais, quem lava, passa e cozinha sou euzinha. Duas mãos? Horários a cumprir? Um bebê que escala o cercadinho?
Aí que vamos nos entendendo, uma bronca aqui, dois abraços ali, três gargalhadas pra lá e pronto, passou mais um dia.
O lado bom é que minha porção Tia Anastácia tá afloradérrima, todo dia minha cozinha cheira bem e modéstia a parte, o gosto do que sai de lá tem ficado bom mesmo. Perdi todos meus medos de cozinhar (eram poucos, mas importantes: carnes em geral, criações flambadas, com vinho, com ingredientes muito caros, etc). Agora decido fazer uma receita e mando ver. Quase todas as receitas com pitacos e adaptações pessoais. Theo precisa de arroz, algum feijão, mais um carboidrato, algo verde e proteína. Tudo cortado miúdo, sem pimentas de preferência. Então entrei num estado de aceitação, essa é a vida que tenho no momento e preciso aproveitar o máximo possível dela. Se ser mãe zelosa e dedicada é o canal, melhor entrar em sintonia. Me atrapalho um pouco no resto, mas sei que não é pra sempre. Um dia ele vai pra escola, um dia vai preferir estar com os amigos, então agora é a hora de curtir bem meu picolino.
Também voltei ao vício dos seriados/sitcoms. E são tantos! Sozinha acompanho nove e com o marido, mais oito. Essa virou minha vida social, que absurdo. Abençoada internet que nos permite baixar e assistir sem cortes, na hora que dá. E lá se vão horas preciosas de sono, madrugadas adentro. Sorte que Theo acorda no mínimo às nove da manhã!

Assim, entre um bebê cheio de energia, panelas fumegantes, acompanhar a Batalha Final entre os "V" e os humanos e os dramas e humores do Seattle Grace Hospital, além do consultório, obrigações do lar e de administradora financeira, vou rebolando. Uma hora encontro o equilíbrio ideal. Certeza.
Hasta.



terça-feira, 22 de julho de 2008

Câmbio, base.

Cadê minha energia? Meu momento Guaraná Power passou muito rápido!
Pequeno Theo e eu passamos por um mês extremamente social. Teve lanches, saídas, o chá de fralda dele e meu aniversário. Até exagerei na dose, comecei com umas contrações esquisitas bem antes da hora. Agora as coisas estão mais calmas no meu aquário, mas preciso me policiar sempre.
Há um mês voltei a fazer yoga, dessa vez direcionada pra gestação. Muito diferente da yoga tradicional, sem grandes torções, acrobacias e com certeza sem invertida sobre ombros e cabeça ;o) Já senti melhoras, tenho respirado diferente e começaram as mentalizações para um bom parto.
Passam muitas dúvidas e fantasmas pela cabeça nessa fase, por isso não escrevo tanto. Difícil enxergar além do próprio umbigo (literalmente!!) nessa fase, e não deve ter tanta gente interessada em sintomas gravídicos.
Andei lendo que a futura mamãe se fecha muito na gravidez e só posso concordar. Sons e luzes irritam mais que o normal, não há mais tanta paciência com mesquinharias alheias, quando o sono chega a vontade é mandar a boa educação às favas e dormir ali mesmo, no sofá da casa da amiga... meio bicho, sabe como? Agir por instinto.
Vez ou outra abro meu portal para o mundo externo. Ontem por exemplo: fui ao cinema ver Hancock e adorei. Leve, divertido e meio cínico. Bem o que eu tava precisando. Acompanhado de porcaritos do Mc Donald´s então, perfeito pra enfiar o pé na jaca.
Falta ver o Batman, pra minhas lombrigas sossegarem, que tô há mais de ano esperando e esse filme não chegava nunca! Agora tô no aguardo das filas diminuírem um pouco. Por que eu não sou obrigada, meu bem.
Pra não me afundar tanto no mundo das fraldas, dicas de pediatras e afins, mantenho a leitura diária de blogs favoritos, assuntos os mais variados. Parece que assim me mantenho um pouco menina super-poderosa e fujo do estado mãe por alguns momentos.
E... cansei. Vou sair, visitar uma amiga que teve gêmeos e mudou pra casa nova. Coitada, essa sim pode reclamar de cansaço.
Hasta luego, minha gente!
PS: minhas gatas ainda estão comigo... e o tempo tá passando!!!!



domingo, 26 de agosto de 2007

Vida em Comunidade

Escrevo (mal) acompanhada por um som que odeio: gente jogando truco.
Adoro meu apartamento, a tranquilidade, a localização, mas sempre existe um porém; o salão de festas. É uma construção no jardim, ótima quando sou eu que dou as festas, péssima quando são os vizinhos que o fazem. Ué, sou humana, gente!
Ele fica abaixo da janela do meu quarto. Festas de criança são meu terror dos finais de semana, pois às 8 da manhã lá estão os moços montando camas-elásticas, piscina de bolinhas, etc. Detalhe: as festas geralmente são às 15 ou 16:00, isso quer dizer que todas as crianças da família aproveitam o pré-festa nos brinquedos. Gritaria e choro das 8 da manhã às 10 da noite.
Mas não ganham das festas de faculdade dos jovens (credo, como me senti velha escrevendo isso) do prédio. A cerveja vai subindo, alguns animados resolvem jogar bola no pequeno gramado (futebol, outro dos meus questionamentos sobre o por quê da existência; assunto para outra hora), e lá vem ele, o mais odiado e temido dos jogos de carta: o truco.

É um tal de "seis!", "gato!" e afins que realmente me causam náuseas. Tudo bem, jogos são divertidos, unem as pessoas e tal; mas nos outros, mesmo que haja comoção, existe estratégia, blefe, risos, tensão. Já o truco, eu não consigo desvencilhar da imagem de pessoas muito alcoolizadas e sem noção do ridículo.
Cheguei a proibi-lo em minhas festas e aniversários, desde um em que o então namorado da amiga chegou com 5 amigos a tiracolo e baralho na mão. Não esqueço da cena, fui ao portão me despedir de uma amiga e quando voltei, alguém havia desligado o som (devia estar atrapalhando a concentração, afinal), a cerveja esgotou rapidamente e as conversas foram diminuindo. E o povo ficou meio robotizado em volta dos 6 infelizes, impossível manter uma conversa agradável com aquele berreiro todo.
Ai que ódio.
Numa atitude bem "dona-da-festa", puxei o namorado da amiga num canto e pedi que me entregasse o baralho, ou fossem jogar lá no quintal (hehe, eu faço aniversário no inverno). Bicos, caras feias, mas houve uma certa sensação geral de alívio e conforto da parte das minhas pessoas queridas. Ah, me poupem.
E como num teste do Universo, venho morar ao lado de um salão de festas. Onde quase nunca sou a dona da festa.
Então, nesse domingo agradável e ensolarado estou no canto mais longe possível do meu quarto, com janelas vedadas e portas fechadas, me restando apenas esse mundo virtual como refúgio. Claro, podia ir no Bosque do Papa aqui perto ler meu livro, mas aí já é outra história. Implica em sair da minha inércia domingueira.
Tsc.
Vai passar.

What I Am - Edie Brickell - Eddie Brickell and The New Bohemians



I'm not aware of too many things
I know what I know, if you know what I mean
Philosophy is the talk on a cereal box
Religion is the smile on a dog
I'm not aware of too many things
I know what I know, if you know what I mean, d-doo
yeah
Shove me in the shallow waters
Before I get too deep
What I am is what I am
Are you what you are or what?
What I am is what I am
Are you what you are or
Oh, I'm not aware of too many things
I know what I know, if you know what I mean
Philosophy is a walk on the slippery rocks
Religion is a light in the fog
I'm not aware of too many things
I know what I know, if you know what I mean, d-doo
yeah
Shove me in the shallow water
Before I get too deep
What I am is what I am
Are you what you are or what?
What I am is what I am
Are you what you are or what you are and
What I am is what I am
Are you what you are or what?
Don't let me get too deep (4x)
Shove me in the shallow water
Before I get too deep
Shove me in the shallow water
Before I get too deep (2x)

segunda-feira, 16 de julho de 2007

domingo, 8 de julho de 2007

Arraiá

Bem-vindas sejam certas tradições!
Fugi mês de junho inteiro das festas da época, e hoje fui à uma festa "julina". Foi na minha antiga vizinhança, algumas amigas que ainda moram por lá resolveram fazer um encontro para que os novos vizinhos pudessem se conhecer e convidaram alguns dos antigos moradores, o que foi bem simpático da parte delas.
Deu fácil, fácil mais de 200 pessoas, festa na rua, bandeirinhas nos postes de luz, mesa fartíssima, graças à colaboração de todos, quentão, pinhão, pipoca, quadrilha para os mais ousados, sanfona e viola pro "arrasta-pé"...
Me lembrei de festas de quando era pequena, sem tanto marketing, com prendas que valiam a pena na pescaria, com uma ingenuidade mais verdadeira no ar, era fácil convencer alguém a se fantasiar. Sem medo de "queimar a cara, pagar mico".
Vi pessoas que me viram crescer, vi outros que ajudei a cuidar quando pequenos já adultos e com filhos; e sem hipocrisia, também vi pessoas que preferia não ter visto. A minoria, Amém. Normal em qualquer comunidade, não?
E ainda conheci quem mora na minha ex-casa, tomara que cresça uma amizade ali.
Nostalgia boa, paz interna.
Obrigada, meninas! Que colham bons frutos dessa iniciativa de hoje.
Uma paçoca e um pé-de-moleque a todos.

Estória da Baratinha - Coleção Disquinho

sexta-feira, 27 de maio de 2005

Pernambuco Revisitado

Outra vez Mafalda...
Nesse mês de maio, aniversário do Café Mafalda, acontece(u) a 2ª Mostra de Arte Culinária. Todos os finais de semana um gourmet é convidado a fazer as honras da casa. Hoje, feriado de Corpus Christi, quinta feira, foi a vez do Renato Pontual, amigo e bom cozinheiro.
Ambiente agradável como sempre, Julinho escolheu ótima seleção de músicas, a Lu criou decorações simpáticas com gomos de tangerinas e pimentas vermelhas. E a comida... caramba, que coisa boa. Enroladinho de ricota com acerola, Arrumadinho (carne-seca com abóbora e feijão de corda) e de sobremesa, mousse de mexerica com melado de cana. Tudo leve, tudo na medida.
Boa companhia, boa conversa, bom apetite! Prá que mais?

Maestro, qual é a música?
O Xote das meninas - Marisa Monte - Barulhinho Bom
Vídeo

Mandakaru quando fulorá na seca
É um sinal que a chuva chega no sertão
Toda menina que enjôa da boneca
É sinal de que o amor já chegou no coração
Meia comprida não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado não quer mais vestir gibão
Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar

De manhã cedo já está pintada
Só vive suspirando, sonhando acordada
O pai leva ao doutor a filha adoentada
Não come nem estuda não dorme nem quer nada
Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer iô iô iô iô
Ela só quer, só pensa em namorar

Mas o doutor nem examina
Chamando o pai de lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
E que pra tal menina
Não há um só remédio
Em toda medicina
Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar

(Música incidental: Severina Xique-Xique)

sábado, 9 de abril de 2005

Vida Social Virtual?


Um problema, isso. Orkut, Gazzag, 1grau, hi5, SMS... ah, claro, tô em todos. Com certeza também em outros e nem lembro. Fora os meus seis endereços diferentes de e-mails. E sempre fui aquela pessoa que dizia "ah, eu o-dei-o computador, nada se compara a uma visita, um telefonema, olhar no olho de quem se gosta". Mas dizem que o peixe morre pela boca e hoje cá estou eu, completamente conectada.
Por um lado achei pessoas que haviam sumido há milênios da minha vida; como sou a organizadora oficial de encontros das minhas várias turmas, desde que me conheço por gente, isso é uma mão na roda. Por outro minhas madrugadas têm sido ocupadas demais.
Na verdade tenho picos nesse meu vício. Aí sumo, dias, semanas sem me logar (e desde quando logar é palavra? Desde o advento da internet, diria um leitor mais atento). Tudo na mais santa paz.
De repente o bichinho do rãrrã me pega e pronto, uma semana pelo menos de considerável aumento da minha tendinite, olheiras, palavras, palavras, palavras. Uff! Falo isso porque entrei em uma semana destas, por isso a sensação tão real e próxima de mim.
O bom é saber que daqui a pouco passa, pelo menos até a próxima crise de abstinência...
Não vou nem entrar então na minha neura com seriados da Sony, Warner e Fox. Já diminuí consideravelmente a dose, no entanto a substância continua sendo injetada. Mas isso é assunto para outro post.

Maestro, qual é a música?
Connection - Elastica - Álbum Elastica

Video

Riding on any wave,
That is the luck you crave,
They don't believe it now,
They just think it's stupid,
So got anything?
Anyone could have done,
Who would've cared at all,
not you.

Another heart has made the trade,
Forget it, forget it, forget it,
I don't understand how a heart is a spade,
But somehow the vital connection is made.

Riding on anything,
Anything's good enough,
Who would've thought it of
Someone like you,
Just as they brought me round,
Now that they brought you down,
Roundabout and roundabout
Who wants a life anyway?

Another heart has made the grade,
Forget it, forget it, forget it,
I don't understand how the last card is played,
But somehow the vital connection is made.

domingo, 20 de março de 2005

Jujubas


Hoje fui no lançamento da linha de camisetas do Chico, amigo nosso. Chico Bemquerer é o nome, bem lindas as peças. Ele escolheu um lugar bem fofo pra "festinha" (que tinha de maria-mole e pirulitos a jujubas, balas de goma e salgadinhos, bom, "genéricos", até tubaína e Fanta uva...), uma lojinha perto do largo da Ordem, Blue Meanie.
Observei tudo e todos a maior parte do tempo. Pessoas alternativas da cidade, basicamente. Aquelas bem bonitas que fazem um esforço tremendo para parecer feias, usando roupas de tamanhos desproporcionais, sapatos esquisitos, cortes de cabelo mais ainda. Será que isso passa um dia? Ou elas vão ser assim pro resto da vida? Nada contra, gosto de conversar, geralmente são pessoas inteligentes e divertidas. Mas há anos convivo com esses seres e há anos tento entendê-los... essa necessidade de ser diferente acaba tornando todos tão semelhantes!
Enfim, lá pelas tantas peguei meu livro da bolsa, achei um cantinho sossegado e me diverti sozinha até o fim da festa. Livros, ah, livros! Amigos fiéis, nunca estão de mau-humor, nunca incomodam e me entretêm por horas! Já deixei de ler em locais públicos por muito tempo, para não parecer antipática; hoje em dia vejo tanta gente sendo antipática à toa, interagindo com os outros, que mandei minha preocupação às favas e retomei o hábito. Sábia decisão...
Mas porque fiquei na festa lendo se podia ter ido embora, você pode se perguntar? Porque meu cara-metade, o Cau, é dj nas horas vagas e, como boa companheira, fico por perto sempre que possível. E ele era o dj da festa em questão. Ah, o amor...
À noite o Cau foi tocar de novo, dessa vez em um Café, onde ele tem tocado nos fins-de-semana. Lá fui eu novamente, de fiel escudeira. Mas tive como companhia um casal de amigos bem especiais, juntamos algumas Bohemias de trigo e pronto: conversa boa pra mais de metro.
Que dia musical, esse! Humor bom, também; meu lado canceriana mau-humorada anda dormente, acho que ele passou a hibernar no verão!

Maestro, qual é a música?
Moog Island - Morcheeba - Who Can You Trust?


Sometimes I get up feeling good but greed gets me down,
I try to think about the highs, the freedom we've found,
When the business in your life don't sit with your soul,
And they treat you like a child they need to control.

The music that we make will heal all our mistakes and lead us,
The music that we hear is always standing near to feed us.

We're all gonna rise above all things that we lack,
Good vibrations that we make will come bouncing back.

The music that we make will heal all our mistakes and lead us,
The music that we hear is always standing near to feed us.
The music that we make will heal all our mistakes and lead us,
The music that we hear is always standing near to feed us.
The music that we make will heal all our mistakes and lead us,

The music that we hear is always standing near to feed us.