Adoro ser blogueira. Adoro esse mundo tão cheio de coisas interessantes pra oferecer assim, 'de grátis', por amor ao que se faz. E descubro blogs muuuuito bons a cada dia, o que é até um probleminha, devido ao meu tempo justo pra tudo. Aí que ano passado, acho, conheci a Ana Medeiros, do A Casa que Minha Avó Queria e me encantei de cara. Principalmente por ela ser assídua na postagem (ao contrário das minhas preguicites ocasionais), isso acalma minhas lombrigas internas que pulam de vontade de ver e conhecer as coisas sempre fofas que ela acha por aí. Trocamos um ou dois e-mails rápidos e ela resolveu mostrar salas de leitoras no blog. Quem me lê há mais tempo sabe que curto fazer umas mudanças nos meus ambientes (teve o quarto do Theo, o consultório, algumas vezes a casa). Resolvi mandar fotos e hoje ela publicou. Engraçado ver suas paredes escorando outra construção... Queria agradecer de verdade à gentileza da Ana em ceder espaço no seu canto, de certa forma ajudando a promover o espaço alheio. Generosidade de verdade. Valeu querida! Agora vamos ver se isso me cutuca a ter uma frequência maior por aqui, né? Vontade e temas eu tenho, falta mesmo é esse cutucão. Até breve, então!
Larguei mão do blog de novo, né? Estive no modo "extreme makeover: home edition" ligado nas últimas semanas. Nada de grandes mudanças. Mas resolvi pendências, aquelas que a gente sempre deixa de lado mas que aos poucos dominam um espaço. Moramos nesse apartamento há 8 anos e meio. A sala tem dois pontos de luz (sem gesso, dicróicas e outras coisinhas de ambientes planejados). Pois então, um deles estava em curto há... oito anos e meio. Era trocar a lâmpada, que durava quase nada, passar um tempo com um foco só funcionando, trocar a lâmpada, and so on. Comecei por aí, me armei de escada, alicates, paciência e um pequeno ajudante que insistia em subir atrás de mim na escada e foi. Problema resolvido. Aí que afastei o guarda-louça (móvel antigo, herança da avó querida) da parede e descobri um tolete de reboco caindo. Coisa de mais de 20 centímetros por uns 15 de largura, bem na altura da maçaneta da porta. De tanto bater com o vento, provavelmente. Ficou ali me espreitando até me dar 5 minutos, fui na Cassol tipos 8 da noite comprar cimentcola, espátula, massa corrida, tinta. Logo o remendo naquele ponto virou a pomba gira servente de pedreiro baixada na pessoa, tirei todos os quadros das paredes procurando furos, dá-lhe consertos por tudo, quinas de paredes, cantos das vigas. E depois lixar, depois pintar, depois arrumar tudo. Daí pra arrumar coleções de revistas foi um pulo, encapar o sofá com uma manta king size até decidir o que fazer com ele, aaaaahhhhh!! Não parava mais, doida varrida. Isso tudo entretendo Theo de dia, atendendo no consultório, dando jeito na vida doméstica/familiar, socializando e "pegando na lida" lá por 11 da noite, só. Aí caí de gripe. Entendi que abusei, tô me contentando com o que fiz até o momento e voltei pra vida online por um tempo. Nesse meio tempo Theo, que ainda mama à noite, por dois dias esta semana não quis mamar. E já umas 3 vezes reclamou do "gosto ruim do mamá da mamãe" Stress, minha gente, olha aí! Comecei a me preparar psicologicamente pra esse desligamento, mas ontem ele pediu de novo, hoje também. Ontem até me diverti, sugou um pouco, aí abriu bem os olhos pra mim e pediu "tá frio mamãe, esquenta o leite no 'micoondas'?", como se fosse a mamadeira da manhã que ele odeia tomar fria. E sabe que acho que vou sentir muita saudade desse período da minha vida? Ê lerê!
Férias. Depois de tanto tempo sem, demora outro bom tempo pra cair a ficha de que "sim, está acontecendo!" Estou na casa de praia dos meus pais desde os dia 29/12. Choveu quase três semanas, com raios de sol esporádicos despontando no horizonte. Aproveitei esses raios de sol pra secar colchões, almofadas e travesseiros, porque é CLARO que a casa está com algumas goteiras e infiltrações; enfim, limpar sujeiras grossas da casa, lavar roupa, lerê, lerê. Logo dia primeiro do ano pela manhã, lavando a roupa do Theo, calculei o tempo certo para lavar roupa na sombra (a área do tanque de roupa não é coberta). Nisso meu pequeno ser, curioso como só ele, conseguiu prender o dedo na dobradiça da centrífuga de roupa. E olha, não queiram prender lá nenhuma parte do corpo de vocês. Guilhotina style. Enfim, muito choro de dor, colo de mãe, tylenol bebê e sono de exaustão depois, voltei ao tanque. So did the sun. Sim, consegui uma queimadura de primeiro grau nas costas, que me manteve em casa por cerca de uma semana, com calafrios, suores e muita ardência.
Junta TPM, calor, casa fechada há um ano e cheia de pequenos reparos a serem feitos e pronto: me perguntei várias vezes o que vim fazer aqui. Como aqui não temos berço, apenas uma grade protetora na cama, o pequeno acorda e automaticamente pula em cima do colo da mamãe. Em Curitiba ele se manifesta lá por 9, 10 da manhã. Pois bem, decidiu que em Itapoá a alvorada se dá entre 6:40 e 7 da manhã. Mamãe morre de alegria. Mesmo porque durante as sestas dele mamãe está fazendo almoço, indo ao mercado ou afins. 23 dias de férias e meu corpo dói como no dia em que cheguei. Nesse momento sinto uma profunda empatia por Chevy Chase e suas férias em família. Quem sabe um dia eu olhe para trás e ria muito, mas muito mesmo dessa fase da minha vida? De preferência não amarrada a uma camisa de força... Gastei vários dinheiros deixando a casa mais com cara de casa, e junto com isso meu humor começou a melhorar. Theo se ambientou e a casa parou de ter tantas novidades perigosas. Hoje ele se aventura com os perigos que já conhecemos e temos um certo controle. Cláudio trouxe parte de nossa vida urbana, então também se sente mais em casa e não reclama da vida selvagem. Monitor 22", HD lotado de seriados e filmes baixados ao longo de dezembro em Curitiba, internet. Semana passada sentei na praia pela primeira vez para apreciar o mar e sossegar. Nesses últimos dias caminhei, me entupi de protetor 50 e até me aventurei ao sol. E agora que estou começando a gostar da idéia, as férias estão acabando; domingo vamos embora Por hora é isso. Aguardemos um boletim atualizado e menos perturbado.
Sumi, né? Ando num pique não-condizente com minha vontade. O marido trabalhava em casa, na verdade há uns 4 anos minha sala de casa era o estúdio dele, com estagiários, clientes e tal. Há 3 semanas ele mudou a estrutura de trabalho dele para outro lugar, e após muito tempo, voltei a ter casa. Isso mexeu muito comigo, estava quase fazendo carinho nas paredes, cafuné nos móveis, gravando o som do silêncio pra ouvir antes de dormir. E junto com isso, arrumando, organizando, trocando as funções dos quartos, enfim: carangueja que sou, passei um período de recolhimento trocando minha carapaça.
Minha velha/nova sala de casa E gente! Como tem feito calor em Curitiba. Andava toda feliz com meu guarda-roupa de inverno, jaquetas, cachecóis e afins. Acabou a graça. Juntando o momento "mi casa és... mi casa" com a pressão arterial lá no pé, realmente, sentar aqui de costas pra janela ensolarada e contar coisas da vida, não tava podendo. Abandonei blog, msn, longos e-mails e, pasme! até a tv a cabo! Realmente, estou fora do meu estado normal. Mas tenho uns eventos tipo casamentos agora em setembro (já arranjei roupa, ieiii!), um em São Paulo, por sinal. Certeza que renderão boas histórias. Então eu volto. Só não sei quando.
Construção - Álbum Construção - Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última Beijou sua mulher como se fosse a última E cada filho seu como se fosse o único E atravessou a rua com seu passo tímido Subiu a construção como se fosse máquina Ergueu no patamar quatro paredes sólidas Tijolo com tijolo num desenho mágico Seus olhos embotados de cimento e lágrima Sentou pra descansar como se fosse sábado Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago Dançou e gargalhou como se ouvisse música E tropeçou no céu como se fosse um bêbado E flutuou no ar como se fosse um pássaro E se acabou no chão feito um pacote flácido Agonizou no meio do passeio público Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último Beijou sua mulher como se fosse a única E cada filho como se fosse o pródigo E atravessou a rua com seu passo bêbado Subiu a construção como se fosse sólido Ergueu no patamar quatro paredes mágicas Tijolo com tijolo num desenho lógico Seus olhos embotados de cimento e tráfego Sentou pra descansar como se fosse um príncipe Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo Bebeu e soluçou como se fosse máquina Dançou e gargalhou como se fosse o próximo E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir A certidão pra nascer, a concessão pra sorrir Por me deixar respirar, por me deixar existir Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente têm que engolir Pela fumaça desgraça que a gente têm que tossir Pelos andaimes pingentes que a gente têm que cair Deus lhe pague
Pela mulher carpinteira pra nos roubar e cuspir E pelas moscas lixeiras a nos beijar e cobrir E pela paz derradeira de quem vai nos redimir Deus lhe pague
Hoje saí um pouco do mundo das tintas e solventes. Esses dias pintei a parede roxa, faltam as brancas, mas já deu toda a diferença na sala. Parece menor, mais acolhedora. Mas voltando ao assunto, hoje fui na clínica só pra arrumar minha sala, tirar fita crepe dos cantos, lamber a cria mesmo. E depois encontrei o Jorge, querido amigo da época do vôo. Sempre uma delícia vê-lo. Passeamos um pouco, visitamos a futura mãe da Alice, a Selma, e tricotamos uns dois cachecóis e um suéter de conversinhas. Vi que tava um pouco bitolada com esse lance da "reforma" que inventei, todas minhas horas vagas dedicadas a isso, credo! Ontem à noite eu trouxe o Pedro, meu sobrinho, pra passar umas horas comigo. Parece que me conecto a um carregador de celular quando ele fica comigo, me faz rir, limpa qualquer energia ruim, é carinhoso, realmente uma benção na minha vida. Agora que ele está mais alto [quase um metro!! ;o)], consegue enxergar coisinhas que não via antes. Ontem a curiosidade caiu sobre meus vasos na janela.
-Tia Uli, o que é aquilo? -O quê Pedro? Tem um monte de "aquilos" ali. -Essas pessoas nas suas plantas!
*pausa. Tenho bonecos de plástico "plantados" nos meus vasos de ervas.
-Ah, bem... são índios que protegem as plantinhas, a família da Pocahontas. -E quem é a Pocahontas? -Você não conhece? A gente pega no dvd qualquer dia. -Mas... eles são bonecos. -Errr...ééé... a tia Uli sabe, mas gosta de pensar que eles, por serem índios, cuidam das florzinhas dela. *segue expressão de incredulidade, sobrancelha erguida, silêncio e provavelmente uma duvidazinha interna, "como me deixam aos cuidados desta pessoa?". Tudo isso vindo de uma criança de 3 anos e meio. Me senti esquisita. Aí lembrei do amigo da amiga que mora em Foz do Iguaçu e guarda muitos pinguins dentro da geladeira, "porque em Foz é tão quente, tadinhos!". E vi que sim, há espaço para todos neste mundo.
Passarim quis pousar, não deu, voou Porque o tiro partiu mas não pegou Passarinho me conta então me diz Porque que eu também não fui feliz Me diz o que eu faço da paixão Que me devora o coração Que me devora o coração Que me maltrata o coração Que me maltrata o coração
E o mato que é bom, o fogo queimou Cadê o fogo, a água apagou E cadê a água, o boi bebeu Cadê o amor, o gato comeu E a cinza espalhou E a chuva carregou Cadê meu amor que o vento levou (Passarim quis pousar, não deu, voou)
Passarim quis pousar, não deu, voou Porque o tiro feriu mas não matou Passarinho me conta então me diz Por que que eu também não fui feliz Cadê meu amor minha canção Que me alegrava o coração Que me alegrava o coração Que iluminava o coração Que iluminava a escuridão
Cadê meu caminho a água levou Cadê meu rastro, a chuva apagou E a minha casa, o rio carregou E o meu amor me abandonou Voou, voou, voou Voou, voou, voou E passou o tempo e o vento levou
Passarim quis pousar, não deu, voou Porque o tiro feriu mas não matou Passarinho me conta então, me diz Por que que eu também não fui feliz Cadê meu amor minha canção Que me alegrava o coração Que me alegrava o coração Que iluminava o coração Que iluminava a escuridão E a luz da manhã, o dia queimou Cadê o dia, envelheceu E a tarde caiu e o sol morreu E de repente escureceu E a lua então brilhou Depois sumiu no breu E ficou tão frio que amanheceu (Passarim quis pousar, não deu, voou) Passarim quis pousar não deu Voou, voou, voou, voou, voou
Nem me preparei com as devidas honras, mas essa semana acabei passando por um breve "surto cinéfilo". Depois de meses de lenga-lenga, enrolações e afins, acabo indo ao cinema DUAS VEZES na mesma semana! Quite exciting, I should say. Pra vocês verem como minha vida anda agitada, algo assim se tornando assunto de blog! Ontem o eleito foi "13 Homens e Um Novo Segredo", gostei mais que o segundo. E o elenco continua enfeitando com louvor a tela. Ôpa! Hoje passei o dia feito menina pequena, pois à noite iria assitir "Harry Potter e a Ordem da Fênix". Adorei, como sempre. É um enredo mais pesado para o padrão infanto-juvenil, mas tem um porquê de ser assim. Estou ansiosa pelo sexto filme, foi o livro que mais me tocou em termos de imaginação (tá, confesso, me acabei de chorar...) e quero ver como vão colocar aquilo tudo na tela. Boas notícias no assunto Casa Cor, hoje acabei de pintar com verniz. Amanhã começo as paredes, mal acredito que tá quase no fim. Isso só me empolga pra ir adiante e terminar logo. Calma gente, já coloco as fotos. Primeiro precisa ter o que mostrar! ;o) I Get a Kick Out Of You - Frank Sinatra - New York, New York
Ando sumida daqui. Meu "modo operária" está ligado, enquanto eu não terminar de arrumar meu consultório não sossego. E ainda falta, ah se falta! Mas o pior tá acabando, o verniz nos móveis. Ô coisa mais chata de fazer! Com isso chego mais tarde em casa, "não sinto meus bracinhos, não sinto minhas costinhas, não sinto meus ombrinhos, não sinto nada!". Só quero um Dorflex, banho quente e minha cama. But I´ll be back. Stuck In A Moment You Can't Get Out Of - U2 - All That You Can't Leave Behind
"... You've got to get yourself together You've got stuck in a moment and now you can't get out of it Don't say that later will be better now you’re stuck in a moment And you can’t get out of it..."