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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Operária-padrão

Larguei mão do blog de novo, né? Estive no modo "extreme makeover: home edition" ligado nas últimas semanas. Nada de grandes mudanças. Mas resolvi pendências, aquelas que a gente sempre deixa de lado mas que aos poucos dominam um espaço.
Moramos nesse apartamento há 8 anos e meio. A sala tem dois pontos de luz (sem gesso, dicróicas e outras coisinhas de ambientes planejados). Pois então, um deles estava em curto há... oito anos e meio. Era trocar a lâmpada, que durava quase nada, passar um tempo com um foco só funcionando, trocar a lâmpada, and so on. Comecei por aí, me armei de escada, alicates, paciência e um pequeno ajudante que insistia em subir atrás de mim na escada e foi. Problema resolvido.
Aí que afastei o guarda-louça (móvel antigo, herança da avó querida) da parede e descobri um tolete de reboco caindo. Coisa de mais de 20 centímetros por uns 15 de largura, bem na altura da maçaneta da porta. De tanto bater com o vento, provavelmente. Ficou ali me espreitando até me dar 5 minutos, fui na Cassol tipos 8 da noite comprar cimentcola, espátula, massa corrida, tinta. Logo o remendo naquele ponto virou a pomba gira servente de pedreiro baixada na pessoa, tirei todos os quadros das paredes procurando furos, dá-lhe consertos por tudo, quinas de paredes, cantos das vigas. E depois lixar, depois pintar, depois arrumar tudo.
Daí pra arrumar coleções de revistas foi um pulo, encapar o sofá com uma manta king size até decidir o que fazer com ele, aaaaahhhhh!! Não parava mais, doida varrida. Isso tudo entretendo Theo de dia, atendendo no consultório, dando jeito na vida doméstica/familiar, socializando e "pegando na lida" lá por 11 da noite, só.
Aí caí de gripe.
Entendi que abusei, tô me contentando com o que fiz até o momento e voltei pra vida online por um tempo.
Nesse meio tempo Theo, que ainda mama à noite, por dois dias esta semana não quis mamar. E já umas 3 vezes reclamou do "gosto ruim do mamá da mamãe" Stress, minha gente, olha aí! Comecei a me preparar psicologicamente pra esse desligamento, mas ontem ele pediu de novo, hoje também. Ontem até me diverti, sugou um pouco, aí abriu bem os olhos pra mim e pediu "tá frio mamãe, esquenta o leite no 'micoondas'?", como se fosse a mamadeira da manhã que ele odeia tomar fria. E sabe que acho que vou sentir muita saudade desse período da minha vida? Ê lerê!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ufff...

Bom, com exceção do meu pseudo-falecimento no último post, faz tempo "dimaisdaconta" que não apareço.
Soooo much has happened since then!
Theo fez um ano. Como sempre, fiz tudo de última hora, Cau conseguiu dois banners do Pocoyo, pedi toalha, copos e pratinhos também do Pocoyo, pela internet, mobilizei família pra me ajudar com comilanças e enfeitações e pronto, Theo teve festinha. Se divertiu horrores, foi dormir quase uma da manhã! Ganhou uma motoquinha/triciclo do meu irmão, que montou pra ele às 10 da noite e era meia noite, o menino tava no sereno, berrando porque não queria largar a tal motoca. E nem andar andava...
Tive sogros em casa por quase 15 dias, tive um "travamento" na lombar que não me deixou pegar Theo no colo uns 20 dias, quanto mais ficar sentada teclando, tive calor, falta de paciência, de inspiração, tive TPM, enfim.
Mas não escrever faz falta. Muita falta.
Theo já anda. Meu pequeno pinguim. Ô fase mais fofa! Por outro lado, parece o Taz, virou minha casa e minha vida do avesso. O dia mais nojento foi quando cheguei no banheiro e ele estava escovando o cabelo com a escova de lavar o vaso sanitário. O dia mais perigoso... bom, foram vários. Tirou a lâmpado do bocal do abajur e peguei a mão dele quase encostando naquele contatinho de metal no fundo do bocal. Abriu um frasco de Veja Cloro Ativo e outro de Sapólio (em pó!!). Quebrou um copo e , entre eu ouvir quebrando e chegar até ele, já tinha um caco enorme na mão, esticou pra mim e disse "ó!". Empilhou brinquedos dentro do cercadinho e escalou, peguei a criatura com metade do corpo caindo pra fora. Encostou as duas mãos no forno quente. E por aí afora.
Calma, não precisa chamar o conselho tutelar! Não sou descuidada, pelo contrário! Mas moro de aluguel e todos os armários da casa são no chão. Sem chance investir pra fazer novos, né? Não tenho babá, empregada, cozinheira e todo o arsenal das globais, quem lava, passa e cozinha sou euzinha. Duas mãos? Horários a cumprir? Um bebê que escala o cercadinho?
Aí que vamos nos entendendo, uma bronca aqui, dois abraços ali, três gargalhadas pra lá e pronto, passou mais um dia.
O lado bom é que minha porção Tia Anastácia tá afloradérrima, todo dia minha cozinha cheira bem e modéstia a parte, o gosto do que sai de lá tem ficado bom mesmo. Perdi todos meus medos de cozinhar (eram poucos, mas importantes: carnes em geral, criações flambadas, com vinho, com ingredientes muito caros, etc). Agora decido fazer uma receita e mando ver. Quase todas as receitas com pitacos e adaptações pessoais. Theo precisa de arroz, algum feijão, mais um carboidrato, algo verde e proteína. Tudo cortado miúdo, sem pimentas de preferência. Então entrei num estado de aceitação, essa é a vida que tenho no momento e preciso aproveitar o máximo possível dela. Se ser mãe zelosa e dedicada é o canal, melhor entrar em sintonia. Me atrapalho um pouco no resto, mas sei que não é pra sempre. Um dia ele vai pra escola, um dia vai preferir estar com os amigos, então agora é a hora de curtir bem meu picolino.
Também voltei ao vício dos seriados/sitcoms. E são tantos! Sozinha acompanho nove e com o marido, mais oito. Essa virou minha vida social, que absurdo. Abençoada internet que nos permite baixar e assistir sem cortes, na hora que dá. E lá se vão horas preciosas de sono, madrugadas adentro. Sorte que Theo acorda no mínimo às nove da manhã!

Assim, entre um bebê cheio de energia, panelas fumegantes, acompanhar a Batalha Final entre os "V" e os humanos e os dramas e humores do Seattle Grace Hospital, além do consultório, obrigações do lar e de administradora financeira, vou rebolando. Uma hora encontro o equilíbrio ideal. Certeza.
Hasta.



terça-feira, 23 de junho de 2009

"Na saúde e na doença"

Bom, Theo sarou da gripe. Aí fui em quem caiu na dança. Em seguida Cláudio fez as honras e entrou na contradança, e assim passamos um mês emperebado.
Apesar do "virus free environment", a preguiça e lezeira típicas de inverno chegaram, na verdade praticamente despencaram, aqui em casa. O único em constante movimento é o pequeno. Gente, como pula! E derruba coisas, e quebra outras, e gargalha muito e sempre.
Esse frio curitibano é de lascar, a roupa demora uma era pra secar no varal. Tenho três, sempre cheios. E fico perseguindo qualquer vestígio de sol ou vento pela casa, na tentativa de adiantar minha vida e minhas funções "do lar".

¨¨¨¨
Minha gata mais velha, a Miucha, está doente. Foi meu presente de 18 anos, já está com 16, a bichinha. Desde que me mudei para um apartamento ela ficou morando com meus pais, estava acostumada com jardim, tomar sol lá fora, etc. É tida como Highlander há anos, essa nasceu com umas 19 vidas. E já gastou quase todas, de tanto que aprontou em vida. Mas começou a "inflar" há umas duas semanas e está há 5 dias internada. Aparentemente, o intestino não estava funcionando há um bom tempo, estava desidratada e coisinhas decorrentes do quadro. Daí pra ultrassom, raio-x, dias de fluidificação e nesse momento, cirurgia, foi um pulo.
É uma gata super discreta, se procurar bem é capaz de se encontrar uma plaquinha de patrimônio por baixo do pêlo. Quase um móvel da casa, sempre ali, dormindo ou acompanhando os movimentos da família. Não me agrada em nada a possibilidade de perdê-la... tantas memórias boas com ela no meio! Foi testemunha da minha adolescência tardia, companheira, dividiu a cama comigo por muitos anos, me defendeu e alertou de perigos inúmeras vezes. Chata como só uma boa siamesa consegue ser, inteligente a ponto de subir na pia e bater a pata na chaleira às 5 da tarde, hora de esquentar a bolsa de água quente dela.
Há duas semanas, no feriado, pais viajaram e fiquei encarregada de ir até a casa deles cuidar da Mi. Logo no primeiro dia, uma angústia enorme ao vê-la. Demorou a atender meu chamado, quase não havia comido. Mas veio toda fofa, ronronando e querendo seu cafuné. Senti algo esquisito. Nossa comunicação anda falha, com o Theo minhas atenções não se voltam mais muito para ela quando vou até lá. Mesmo assim, nossa sintonia é forte. Dias depois, o pedido para que eu a levasse ao veterinário. Na consulta, garganta engasgada o tempo todo. Me despedi dela com muito carinho e conversa. Mas essa história de cirurgia me deixou apreensiva... em tese é só pra retirar líquido da cavidade abdominal, mas os exames até agora foram inconclusivos.
Que ela não sofra.
No aguardo de notícias.



quinta-feira, 28 de maio de 2009

Virose


Então que meu bebê tem gripe. Então que o nariz dele tá super entupido, e ele ainda não sabe expelir o muco. Então que precisa ficar o máximo possível de tempo inclinado/quase em pé pra poder respirar melhor.
Então que a mãe dele não dorme direito desde segunda, tendo inclusive na primeira noite ficado sentada o tempo todo com ele no colo, preso ao sling pra não cair, na esperança que ele tivesse ao menos umas duas horas de sono tranquilo.
Então? Que eu amo esse menino absurdamente mais e mais a cada dia, com ou sem dormir.
Que sare logo!



segunda-feira, 17 de março de 2008

Que será, será.

Então a pessoa lembrou que tem blog.
Amanhã é o grande dia, ultrassom específico com quase certeza de ver se é um gajo ou uma rapariga. Até o momento, estou com barriga d´água que traz consigo dor de cabeça e um certo desconforto geral. Após verificar que aqui dentro tem um ser com cabeça, tronco e membros, acho que sossego e consigo acreditar que sim, estou gestando alguém.
Volta e meia penso em escrever. Aí fico bem quietinha e a vontade passa, uma beleza! Nunca fui pessoa de ter dores avulsas, mamãe Natureza (e d. Ana e seu Chico, claro) me fizeram até bem resistente. Nada de rinites, otites, estalactites ou estalagmites. Nada de azia ou má digestão, podia comer costela com maionese e coca-cola quente no verão que tava tudo bem, sem reclamações. Talvez por isso esteja me sentindo meio hominho agora, porque esses sim, têm uma péssima resistência à qualquer febre de 37,5ºC.
Confio na Providência Divina, que vai me fortalecer até domingo pra minha Páscoa ter um sabor bem melado de chocolate. Senão vamos de Sensy da Parmalat para baixa intolerância à lactose com Nescafé descafeinado, tentando ignorar todos estes fatos juntos.
Passei 3 semanas totalmente "blé!", tossindo os pulmões pra fora, temperaturas oscilantes, tonturas. E tylenol na veia. fui na dermatologista, no alergologista, no pneumologista, além da obstetra, claro. Aí tomei um xaropinho infantil e minha vida voltou ao normal. Meio mundo quer que eu me livre das minhas gatas, não gosto nem de pensar nisso. Por outro lado procuro ver a situação pelo ponto de vista delas e a paisagem não me agrada. Espaço e atenção reduzidos e nenhuma chance no horizonte de isso mudar, pelo menos nos próximos 3 anos. Dó, né? Mas são duas gatas adultas e cheias de manias, é como colocar dois irmãos de 7 e 8 anos que brigam entre si num orfanato. Quem vai querer adotar?
Minha casa já tem um berço. Scary. Levei 3 tipos de susto quando abri a porta do quarto, tarde da noite, pra pegar algo, e lá tava o bicho, imponente, aguardando seu ocupante.
Jisuis... será que tô pronta?
Meu Nescafé descafeinado e minha torrada integral com ricota me aguardam. Hmmm... nhami... :o[
Fomos! - agora vivo no plural.

Someone Like You




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Hospedaria


Gente, como assim gravidez não é doença? Tá certo que é um parasitinha bem-vindo e desejado, mas sim, é "algo" que se instala no seu útero, bagunça toda sua estrutura física, emocional e familiar.
Desde quando uma pessoa plenamente saudável acorda com tonturas diárias, tem ânsia de vômito, dor de cabeça 24x7, pode comer isso mas não aquilo, não pode fazer tais e tais exercícios ou esforços... vamos combinar, normal, assim, não é, né?
Agora já estou melhor, tanto que voltei a escrever. (Preta, valeu pela dica do biscoito água e sal antes de levantar, virei outra pessoa depois disso. Mais Dr. Jekyll, menos Mr. Hyde). A barriga já não encolhe, no banco e no mercado até dou uma estufadinha pra não ouvir besteiras na fila preferencial. Continuo comendo no melhor estilo operário-padrão, arroz, feijão, com um gosto e uma vontade até então desconhecidos na minha vida. A lombriga por doces diminuiu, Amém, xô açúcar!
Quero continuar com minha rotina de sempre, administrar casa e finanças de manhã, consultório à tarde, manter "minhas pessoas" por perto, seja ao vivo, num café, por e-mail ou telefone. Mas coisas mudaram, sinto sono por dois, o corpo incha, a pressão arterial tá na sola do pé.
E quer saber? Não troco por nada. Cabelo tá macio e encorpado, espinhas do rosto foram ali e não voltaram até agora, as unhas estão fortes e qualquer roupa ganha um "up" com esses peitos que pelamordedeus, não páram de aumentar.
E de brinde vem um pacotinho com entrega especial, feito por encomenda. É só esperar mais um punhado de meses.

*descobri, através de "vasta" google-pesquisa, que a bromélia não é um parasita, como sempre pensei, e sim uma planta hospedeira. E que em apenas uma árvore, especialmente na Amazônia, é possível achar até 500 bromélias!! Tava achando que isso aqui era só meu muro das lamentações? Baú é cultura na veia!

Rosa - Seresta Brasileira - Baden Powell




quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Alguém merece?

Na mesma semana:
-gripe, com corisa/coriza(?);
-3 aftas na boca;
-herpes no nariz (sim, e corisa/coriza... focaliza o empenho);
-crise de tendinite a uma demão de tinta do fim do projeto Casa Cor;
-TPM!! Com direito a ataques ao pote de Nutella, aos porcaritos escondidos pelas gavetas da casa, até amendoim doce de banquinha eu comprei hoje; me poupe, né?
Junte a isso dois convites de casamentos próximos para os quais não sei o que vestir, um consultório que não fica pronto nunca e duas gatas com frio e carência afetiva constante.



Na mesma semana.

Mas sim, eu ainda sou feliz. Porque sei que tudo isso vai passar.