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sábado, 4 de setembro de 2010

Adoooooro!



Adoro ser blogueira. Adoro esse mundo tão cheio de coisas interessantes pra oferecer assim, 'de grátis', por amor ao que se faz. E descubro blogs muuuuito bons a cada dia, o que é até um probleminha, devido ao meu tempo justo pra tudo.
Aí que ano passado, acho, conheci a Ana Medeiros, do A Casa que Minha Avó Queria e me encantei de cara. Principalmente por ela ser assídua na postagem (ao contrário das minhas preguicites ocasionais), isso acalma minhas lombrigas internas que pulam de vontade de ver e conhecer as coisas sempre fofas que ela acha por aí.
Trocamos um ou dois e-mails rápidos e ela resolveu mostrar salas de leitoras no blog. Quem me lê há mais tempo sabe que curto fazer umas mudanças nos meus ambientes (teve o quarto do Theo, o consultório, algumas vezes a casa). Resolvi mandar fotos e hoje ela publicou. Engraçado ver suas paredes escorando outra construção...
Queria agradecer de verdade à gentileza da Ana em ceder espaço no seu canto, de certa forma ajudando a promover o espaço alheio. Generosidade de verdade. Valeu querida!
Agora vamos ver se isso me cutuca a ter uma frequência maior por aqui, né? Vontade e temas eu tenho, falta mesmo é esse cutucão.
Até breve, então!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

(In)Justiça Brasileira

Esse blog já me trouxe várias coisas boas. Dicas, novidades, informações e principalmente, pessoas queridas.
E uma dessas pessoas, muito queridas, é a Lelê. Leonor Macedo para os mais formais. Nos conhecemos em SP em 2008, após longos e-mails trocados, e o que era suspeita virou constatação, ela realmente é uma pessoa especial. Ela é dona do Eneaotil, o blog em si, e parte dele na versão online da revista Tpm.
Pois lendo o post de sexta-feira fui "tocada" pelas palavras e sentimentos que ela tão bem expõe ali, e resolvi copiar aqui na íntegra:

"Família Santa Clara - 28 maio, 2010

Aos leitores do Eneaotil, nunca pedi nada por aqui. Mas gostaria de fazer um barulho em relação a essa história. Peço que leiam até o final e que divulguem. Que contem a seus amigos jornalistas, que enviem esta história para os jornais, que relatem tudo o que eu contei aqui hoje, na mesa do jantar. Que compartilhem este escândalo no Google Reader, no Twitter, em listas de discussões. Que ajudem. Porque todo mundo aqui teve a oportunidade de ter uma família e sabe o quanto isto foi importante.

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O casamento da Claudinha e do Pablo

Conheci a Família Santa Clara no casamento da Claudinha e do Pablo, em 2006, quando fui até o Rio de Janeiro para prestigiar a boda dos amigos e passar uns dias com meu irmão. Nunca tinha ido a um casamento daqueles, com uma família tão grande. Tão grande que não tinha espaço no altar montado na sala da casa para todos os padrinhos. Nem espaço para todos os amigos, primos, irmãos, tios, tias acompanharem a cerimônia sentados.

É melhor explicar tudo do começo: o Pablo é filho do Seu Cícero e da Dona Eliete, casal que, apesar do sobrenome Soares de Castro Rosa, criou a Família Santa Clara. Fazem parte desta família, além dos três já citados anteriormente e de Claudinha que se juntou a todos em 2006, Thiago e Diogo, filhos de sangue de Seu Cícero e da Dona Eliete, e outras dezenas de crianças, adolescentes e jovens que a sociedade abandonou, renegou, nem quis saber.

É isso mesmo: além de ter três filhos de sangue, Dona Eliete e Seu Cícero resolveram cuidar de gente que vinha das ruas, que tinha sido abandonada pela família biológica, órfãos e todos os outros tipos de vulnerabilidade social que se pode imaginar.

Desde que a Santa Clara surgiu mais de 1000 pessoas já fizeram parte desta família, cresceram e se desenvolveram naquela casa gigante de Vargem Grande, no Rio. Foram incluídos na sociedade, receberam estudo, proteção e, sobretudo, amor. Alguns saíram dali direto para uma Universidade, um futuro que parecia impossível. Outros saíram dali para construir sua própria família. E só pode ter sua própria família quem sabe o que significa ter uma.

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No casamento de 2006, entendi que ali não era um simples abrigo. Eu, que trabalho com educação e projetos sociais há 10 anos, vi que o clima era mesmo diferente. Não era uma associação, um abrigo frio onde crianças e adolescentes esperavam uma adoção, um lugar simplesmente provisório onde se podia sonhar com uma vida melhor. O sonho era ali, acontecia todos os dias.

Ter uma família significa muito mais do que ter oportunidade de cursar uma faculdade, de fazer uma oficina de costura, de dança, de leitura e produção de textos, de agricultura, de informática e de artesanato, como a maioria dos projetos sociais oferece por aí (e, diga-se de passagem, a Santa Clara oferece também).

Ter uma família é poder assistir à novela junto antes de dormir, sentar à mesa para comer e contar como foi o dia, esfolar os joelhos e receber um beijo da mãe para sarar, tomar bronca do pai quando comeu o biscoito antes da refeição e perdeu a fome. É brincar com o cachorro, correr no quintal, sentar com as irmãs na cama para fazer fofoca, receber visita dos tios no fim de semana, ouvir música que a maioria gosta (ou que só você gosta). É aprender com os pais a ter senso crítico, a ter responsabilidades. É ficar de castigo quando foi para a Diretoria na escola, é ter alguém para ir à reunião de pais e mestres pegar as suas notas. É alguém te chamar pelo nome, é ter um nome e um sobrenome. É poder ir ao casamento do seu irmão sem mesmo precisar ter o mesmo sangue.

Todos eles estavam no casamento, centenas de pessoas. Todas as crianças de vestido, bem arrumadas, bem penteadas. Talvez a única oportunidade que tenham tido para ir a um casamento.

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Conheci William Prudêncio durante a cerimônia. Lindo, com a mesma idade que eu. Em 2006, tínhamos 23 anos e ele morava na Família Santa Clara desde 1998. Chegou lá aos 15 anos, transferido de outra instituição onde só se podia ficar até esta idade.

Sua mãe está viva, mas William não sabe dela. Deixou-o ainda pequeno com uma senhora que faleceu quando ele tinha 8 anos de idade. A idade que o Lucas tem hoje. E dos 8 aos 13 morou no morro, na favela e em outras comunidades. Até morar na rua.

Aí, aos 13 anos, pediu ajuda em uma instituição, onde só pode ficar até os 15 e depois foi para a Santa Clara. Até os 13 anos, nunca tinha sentado em uma sala de aula. Depois começou a freqüentar a escola. E quando foi para a Santa Clara, ganhou uma família. A influência de Seu Cícero e Dona Eliete, pessoas simples, mas cultas, fizeram com que William decolasse.

Hoje, aos 27 anos, já é economista formado e este ano conseguirá a graduação no curso de Relações Internacionais.

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Voltei para visitar a família Santa Clara em julho de 2008. Conheci a tradicional festa junina (em 2008 foi julina), gigante também, do tamanho daquela família. As crianças brincavam à vontade na barraca (assim como meu filho Lucas), dançaram quadrilha, se divertiram. Uma grande fogueira queimava no canto da festa. A casa estava toda enfeitava.

Me lembro que eu estava em uma fase difícil. Tinha terminado um namoro de uma maneira sofrida, fui para distrair a cabeça. E só ali eu consegui. Não por causa do velho papo de que a gente esquece os nossos problemas quando conhece alguém em situação pior, pelo contrário. Eu não acredito nisso. A gente só esquece os nossos problemas do lado de gente feliz. E era ali onde eu estava: do lado de gente muito feliz.

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Nesta semana, a Justiça foi até a Família Santa Clara e levou todas as crianças. Alegaram que a casa era inabitável e que aquele não era um ambiente bom para morarem. Uma bagunça ou outra, talvez, o que é normal em uma casa com bastante criança. Tenho medo de receber uma visita de um promotor público porque é capaz de levarem o Lucas embora já que ao entrar no meu apartamento é possível tropeçar em uma porção de brinquedos. O Lucas é bagunceiro. Isso não significa que a casa dele, junto da família dele, não é um ambiente bom para ele morar.

O Ministério Público alegou que a casa precisava de reformas, mas não havia dinheiro para tais reformas já que a Família Santa Clara funcionava da boa vontade de instituições e pessoas parceiras. Ninguém cuidava de crianças ali para gerar renda, para trabalho infantil, para produzir retorno financeiro. Só havia gastos, grandes gastos e nenhum incentivo público. Em 2006, o principal apoiador financeiro deixou de contribuir com a Santa Clara e eles passavam por dificuldades. Ao invés de apoiar com o pouco necessário, o poder público resolveu enterrar a família de vez. Tirou os filhos do convívio de seus pais, afastou irmãos do convívio de irmãos.

As crianças e os adolescentes menores de idade foram mandados para abrigos diferentes, em diversas regiões da cidade. E foram afastados das escolas por 10 meses, já que estavam matriculados em unidades escolares ali da região de Vargem Grande. Só poderão voltar a freqüentar as aulas no ano que vem.

Não entendo como isso pode ser melhor do que estar na Família Santa Clara. Não compreendo leis que determinam que os abrigos devem ser provisórios, por exemplo. A nova lei da adoção diz que a criança deve ficar no máximo dois anos. E depois? O que acontece se essas crianças não forem adotadas por uma família?

Tiraram crianças de 07 a 16 anos da Família Santa Clara. Quem adota um adolescente de 12 anos? 14 anos? 16 anos? O pior é a gente saber que tiraram essas crianças da única família que tiveram para mandar para família nenhuma.

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Abaixo, a lista de crianças e adolescentes que foram retirados da Família Santa Clara:

W. tem 7 anos e é o mais novo. Estudava no Colégio Vargem Grande, que é particular. É irmão de U., de 8 anos, e N., de 13 anos. Estavam na casa há 5 anos aproximadamente. Não tinham nenhuma referência familiar. W. chorou a noite toda no novo abrigo e ainda não entendeu o que está acontecendo.

L. tem 9 anos e é irmã da menina G., de 10 anos e do adolescente G., de 15 anos. Estão na Família Santa Clara desde muito pequenos, as meninas desde bebê. A mãe faleceu e as duas estão começando a aceitar isso só agora, depois de muito acompanhamento psicológico e colo da Dona Eliete e Seu Cícero.

As meninas foram separadas do irmão, que foi enviado para outro abrigo.

L. tem 14 anos e é irmão de C., de 13 anos. Estão na família Santa Clara há 5 anos. Não tinham nenhuma referência familiar.

A. tem 13 anos e é irmão de A., de 9 anos. Os dois tem pai biológico, mas são visitados por ele no máximo uma vez ao ano.

A. tem 8 anos e é irmã de J., de 10 anos e do adolescente J., de 13 anos. Os três tem mãe, mas ela os mandou para a Santa Clara por diversos motivos. As meninas foram separadas do irmão e mandadas para abrigos diferentes.

A adolescente A. é a mais velha de todos os que foram separados da família Santa Clara pelo Ministério Público. Ela tem 16 anos e é órfã.

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Para saber mais sobre a Família Santa Clara, acesse: http://www.familiasantaclara.org.br.

Assista à reportagem do RJTV, pelo link: http://g1.globo.com/videos/v/justica-fecha-associacao-santa-clara-em-vargem-grande/1271468/#/Todos%20os%20v%C3%ADdeos/page/1

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UPDATE: o RJTV continua acompanhando o caso. Assista: http://g1.globo.com/videos/rio-de-janeiro/v/coordenadores-do-abrigo-santa-clara-querem-criancas-de-volta/1272203/#/RJTV%201/Edi%E7%F5es/20100528/page/1

O texto está sendo amplamente divulgado, mas continuem divulgando. Vamos invadir os e-mails, blogs, twitters dos formadores de opinião, por favor? Repliquem o texto no blog de vocês, se quiserem.

Obrigada."

É isso, o texto diz tudo. Fiquem à vontade para passar adiante.
Uli

sábado, 17 de abril de 2010

À toa

Tô preguiçosa confessa. Ando só querendo ler blogs alheios e com uma preguiça danada de postar por aqui.
Cansaço muito. Essa madrugada finalmente terminei de ler "Os Homens que Não Amavam as Mulheres". Que livro sinistro. Assim, romance policial, o escritor é (era, morreu logo após entregar os livros pra editora) detalhista mais que ao extremo, mas assim que a leitura engrena e você passa por cima daquela montoeira de palavras estranhas aos latinos (tudo se passa na Suécia, nomes dos jornais, cafés, lagos, paisagens, tudo tem meia dúzia de consoantes a mais do que estamos habituados a ler), aí a trama se torna difícil de largar.
Mas... a pessoa aqui não pode se dar ao luxo de parar o dia pra ler ad infinitum, ou seja, dormi entre 3 e 4 da manhã a semana toda, engolindo as páginas.
Pior: é uma trilogia e já comprei os dois seguintes. Mas vou dar um tempo, ler algo mais suave, que esse autor é bem "perturbado das idéias".
Todos casos, indico a leitura. 522 páginas de dar nos nervos.





quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ratatouille


Ando viciada em blogs e livros de culinária. Colecionadora compulsiva de receitas, como li num deles...
Até atualizei a lista aí ao lado, não estão ainda todos os meus favoritos (no "De Comer"), mas a grande maioria já consta. Com isso vem crescendo uma vontade de cozinhar mais e mais, apesar de odiar o "ter que fazer o almoço". Posso até cozinhar todos os dias, mas o "ter que" é que mata a empolgação e a criatividade. Acabo me dedicando muito às papinhas doces, sopas e outros quitutes de bebê e na hora de fazer a minha comida, tá tarde, a fome já chegou e como qualquer coisa ao alcance das mãos. Até Hot Pocket almocei esses dias, ó que fim de linha!
Mas a pediatra do Theo me alertou para os perigos de não cuidar de mim, só do pequeno: o fato de que isso pode me levar embora antes da hora e aí, quem vai cuidar do pequeno? Ah, essas médicas e seus argumentos infalíveis...
Hoje venci o comodismo e fiz arroz integral com gersal de gergelim preto, feijão carioca, linguiças pré-cozidas na pressão e refogadas com cebola na panela de ferro e talos de brócolis refogados na cebola, alho e shoyu. Montoeiras de comida, só pra mim. Ó que triste. Ainda bem que amanhã a diarista vem e fazemos um repeteco, com mais alguma coisa inventada na hora.
Melhor que Hot Pocket, com certeza. Mas o Theo precisa crescer logo, pra ter mais graça cozinhar sempre. E do jeito que esse menino gosta de se alimentar, ocasiões pra testar receitas é que não vão faltar!



segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mas tava aqui, pra onde foi?!

Hoje me caiu uma ficha (por sinal, acabo de ver como estou passé composé, fichas caíam nos telefones públicos do século passado!): doismileoito acaba mês que vem. Ãrrã. 38 dias apenas. Mas ontem mesmo eu estava de taça de espumante na mão comemorando o ano que ia nascer, com muito dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender!


Pois foi o tal do ano, esse. O bolso não viu muito dinheiro, a saúde esteve praticamente inteira voltada para a fabricação e o bem-estar do Theo. Deixei de ser só filha para ser também mãe. Revi montes de amigos, resolvi outros montes de pendengas. Comentei uns posts atrás, antes do Theo nascer, que sentia como se estivesse de mudança pra Namíbia em setembro, tal era minha urgência em terminar e organizar coisas, pois achava que nunca mais ia voltar a ser dona da minha vida. Pois digo novamente, que bom que fiz tudo aquilo. E que pena não ter conseguido fazer mais. Como esse menininho exige minha disponibilidade!
Tô só esperando o momento em que vou me pegar correndo atrás da bolinha vermelha que ele jogou, no melhor estilo "vai ali mamãe, pega!"...
Fazendo parte deste mundo gestante/pós-parto descobri coisas absurdas na internet. Sites, fóruns de discussão, comunidades, esse é um mundo bem neurótico e "florzinha". Não me decidi por tomar partido de nenhuma corrente específica. Não quero o pequeno dormindo na minha cama, por exemplo, mas também não acho legal deixá-lo berrando sozinho no berço até ficar roxo e perder a voz. Produzi uma criança muito grande, que, se você ficar parado olhando com bastante atenção, é capaz de conseguir ver crescer. Logo logo não cabe mais no colo das pessoas, por maior que seja a boa vontade. Então por quê não encher esse menininho de colo, chamego e cafuné enquanto ainda é possível, sem precisar de Gelol e tipóia depois? Combinei com a pediatra dele que vamos resolver como tirá-lo do hábito de ficar pendurado em mim mais pra frente.
Mas como tuda na vida tem consequências, esse gesto de amor de mamãe para filhote se torna uma faca de dois gumes. Ou tá no meu colo ou não tá bom. E anda em fase de pico de crescimento, pedindo leite de duas em duas horas. Detalhe: se mama 7 da manhã, pede de novo às 9. Mesmo que tenha ficado mamando até 7:40, aí feito uns charmes, se espreguiçado e dormido só 8:20. Quando começo a cochilar, ele abre o bocão de novo. Sei que comportamentos se condicionam, acredito piamente que vou conseguir mudar isso daqui um tempo.
Isso tem me deixado afastada de tudo, inclusive do Baú. Sinto falta de escrever, de organizar minha vida, de ir ali e já voltar, sem precisar levar a mudança junto. Até 2007 acabar, eu era dona de verdade da minha vida e não tinha consciência disso. Não voltaria atrás por nada, me encontrei sendo mãe e apesar de andar por aí com uma cara meio bocoió, anotando tudo nas mãos pra não esquecer, sei que vai passar.
Descobri minha gravidez 14/01/08 e minha vida mudou 14/09/08. Tinha como 2008 não ser o ano do mono-assunto?


Meio cedo pra uma retrospectiva? Mas como posto sem saber quando voltarei, melhor me garantir ;o).
Que 2009 seja mais diversificado de assuntos, que meu pequeno-grande Theo cresça saudável e cada dia mais fofo, que minha porção Mulher-Maravilha aflore, pra eu dar conta de tudo que me espera. Urgente.



terça-feira, 22 de julho de 2008

Câmbio, base.

Cadê minha energia? Meu momento Guaraná Power passou muito rápido!
Pequeno Theo e eu passamos por um mês extremamente social. Teve lanches, saídas, o chá de fralda dele e meu aniversário. Até exagerei na dose, comecei com umas contrações esquisitas bem antes da hora. Agora as coisas estão mais calmas no meu aquário, mas preciso me policiar sempre.
Há um mês voltei a fazer yoga, dessa vez direcionada pra gestação. Muito diferente da yoga tradicional, sem grandes torções, acrobacias e com certeza sem invertida sobre ombros e cabeça ;o) Já senti melhoras, tenho respirado diferente e começaram as mentalizações para um bom parto.
Passam muitas dúvidas e fantasmas pela cabeça nessa fase, por isso não escrevo tanto. Difícil enxergar além do próprio umbigo (literalmente!!) nessa fase, e não deve ter tanta gente interessada em sintomas gravídicos.
Andei lendo que a futura mamãe se fecha muito na gravidez e só posso concordar. Sons e luzes irritam mais que o normal, não há mais tanta paciência com mesquinharias alheias, quando o sono chega a vontade é mandar a boa educação às favas e dormir ali mesmo, no sofá da casa da amiga... meio bicho, sabe como? Agir por instinto.
Vez ou outra abro meu portal para o mundo externo. Ontem por exemplo: fui ao cinema ver Hancock e adorei. Leve, divertido e meio cínico. Bem o que eu tava precisando. Acompanhado de porcaritos do Mc Donald´s então, perfeito pra enfiar o pé na jaca.
Falta ver o Batman, pra minhas lombrigas sossegarem, que tô há mais de ano esperando e esse filme não chegava nunca! Agora tô no aguardo das filas diminuírem um pouco. Por que eu não sou obrigada, meu bem.
Pra não me afundar tanto no mundo das fraldas, dicas de pediatras e afins, mantenho a leitura diária de blogs favoritos, assuntos os mais variados. Parece que assim me mantenho um pouco menina super-poderosa e fujo do estado mãe por alguns momentos.
E... cansei. Vou sair, visitar uma amiga que teve gêmeos e mudou pra casa nova. Coitada, essa sim pode reclamar de cansaço.
Hasta luego, minha gente!
PS: minhas gatas ainda estão comigo... e o tempo tá passando!!!!



quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos namorados! Pra quem, mesmo???





Olá, minha gente!
Agora esse é meu mlog, meu blog mensal. Hehehe... mas tá complicado mesmo sentar aqui com tempo e inspiração, essa figura calma e ponderada que vemos da mãe grávida é só imagem, mesmo.
Sexto mês de Theo na área. Chuta, sacode, samba, se espreguiça, tudo como se não houvesse um invólucro sentindo cada movimento. Mas tá valendo, sou boazinha com crianças.
Passei um mês bem agitado, viajamos de carro até o interior do Paraná. Loooonga viagem, nunca antes 6 horas me pareceram tão compridas. Aí calor de Dante por lá e na volta, uma sogra na bagagem. Ela fez cirurgia e não tava se cuidando bem, trouxemos pro frio de Curitiba pra ela "cicatrizar" mais tranquila. Mas é sempre um rebuliço na casa e na vida, né? Duas semanas, como vou colocar... "intensas". Aí na última sexta ela voltou pra casa, quis ir até lá cuidar da vida. Tá melhor de saúde, pelo menos.
A "construção" do quarto do pequeno está a toda, mil idéias sendo postas em prática, eu com essa pança enorme me dificultando todos os movimentos, estranho... primeira fase de vida que me lembro de ter que pedir ajuda pra quase tudo que faço. E ainda assim faço umas lambanças de vez em quando, carrego pesos que não devo, abaixo e levanto rapidamente, enfim, a intenção é sossegar, mas veja bem... ou faço certas coisas agora ou só quando esse menino tiver uns 10 anos de idade!
Legal ver tanta gente curtindo essa gravidez comigo, é uma torcida enorme! Amor, tios e tias não faltarão pra esse menino. Amém.
Mas sinto umas faltas. De trocar e-mails com gente querida, de visitar algumas pessoas, de dormir de bruços!; de acordar e escolher ficar na cama, sem fazer absolutamente nada, e sem culpa, porque realmente não há nada de importante a ser feito.
Mas aí acho que eu teria meus 20 anos de novo e não teria a perspectiva de uma família sendo construída.
Por hora é isso, a coluna permitindo, volto antes de um mês!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Eu na mídia

Agora entendi certas coisas, como por quê toda futura mamãe blogueira só escreve sobre a gravidez. É que não dá pra pensar em outra coisa! Até tentei, essa semana, mas foi uma enxurrada de telefonemas, e-mails, dicas, "leia o livro tal, tem aula de hidro isso e hidro aquilo em tal lugar", essas coisas. Muito benvindas, claro, mas cheguei num ponto próximo de sair do prédio com medo de paparazzis. Mães de plantão, isso passa? Ou só depois que a criança nasce?
Nunca fui dada a holofotes, festa de 15 anos, casamento na igreja, etc. De repente estou cercada de gente feliz, ávida por novidades, me passando correntes de energias boas e afins. MUITO estranho.
Mas, já que o tema de hoje é este, finalmente fui na ginecologista. Agora acredito que tô grávida mesmo, ela fez exame de toque e o útero tá inchado. E data prevista de parto, 18/09. Um(a) virginiano(a) vem aí.
Continuo feliz. E vou procurar postar sobre outros assuntos, também ;o)
Amanhã vou pra praia passar uma semana com mãe, tia, prima, sobrinho... sem internet, sem tv a cabo, esperando sobreviver.
Hasta luego!



quinta-feira, 26 de julho de 2007

Mal-traçadas linhas

Hoje conversei com meu pai sobre a importância de escrever. Pra quem gosta, claro. E que ferramentas como o blog ajudam muito nesse processo.
Perdi meu medo de escrever lá pelos meus 10, 11 anos de idade. Já gostava de contar histórias (estórias também, mas não gosto da palavra...generalizo todas com o his), porém colocá-las organizadamente, começo, meio e fim, nexo, enredo, só aprendi com minha professora de português e literatura. Lia Salvador. Minha professora da quinta série até o segundo grau.
Suas aulas me desafiavam, provocavam e me encantavam.
Mas aprendi a ter responsabilidade sobre o que escrevia quando ela lançou um tema de redação entre as turmas da escola. Eu, muito atarefada com outras matérias, expliquei para minha grande-pequena amiga Tamisa, colega de outra turma, sobre o que queria escrever e ela redigiu meu texto. Que foi escolhido o melhor de todos. Ai, a ética...

E para explicar que focinho de porco não era tomada? Eu tinha um bom relacionamento pessoal com a Lia, sempre fui muito interessada em suas aulas. Mas era uma menina, a Tamisa também havia feito sua redação própria e não teve grandes reconhecimentos por ela. Abri mão do falso mérito indo até a casa da professora, carregando a Tami comigo. Ela nos deu um puxão de orelha, agradeceu a sinceridade e me deixou escrever outro texto. Retirou a redação do quadro de destaques, deu nota máxima para minha amiga e a história morreu aí.

Desde então me empenhei ao máximo quando um texto me é pedido. Apresentação, letras/fontes legíveis, ortografia, penso sempre que um texto é como um filhote, a partir do momento em que deixo o mundo vê-lo, ele não mais me pertence. Já é do mundo. E merece ser compreendido.

Sentar periodicamente em frente a uma tela em branco e não se desesperar, deixar a mente fazer conexões, buscar inspiração nas mínimas coisas, são exercícios importantes para a memória e o "não enferrujar" do cérebro.
E com essa variedade sem fim de opções que chegam diariamente até nós via Google, dá pra se deliciar, com um pouco de paciência e algumas horas de sono a menos, enfeitando, arrumando, tornando mais agradável o quê e como se vê aqui.

Falando em enfeitar e embelezar, continuo na luta operário-padrão "por um melhor local de trabalho". Se os deuses conspirarem a favor, até sábado termino grande parte do meu projeto, no melhor estilo Casa Cor. Têm que servir para algo, afinal, meus quase dois anos de noites frequentando o curso de design de interiores!
Fotos serão postadas aqui, após o término do trabalho.
Música de hoje: Valse d´Amélie (piano version) - trilha do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Music Box

Continuo brincando de descobrir coisinhas legais nesse mundo virtual. Agora instalei o Box, supostamente um lugar para carregar e ouvir minhas musiquinhas e poder abrir links das mesmas. Vejamos se funciona...

La Valse d´Amélie (piano version) -Yann Thiersen - Le Fabuleux Destin d´Amélie Poulain

domingo, 15 de julho de 2007

Tecnologias

Acabo de aderir ao Technorati. Pra saber um pouco mais do que acontece no mundo blogueiro.
Hasta!

domingo, 13 de março de 2005

Parto Normal


E Finalmente nasceu! Páginas e páginas todinhas em branco para meu deleite digitatório...
Não sei porque cargas d´água não brinquei disso antes, se é tão fácil conseguir o brinquedo. Pois bem, me considero bem-vinda ao mundo blogger. E aproveito que é lua nova, boa para pôr em prática novos "tudo" na vida da gente.
Hoje passei o dia com pessoas queridas. Amigos de muito tempo atrás que continuam ainda orbitando à minha volta , para minha alegria. Fomos em um sítio, aniversário da Ká. Lá eu tive uma experiência bem interessante...
Sempre gostei de vacas. Na verdade sempre gostei do símbolo "vaca", acho bonitas, harmoniosas, principalmente se são malhadas de branco e preto. Ja tive meus momentos mico-leão-dourado parando à beira da estrada em viagens, as amigas me xingando no carro, para fotografar esses espécimes bizarros, sempre rodeados por moscas, exalando odores que me fazem cada vez mais preferir os símbolo à realidade.

Anyways, hoje meu lado mulher cosmopolita e urbana realizou um sonho infantil: amamentei um bezerrinho de 4 dias. Foi uma sensação muito boa, o João (o bezerro em questão) tem o tamanho de um cão bem grande, talvez um São Bernardo. Aquelas orelhas de abano, o olhar levemente estrábico, uma língua ainda macia e um apetite determinado. Em minhas mãos, uma garrafa pet de Coca Cola 2 litros contendo um líquido morno, um preparado específico para terneiros e um bico adaptador. Muito boa a sensação de alimentar um bichinho que acaba de chegar a esse mundo e nem chegou a mamar na mãe, já foi dado à aniversariante como presente (calma, ela e o namorado são veterinários, essas coisas estranhas acontecem normalmente no mundo deles...o primeiro presente dele para ela foi uma charrete!) com uma fita no pescoço e um anel de noivado preso à fita. Romântico? Melhor perguntar ao João o que ele achou da idéia. Eu gostei.
Pastou ontem no quintal da casa dela e hoje foi levado ao sítio da família, onde pude também aproveitar a deixa e realizar essa curiosidade infantil.
O campo faz bem à alma, aquela imensidão verde, silêncio, fogão a lenha, amigos por perto; mas confesso, nada como voltar para a minha casinha, chuveiro a gás, tv a cabo, cama confortável, internet...no entanto, como folga pros neurônios, não posso reclamar; foi um bom dia.
Maestro, qual é a música?
Woo Hoo - The 5.6.7.8´s - Kill Bill vol.1


Video