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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vinteonze

Chegou, chegou, tá na hora da alegria. No circo tem palhaço, tem, tem todo dia.

Um ano que já nasceu. Pouco dinheiro no bolso, saúde pra cuidar e proteger!

Hogmanay - Ano-Novo em Edimburgo, Escócia. Um dia ainda passo lá.

Very, very different, this holiday season.


Comecemos: Natal foi na minha casa. Ieii! Me candidatei e bati o pé pra ser aqui. Imaginei tudo saindo no horário, tudo organizado, aquela imagem da perfeição. Nhé. Foi marromenos.
Dividi a cozinha com mãe e sogra, que fazer tudo logo de cara seria utopia demais. Sim, ficou tudo bom, tudo saboroso. Marquei 20:30 com eles. 20:30 estavam chegando e eu escondendo tudo que "não pertencia" em gavetas e buracos providenciais. Uma das condições para que fosse aqui é que a casa deveria estar agradável, sem poluição visual e bagunça (aparente, pelo menos). Corri pro banho enquanto minha mãe tentava fabricar espaços na minha pouca área de trabalho na cozinha para cortar as carnes, organizar as travessas, aquecer tudo no meu fogãozinho 4 bocas e no meu micro-microondas. Mas vamos lá, coração de mãe sempre dá um jeito.
E demos. E 10 adultos e 3 crianças jantaram felizes (um pouco encalorados, but that´s ok), com árvore de natal e tudo mais.
Gostei da experiência, se em 2011 se repetir, espero terminar pelo menos meu banho antes do horário de chegada do povo.
Aí semana seguinte em casa. Theo foi ao museu pela primeira vez (ao Museu Oscar Niemeyer), passamos um frio lazarento e voltamos antes de ver tudo. Calorão, né? Ele de shortinho e camiseta fina, eu de vestido curto, o Cau de bermuda e manga curta. E lá dentro, ar condicionado na veia, devia estar regulado em -5ºC, acredito eu. Tá, talvez não tanto, mas minha percepção parou aí. Congelada. Quando vi o pequeno agarrado no pai, em silêncio pra economizar calorias, pernas arroxeadas, achamos por bem encerrar a visita.
Mas ele adorou, tem falado no museu desde então.

E aí o ano acabou.

Novamente mudando de ares, geralmente estamos na praia pra virada. Esse ano não, Curitiba estava vazia, deliciosamente calma e silenciosa. E ensolarada! Minha mãe se animou, fez uma ceia de ano novo para a gente, ela, meu pai e meus sogros. Jantamos na casa dela, cardápio inspirado, de figos assados a manga salteada no azeite de oliva com vegetais, empadão de palmito e carneiro assado (carneirinho criança, mais macio e com sabor mais suave), enfim, foi farta a refeição. Fiz uma sobremesa com morangos, framboesas e blueberries (mirtilos), nhami. E claro, estava chovendinho à meia-noite, Theo resolveu se assustar e grudou em vários pescoços até os fogos acabarem. Pouco se viu, com a garoa e a fumaça. Mas o clima tava bom, familiar e preguiçoso.
E mais uma semana em casa se seguiu. Até fomos pra Blumenau dois dias, meu pai foi trabalhar e aproveitamos a carona. Casal querido nos recebeu, sempre muito bom. Aí casa.
Muitos seriados e filmes vistos, muita lezeira, muita preguiça. 2 quilos e meio a mais nessas 3 semanas. Ê-lerê.
Delícia!!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Giro rápido

Fui na Festa Celta dos Bardos.
O nome já diz tudo, né? Coloquei o crachá da Funai e fui feliz, empolgada com o que encontraria.

Minha encarnação celta foi forte, certeza. Não sei se cheguei a correr pintada de azul com William Wallace pelas pradarias, mas com certeza estava em casa esperando, com pão fresco, longos cabelos ruivos presos em tranças e uma penca de pequenos gauleses em volta. Ah é, fui mulher nessa vida. Certeza.
Mas tá, voltando aos bardos.
Imagina uma escola de yoga. Imagina budas e vestidos indianos e incensos e tal. Imagina cartazes de cartolina contando lendas celtas colados pelas paredes. Imagina um pequeno museu em volta da lareira, cheio de objetos típicos celtas. Legal, né? Agora imagina um plástico grosso, quase fosco de tão grosso, tampando o pequeno museu. Isso. Pra ninguém tocar (nem ver) as coisas.
Imagina uma noite fria. De repente, muito fria. Imagina todo mundo mal agasalhado (menos eu, claro, que sempre carrego meu casaco).
Imagina um instrutor de arco e flecha. O alvo, um javali desenhado num papel, grudado num tronco de árvore.
Imagina um instrutor de escudo e espada. Imagina uma espada e um escudo de espuma, coberto de pano marrom. Imagina a "brincadeira" de luta de espada ao lado de uma piscina, imagina um bando de meninos cabeludos de 15 a 18 anos fãs de RPG se divertindo horrores, lutando e arriscando cair na água gelada. Não, ninguém caiu. Não enquanto eu estive lá.

Imagina uma barraca de comida indiana/vegetariana, montada lá pela metade da festa, comandada por um chef argentino. Imagina curry e soja em tudo.

Sim, teve músicos celtas. Menos do que poderia. Sim, teve danças circulares. Mais do que deveria.
Sim, eu comprei um cd de música celta e estou in love com ele.
Agora, imagina que no meio disso tudo, eu me diverti e me senti em casa.

CERTEZA que fui celta.

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Te pego, te pico, te jogo no penico

Me rendi à saga Crepúsculo (Twilight).
É, tô ligada, o público alvo é adolescente, nunca namorou sério na vida, acha lindo morrer por amor e ter um(a) namorado(a) obssessivo pra quem se é o único objetivo e foco da vida.
Mesmo assim, caí na teia do livro.
Em janeiro, na praia, parei na lojinha-que-tem-tudo, daquelas que se reproduzem como ratazanas em toda praia. E exercitando minha porção transgressora, comprei o dvd made in Paraguai de Crepúsculo. Não ia pagar caro por aquilo, de jeito maneira.
Vi o filme, sozinha, ninguém mais se prontificou a assistir. Achei bonitinho, típico do público que descrevi.
Mas o negócio evoluiu, com os novos filmes sendo feitos só dá Bella e Edward em tudo que é parede de locadora, loja de conveniências, internet, revistas... o vizinho tem os quatro livros, resolvi arriscar.

E é por isso que a gente fala pras crianças ficarem longe das drogas.

"Tipo assim", viciei.
Não sou teenager, não curto história de vampiro, não gosto de relacionamentos ciumentos e possessivos e ainda assim, ando com dificuldades de largar o livro. O primeiro tá no fim, já cobiço o segundo.

Melecas.
Sou uma vendida pro sistema, mesmo.

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Murphy never sleeps.
Primeiro, dentista. Amamentar dois anos tem seu preço, estava com 6 cáries embaixo das minhas obturações antigas. Depois de década e meia sem cáries, foi um baque. Na boca e no bolso. Arrumados os dentes, meu aparelho móvel quebrou. Corre fazer outro ($) antes que o ortodontista me diga que tenho que pôr aparelho na boca de novo. Pela terceira vez, no way.
O aquecedor a gás morreu. Com  muita intermediação fajuta da imobiliária entre eu e o proprietário (já são 14 dias desde a primeira reclamação), ele autorizou a troca. O rapaz veio instalar e o registro da água deu pau. Estamos em nova negociação, meanwhile, tomamos banho na casa das vizinhas abençoadas. Há duas semanas.
Aí na mesma semana o modem morreu. 5 dias sem internet, hoje voltamos à vida.
A máquina de lavar está se despedaçando aos poucos. O controle remoto do notebook sumiu (essencial para maratonas de seriados). A impressora tá com amnésia e esqueceu da parceria de sucesso que teve com meu micro nos últimos anos. Descobri isso depois de gastar 200 pilas com um toner pra dita cuja (é laser, não jato de tinta). E por aí vamos. Afinal, dinheiro cresce em árvores e temos um imenso bosque nos fundos de casa.

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E por hoje é só, pessoal!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Folga


Nem me preparei com as devidas honras, mas essa semana acabei passando por um breve "surto cinéfilo". Depois de meses de lenga-lenga, enrolações e afins, acabo indo ao cinema DUAS VEZES na mesma semana! Quite exciting, I should say. Pra vocês verem como minha vida anda agitada, algo assim se tornando assunto de blog!
Ontem o eleito foi "13 Homens e Um Novo Segredo", gostei mais que o segundo. E o elenco continua enfeitando com louvor a tela. Ôpa!
Hoje passei o dia feito menina pequena, pois à noite iria assitir "Harry Potter e a Ordem da Fênix". Adorei, como sempre. É um enredo mais pesado para o padrão infanto-juvenil, mas tem um porquê de ser assim. Estou ansiosa pelo sexto filme, foi o livro que mais me tocou em termos de imaginação (tá, confesso, me acabei de chorar...) e quero ver como vão colocar aquilo tudo na tela.
Boas notícias no assunto Casa Cor, hoje acabei de pintar com verniz. Amanhã começo as paredes, mal acredito que tá quase no fim. Isso só me empolga pra ir adiante e terminar logo.
Calma gente, já coloco as fotos. Primeiro precisa ter o que mostrar! ;o)

I Get a Kick Out Of You - Frank Sinatra - New York, New York


quinta-feira, 28 de junho de 2007

Zodiac

Fui no cinema, assistir Zodíaco. Gostei. Perturbador, alguns momentos de tensão, mas um bom thriller psicológico. Duas horas e meia que passaram sem perceber!
Pra quem não sabe ou quem não viu, é a história de alguns obcecados (policiais, jornalistas e o tudinho do Jake Gyllenhaal, um cartunista com especial atração pelo caso) pelos crimes cometidos por um assassino - o tal Zodíaco - no final dos anos 60 e começo dos 70. Caso real. Bom roteiro.
Hoje também fui conhecer a Tropa, agência de amigos. Sempre uns queridos, esses meninos.
E andei. Ah, como andei nessa Curitiba! Pernas pra cima antes de dormir, hoje, com certeza!
E boa noite.

Graysmith's Theme - Zodiac´s Soundtrack

quinta-feira, 26 de maio de 2005

ONG

Cansada, porém com uma metralhadora de pensamentos disparada na cachola... acabo de assistir o filme "Cruzada", com o Orlando Bloom. (Que diga-se de passagem, está um tudinho! Achei que melhor que Legolas ele não ficaria, mas... surpreendente, o moço! Alguma musculação foi feita naquele corpinho). Enfim, o filme: muito sangue, muito auê, óleo quente e catapultas, mas o que gostei é que é um filme de princípios. Assim, uma versão Idade Média de "Gladiador", não por acaso do mesmo Ridley Scott. Se a fórmula funciona, pra quem estragar, não é? Homem honesto e do povo perde família de maneira cruel e é levado aos poderosos, onde, dotado de caráter imbatível, vence todos os obstáculos e tudo acaba bem. O roteiro é "assim assim", mas pode render algumas horas de entretenimento quando bem conduzido - o que é o caso...
Bom, o que gostei mais foi do fato de o cara ter uma fé, sem precisar ter uma igreja para isso. E acredita que pode salvar algo, no caso, os moradores de Jerusalém. Sem se corromper, sem se agredir.
Me deu uma vontade de fazer mais pelo mundo! Pôr abaixo o dito que diz que "Uma andorinha só não faz verão", arregaçar as mangas, movimentar energias conjuntas... sabe a Amélie Poulain? Começar a interferir suavemente na vida dos mais próximos e ajudar as pessoas a se sentirem mais leves, mais felizes.
Talvez amanhã eu acorde menos engajada. Talvez não.
Apesar da tpm,hoje eu queria ficar beeeem gigante e abraçar o planeta, fazer um "Ssshhhh" com o dedo indicador e dormir relaxada, em silêncio... uma noite sem violência, frio, fome, dor, doença, velhinhos solitários, crianças abandonadas, mulheres em trabalho de parto complicado, pais de família sem dormir por não terem como sustentar suas pessoas, animaizinhos agredidos, pessoas sendo abusadas... todas essas coisas que o ser desumano inventou ou tem que passar involuntariamente. Por uma noite que fosse!
Vou dormir com essa imagem na cabeça. Loooongos braços envolvendo o mundo.

Maestro, qual é a música?
Don't Rain On My Parade - Bobby Darin - American Beauty Soundtrack
Video

Don't tell me not to fly
I've simply got to
If someone takes a spill
It's me and not you
Don't bring around the cloud to rain on my parade

Don't tell me not to leave
Just sit and putter
Life's candy and the sun's a ball of butter
Who told you you're allowed to rain on my parade

I'll march my band out
I'll beat my drum
And if I'm fanned out
Your turn at bat, sir
At least I didn't fake it, hat, sir
I guess I didn't make it

But whether I'm the rose of sheer perfection
A freckle on the nose of life's complexion
A Cinderella or a shine apple of an eye
I gotta fly once
I gotta try once
Only can die once, right, sir?
Ooh, life is juicy
Juicy and you see
I gotta have my bite, sir

Get ready for me love
'Cause I'm a "comer"
I simply gotta march
My heart's a drummer
Don't bring around the cloud to rain on my parade

Yes, sir
No, sir
I'm gonna live and live now
Get what I want, I know how
All that the law will allow
One roll for the whole shebang
One throw that bell will go clang
Though I'm alone I'm a gang
Eye on the target and wham
One shot, one gun shot and bam

Hey, world, here I am...
Get ready for me life, 'cause I'm a "comer"
I simply gotta march, my heart's a drummer
Nobody, no, nobody, is gonna rain on my parade!

quinta-feira, 7 de abril de 2005

Retorno de Jedi


Hoje o sol apareceu de novo, depois de alguns dias tenebrosos (em todos os sentidos, né? Vide posts anteriores...). Ontem à noite soube de uma notícia boa, meu primo acordou sozinho do coma. Hoje, notícias melhores ainda, as reações dele estão tão boas que recebeu alta da UTI e está impaciente para sair do hospital, já comeu bem e sozinho, convenceu a enfermeira a comprar uma lata de Nescau para ele, pois não gosta de café com leite - e ela foi! - lembra de todo mundo e todos os fatos até a manhã do dia do acidente. Só tem dificuldades para registrar fatos recentes. Mas se o fato for repetido várias vezes em um dia, no dia seguinte ele já consegue lembrar.
O neurologista que o atendeu na chegada ao hospital abriu o jogo e falou que ele estar vivo é um milagre, pois nunca havia visto alguém chegar como ele e passar mais de 48 horas vivo; diz que a tal "pneumonia química", causada pela aspiração de vômito e sangue (retirados quimicamente no hospital) resseca os pulmões e a pessoa "vai a óbito". Graças a Deus não foi o caso, o moleque é forte e saudável MESMO. Um guerreiro, com certeza.
Parece que eu precisava ter a certeza da vida e da saúde dele para voltar à ativa pois, após receber a notícia, a sensação foi a de receber uma lufada de ar fresco depois de ficar um tempão confinada em um lugar escuro. E voltei a produzir, a me organizar, a trabalhar. Essa situação realmente me tocou, não imaginei que fosse tanto.
E para piorar tivemos uma frente fria aqui no sul, com direito a chuva e tudo. Adoro o inverno, mas em julho! No meio de um calorão, de repente chuva chata e jaqueta, decididamente atrapalha. Ainda mais quando o clima em casa é de preocupação.
Mas agora, tudo são flores! Meu humor deu um upgrade de econômica para executiva, o trabalho voltou a fluir, vou assistir o dvd d´Os Incríveis (que lançaram hoje e o Cau já garantiu o nosso, afoito como é...), estou de bem com família e amigos. Precisa mais?? Sorrisos a todos!


Maestro, qual é a música?
Pale Blue Eyes - Marisa Monte - Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão

Sometimes i feel so happy
Sometimes i feel so sad
Sometimes i feel so happy
But mostly you just make me mad
Baby you just make me mad

Linger on, your pale blue eyes
Linger on, your pale blue eyes

Though of you as my mountain top
Though of you as my peak
Though of you as everything
I've had but couldn't keep
I've had but couldn't keep

Skip a life completely, stuff it in a cup
She said money is like us in time
It lies but can't stand up
Down for you is up

It was good what we did yesterday
And i'd do it once again
The fact are you are married
Only proves you're my best friend
But it's truly, truly a sin