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sexta-feira, 29 de março de 2013

Réquiem

Essa semana cortaram o pinheiro aqui do quintal de casa. Motivo para escrever sobre isso: não era apenas um pinheiro. Era um pinheiro do Paraná, uma araucaria angustifolia, uma árvore símbolo dessa terra que habito. 


Foram meses de idas à prefeitura, vistorias, etc, até concordarem que a bichinha oferecia riscos e autorizarem o corte. Caso não haja essa autorização, a multa pelo corte ilegal ultrapassa os R$3.000,00. Não era o caso aqui, o de querer pagar multa.
Primeira boa notícia, o custo do corte fica por conta do requerente. Orçamentos girando até a soma de R$1.800, pelos bombeiros, mas optamos por um cortador particular que fez o serviço por R$800,00. Segunda boa notícia, nos entregaram a autorização (aceita em fins de janeiro) lá pelo fim de fevereiro, com validade até meados de julho. Detalhe: nos meses de abril, maio e junho está proibido o corte de árvores na cidade. E quando chove eles não podem escalar a árvore, pois fica muito lisa. Ieii. Isso nos deu um super tempo para nos organizarmos.
Enfim, tudo rolou, mas deixando burocracias (e informações úteis, pois alguém que me leia pode ter o mesmo problema) de lado, o dia em si foi intenso. Como é doído assassinar um ser sadio.
Sim, porque a pobre araucária ficava num pequeno canteiro, suas raízes já quebraram a calçada mais de uma vez, ela estava a poucos metros de um poste de luz e de muita fiação, em vendavais ela balançava em direção ao meu quarto, entupia as calhas e tudo mais com sapé seco, soltava galhos de sapé verdes, pesados e espinhentos, me impedindo de deixar as crianças brincarem à vontade lá fora. Mas era um senhor que ainda gozava de muita saúde, imponente, sem fungos, "gordão, fortão". Aí um mocinho de uns 25 e poucos anos escalou aqueles 20 metros rapidamente e em torno de 5 horas, o que havia não há mais. Cortava pedaços de 50 cm e soltava lá de cima, e dentro de casa meu coração tremia a cada queda. 
Olhei pela janela do quarto e do outro lado da rua estava o vizinho, de uns 90 anos, apoiado no seu andador. Olhos vagos e tristes, afinal foi ele quem plantou o bendito pinheiro sabe-se lá em que momento da sua vida, quando tudo isso aqui ainda era a fazenda em que a família dele morava. Impossível não pensar no que se passava naquela cabecinha branca durante o processo.
E meus pequenos? Agitadíssimos, trancados dentro de casa, reagindo com irritação e instinto àquela morte brusca e ao barulho da motoserra.

Digamos que esse dia coroou uma semana pesada, lotada, cansativa, desgastante. Nada específico, mas uma montoeira de "cotidianices" tão comuns hoje em dia.
Que essa Páscoa realmente traga renascimento, novos ares, um alívio mental.
E se possível, um bom tantinho de chocolates, pra adoçar a vida. ;)
Bom feriado!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

"Uma mãe animal", com muitas confusões e trapalhadas

Que rufem os tambores, preciso dividir esse momento: é quinta feira, são 4 e pouco da tarde, chove muito lá fora e estou - tchãrãnnn - com tempo livre!!!!!!!
Theo e Lara dormem aqui perto, cada um na sua soneca profunda da tarde. Tenho planilhas pra atualizar, roupas pra passar, armários pra organizar, mas decidi que... não. Simples assim. Hoje, não. My very own personal holiday.
Tenho pensado muito na missão que é a maternidade. O Theo frequenta uma pré-escola antroposófica, de pedagogia waldorf. As reuniões de pais, as conversas da saída da escola com as professoras e outras mães, o grupo de trabalhos manuais das mães que tenho feito parte às quartas feiras, tudo isso vem acendendo várias luzes no meu cérebro. Por que alguém coloca mais dois seres humanos no mundo nos dias de hoje?
A gente procura viver da maneira que considera a mais correta, certo? Seja seguindo os próprios valores, que vieram da família de origem, seja pra ficar bem aos olhos do nosso meio social, praqueles que estão sempre procurando o fio da meada.

Qualquer semelhança com minhas olheiras não é mera coincidência.
Procuro ser a melhor mãe que eu consigo. Como disse um pai na reunião da escola essa semana, "o que importa é a maneira com que vc diz o não para a criança. Se tiver culpa, danou-se. Se tiver raiva, a criança vai sentir. E isso tem que ser trabalhado dentro da gente, porque sim, às vezes dá uma raiva tão grande daquela pequena pessoa na sua frente te desafiando, e vc tem que ser o adulto da relação". Meus dias têm sido de desenvolvimento do auto controle nível ten plus mega combo.
Ontem a Lara, aos 6 meses, começou a se arrastar. Acabaram-se os dias de simplesmente deixá-la deitadinha no tapete de EVA cercada de brinquedos, a partir desse momento preciso reativar meus olhos da nuca, do couro cabeludo e acima das orelhas, porque com certeza ela vai se meter onde não deve. E o Theo, do alto dos seus 3 anos e 7 meses, está naquele dilema do "cresço e perco de vez meu posto de neném ou imito a Lara, já que todos acham tudo que ela faz tão fofo?". E entrei numa semana de impor meu papel de rainha, e ele como nobre e honrado cavaleiro me deve respeito sem questionar os porquês.
Aí existe a linha tênue entre não questionar as regras básicas de uma casa e da sociedade, mas sim, questionar o mundo sobre todas as curiosidades que tiver. E conseguir deixar isso claro pra uma criança pequena desgasta um ser humano, vou te contar. Hoje é quinta e tivemos 3 almoços só essa semana que acabaram na hora do jantar. " Você não levanta dessa cadeira enquanto tiver comida nesse prato". Choro, vela, fita amarela, barganhas, um menino dormindo encolhido na cadeira a sua soneca da tarde, passamos por tudo isso. Mas hoje ao receber o prato a colher foi naturalmente para as mãos em vez do "eu quero que você me dê!"
O difícil é ser forte, não sorrir nem chorar e manter a firmeza na voz, não voltar atrás depois que o impasse se instala. 
Hoje minha vida são essas crianças. Quando leio artigos e reportagens, quando converso com mulheres (mães ou não), é uma constante a idéia de que eu "não posso esquecer de mim". Que preciso ter um jantar romântico com o marido uma vez por semana, que preciso ter tempo para academia, que meu trabalho não deve ser renegado, que minha vida social precisa existir, que meus cabelos e unhas precisam estar sempre bem cuidados.
Então... até acho simpáticas essas idéias. Mas não. Tá, tá, não quero virar aquela mulher de rabo de cavalo torto, moletom sempre cheio de manchas de baba e comida e que não sabe falar de nada além dos filhos. É muito fácil ir por esse caminho. Mas ontem, conversando com minha mãe, acessei muitas memórias e ela ou meu pai SEMPRE estiveram lá. Ali. Perto.
Levei broncas, ganhei colo, tive ajuda pra fazer lição de casa, tudo que eu perguntava um dos dois sabia responder, minha casa cheirava bem, minhas roupas eram bem cuidadas, eu tinha uma boa educação (em casa e na escola), tinha lazer, tinha atividades extra curriculares. Isso com mais dois irmãos e um orçamento geralmente apertado.
Meus pequenos vão crescer (estão crescendo!!) muito rápido. Fui adolescente até outro dia, e sei que adolescentes querem os amigos mais do que os pais. Mas eu sempre quis meus pais perto, mesmo que passasse os dias com os amigos. Eram meus pais, não meus "BFF"s confidentes. E gostaria de ser esse porto seguro pro Theo e pra Lara. Que tenham seu amigos pra fazer suas confidências e aventuras, mas que se sintam à vontade pra compartilhar seus sentimentos comigo. E a hora de plantar isso é agora, quando estou atenta às suas necessidades, suas pequenas descobertas, seus treinos para serem humanos.
Como isso exige dedicação e tempo ( e agora são dois, cada um merecendo um tempo a sós com mamãe), tive que priorizar um bom tanto de coisas e deletar ou mandar pro depósito outro tanto. Como sinto falta de ler! Acabar com um livro em poucos dias, me deliciar com a história. Voltar a fazer cursos, nadar, fazer yoga... mas, sempre, a chave está no equilíbrio. Aos poucos o sono entra nos eixos, eles crescem e me ajudam mais, o tempo pro trabalho aumenta, de repente dá até pra postar no blog em plena luz do dia ;o)
O segredo é ter organização, estabelecer uma rotina e segui-la o mais fielmente possível e aceitar. Aceitar que não vai poder ir no aniversário da amiga na balada, que para ir no cinema é necessário organizar uma cansativa força-tarefa, que se conseguir fazer as unhas a cada 30 ou 40 dias, está no lucro. Que a escolha daquele homem pra ser o pai dos seus filhos tenha sido um momento inspirado e ele entenda que ou os dois assumem os remos do barco ou este vai ficar girando no mesmo lugar.
E que tudo vale a pena quando vc ganha um sorriso banguela ou um "eu te amo, mamãe", pelo simples fato de existir.
E o Theo acordou. Durou pouco, meu feriado ;op
xoxo,
Gossip Girl.


ps: BFF = best friend forever. Soooo teenager style.

UPDATE = enquanto eu escrevia isso, a amiga Camila Voigt perguntava no Facebook minha opinião sobre esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=7ni0NwhNhD8 . Sincronicidade? Recomendo.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O caos e a escuridão. E a luz no fim do túnel.

Voltei.
Arrependida de ter reclamado tanto dos sintomas da gravidez, quisera eu que nesses últimos dias meus únicos transtornos tivessem sido azia, dores ocasionais, inchaços.
Vamos lá: minha bota ortopédica deveria ter ficado no pé por duas semanas, ficou um mês. Sem dirigir, mancando, pesada. Lado bom: em vez de carro, usei táxi e ônibus pra ir ao consultório atender, ao dentista, etc. Me forcei a caminhar e saí um pouco do sedentarismo. Lado ruim: andei por aí de bota ortopédica. Quem disse que barrigão e bota são garantia de lugar no ônibus? Ô gentinha mal-educada, por Deus!!
Bueno, há duas semanas mudamos de casa. É. E estou no fim da 37a. semana de gravidez. Mas foi assim que pôde ser, aos 48 do segundo tempo. Irmão, cunhada e sobrinho amados foram de mudança pra SC e começamos a trazer as coisas pra casa que eles moravam e agora é nossa home sweet home no mesmo dia. Marido teimoso quis fazer o estilo "sou da Granero" e passou uma semana de mula de carga, baixou os bancos do carro e até a geladeira ele trouxe. Imaginem o stress, dele e o que ele espalhou em volta. Mas deu certo, sem grandes avarias.
Dica: se for fazer mudança grávida, faça com a barriga beeem grande. Isso comove as pessoas e a ajuda vem "de turma", menos de 15 dias e tá tudo praticamente no lugar!!

(Pausa para os agradecimentos aos familiares e amigos queridos:
Minha mãe continua sendo a melhor do planeta, organizando minha cabeça enquanto sugere usos, praticidades e lugares para as coisas (e mega põe a mão na massa). Meu pai com sua furadeira e boa vontade de carregador trazendo coisas pra lá e pra cá, Nega e Lu literalmente embalando, carregando e limpando as coisas, Jorge e Lia no backstage da infra-estrutura, fazendo diferença, lavando, pintando; Tathi, que espontaneamente se ofereceu pra pintar a decoração  do quartinho da Lara (e tá ficando todo fofo). Madi querida, sempre com um almoço na mesa e prestativa pra cuidar do Theo, além de ajudar no que eu preciso, na hora que eu preciso. Fora os amigos que dão bobeira de bater a campainha pra ver como a gente está e entram na dança, "pega aquela caixa ali, coloca isso aqui", etc, nossos muito obrigados.
E claro, ao meu Cau querido, que está vencendo todos seus temores, orgulhos e preconceitos e realmente me ajudando a fazer dessa nova casa nosso lar, uma casa de família e não uma república de estudantes.)

Então, 3  noites na casa nova e Theo passou mal à noite. Dois dias enrolando com própolis, repouso, mas o menino sem apetite e cabisbaixo começou a preocupar. Hospital e o resultado: pneumonia. Theo uma semana em casa, 4 inalações por dia, antibiótico e tudo voltou ao normal.

Peraí: o que teve de normal até agora??

Continuemos.
Pedi ao meu sogro que pintasse a cômoda e o berço do Theo pra dar uma "refrescada" nos móveis na hora da Lara herdá-los. Pois o homem arranjou montes de trabalho justo agora? Nono mês de gravidez e nada do berço no quarto ainda. Ai, ai...
Fora a entrega do apartamento, nossa grana foi priorizada pra entrar na casa nova, mas 10 anos morando de aluguel meio que deterioram "um tanto" um apartamento, e nossa última semana foi insana dando um jeito "artesanal" no bichinho antes da vistoria. Dá-lhe coluna e paciência.
E, claro, nesse mês venceu meu passaporte austríaco e tive que correr renová-lo, venceu nosso seguro do carro, mudou a administradora de condomínio do apartamento e a nova ainda não se afinou com a síndica, não sabem onde estão comprovantes e outras coisas importantes para que eu possa entregar o imóvel, tenho que cadastrar meu título de eleitor pra ontem, porque depois que ela nascer esse assunto com certeza sai da minha pauta de prioridades e sou capaz de perder o prazo, preciso ver o que ainda falta do enxoval da Lara e não tenho mais foco pra isso, não fiz minha mala da maternidade, Theo anda tendo crises de ciúme da irmã e tenho que prepará-lo para dormir duas noites na vovó enquanto estivermos no hospital, meu notebook (Positivo, boo-hoo! Fora, enganação!) resolveu que nessa casa ele não se conectará à internet, queimou o motor do portão da casa e roubaram o carro do serralheiro com o portão e o motor novo que encomendamos, e... ah, chega. Essa foi a parte do caos e escuridão. Precisava dividir, nem que fosse com o mundo.

E com tudo isso, ontem fiz ecografia e a pequena está linda lá dentro, já com 3 kg e 48 cm de gostosura e toda curtindo seus drinks de líquido amniótico. A barriga já deu uma boa baixada, aí como, me movimento e durmo melhor. Nas duas últimas noites fiz xixi tarde, na hora de dormir, e só acordei 6 e pouco da manhã pra fazer outro. Chego a dormir 5, 6 horas por dia, um recorde para essa gravidez.
É isso. Segunda faço meu primeiro exame de toque e avaliaremos marromenos quando Lara deve chegar.
E essa é a parte da luz no fim do túnel. ;o)
Se minha sanidade mental permitir, ainda volto antes do parto. Senão, hasta la vista. Foi bom estar com vocês.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sementes Espalhadas

Já-já voltei. Ãrrã.
Realmente o ano não anda promissor aqui na internet pra mim. Muita coisa prática e mais urgente na frente pra dar conta, sabem?
Então que o nome da menina é Lara. Quem me acompanha em redes sociais já sabia, mas tamos aí, requentando notícia. Demorou, viu? 13 semanas de deliberações até a decisão final do júri. E hoje não consigo imaginar outro nome pra ela.
Ontem veio ao mundo Francisco, meu sobrinho pequerrucho, primeiro filhote do meu irmão caçula Bruno e da minha cunhada-irmã-querida Thaís. Não pude vê-lo ao vivo ainda, mas por fotos já apaixonei. Bem vindo menino lindo, que sua presença fortaleça ainda mais o amor dos teus pais!
Foi um, resta uma. O ano passou voando em torno de roupinhas e badulaques e montagem de quartos e mudanças. Minha mãe se viu doidinha lavando quantidades enormes de roupinhas dos netos, bebês foram assunto dominante, mas agora, com a chegada do pequeno Francisco parece que tudo começa a girar mais devagar, a entrar nos eixos.
Preciso maneirar na ansiedade, pois a balança não tem gostado muito dos meus abusos. Sem pensar entram quantidades enormes de carboidratos, açúcar e afins no meu organismo, quero ver essas calorias saírem dele! Mas tá, isso é problema pra depois.
Lara é grandona, posso sentir. Já virou, semana passada senti a cambalhota e desde então, é pressão constante nas costelas e nos meus amassados orgãos internos. Mas tirando os momentos de dor aguda, é delicioso sentir a pequena brincando lá dentro, fazendo ondinhas na barriga quando algo a incomoda, se posicionando desde já no mundo.
Theo está encantado com ela, conversa muito com a irmã, faz carinho toda vez que chega perto da barriga, e algo me diz que passando o ciúme inicial, vai ser pau mandado na mão da caçula.
E eu fico aqui no meu canto, às vezes pirando o cabeção com neuras típicas de grávida, outras vezes elaborando teorias profundas sobre a humanidade. No consultório, ando pessoa prática, tenho poucas sessões com meus queridos pacientes antes de "sair pra parir" e só volto dali uns meses. Tô plantando sementes em todos para que possam refletir nesse meu tempo fora e não deixem de se auto desafiar e se descobrir mais a cada dia, às vezes acho que falo além da conta; mas nenhum deixou de ir até agora, então deve estar tudo bem ;o)






E apesar da superlotação à minha volta, de sentimentos, de expectativas, de pressões e pessoas, por dentro entrei em fase minimalista, pasmem! Quero clareza, quero faxina, quero me livrar de coisas, quero o bom e o necessário por perto. Um ninho mais clean dessa vez, eu diria. Que será que me espera com o nascimento dessa menina?
Hasta.

terça-feira, 24 de maio de 2011

It´s been a long, long day...

Entonces.
Não passei dessa pra melhor, não. Estava apenas em um processo de vida mais real e menos virtual.
First things first: outro ser me habita e não é distúrbio psiquiátrico. Gravidez. Prenhice. Peguei barriga.

 Dessa vez é menina e isso meio que me apavora. Eu gostaria que fosse menina, mas com a confirmação saí da zona de conforto e agora todo um mundo cor de rosa se apresenta diante de mim. Frio na espinha.
Tenho ainda 5 meses pela frente de noites razoavelmente bem dormidas antes do furacão recomeçar, muitas questões a serem definidas (questões espaciais principalmente, digamos que nosso apto não seja exatamente enorme, e que a quantidade de coisas que existem dentro dele atingiu o limite que o próprio pode comportar).
Mas esse é o tipo de problema que tem solução. Já vi nas ecografias que ela é toda bem montadinha, tem tudo no lugar certo e isso sempre dá uma certa tranquilidade. Continuo não entendendo as mulheres que gostam de gravidez, mas isso provavelmente é porque eu sou uma control freak de carteirinha.

Como assim algo está acontecendo comigo e eu não posso controlar? Opinar? Saber de antemão?

Dessa vez, ao contrário do Theo, tive muitos enjôos (inclusive computador me enjoava, vide o sumiço), muitos sintomas típicos que até então eram apenas lenda de grávida. Lhes digo que foi BEM de verdade. Os pesadelos vieram com tudo, horríveis, apavorantes, mas no quarto mês tudo diminuiu. Amém. Já durmo melhor, já tenho mais disposição e lucidez.
Theo não gostou nadinha da possibilidade de ser uma menina, passou mais de mês agressivo, duelando fisicamente com minha barriga, mas na ecografia para confirmação do sexo ele foi junto e tudo mudou. Hoje conversa com a barriga, dá beijos no umbigo, conta orgulhoso pro mundo ouvir que "ele vai ter uma irmã!". Uff.
Pontos positivos: foi um bebê planejado; é minha última gravidez (a gente não deve dizer 'nunca', mas nessa caso, em sã consciência, será o último bebê); vou poder brincar de menina, brinquedo novo!; isso me aproxima mais da linha de chegada, onde em uns 3 anos terei duas crianças relativamente independentes e poderei voltar a ser mulher adulta, profissional, sair um tanto desse universo mimimi que me cerca.
Me conhecendo, sei que terei altos acessos nostálgicos de falta do mimimi, mas serão situações pontuais e só. Brincarei com os sobrinhos que ainda virão e vai passar.
Outro motivo de não vir mais tanto aqui é que não queria ser "monoassúntica" de novo, só falar de gravidez e bebês e berço e etc. Pra isso existem blogs bem específicos, das ditas mulheres que amam gravidez. Not the case here. Amo bebês, tanto que estou me dedicando a fazer mais uma. Ponto. Se precisa comer salada de agrião pra poder ganhar sobremesa, eu como. Não quer dizer que eu aprecie agrião.
Mas calma minha gente, que não tô assim um poço de mau humor. Existem lá aqueles momentos realmente mágicos de sentir um leve cutucão de um micro pézinho de 2 cm te fazendo cócegas por dentro. Existe aquela facilidade para se emocionar com as coisas mais simples da vida. Existe a - geralmente respeitada - lei da preferência em filas e lugares públicos. E nessa gravidez específica existe aqui dentro a diminuição de consumo de chocolate, por puro desinteresse (pasmem!) e um aumento da vontade louca e desvairada por frutas. Saudável, feliz, ponteiros da balança e minha obstetra agradecem.
A bebê ainda não tem nome, isso tem me incomodado um tanto. Um dia eu acordo com o nome na cabeça, assim espero.
Aos poucos, ela vai ganhando espaço nessa família.

Voltaremos em breve com um boletim atualizado dessa(s) vida(s) do lado de cá.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Crise de Identidade


Assunto besta, mas de muita relevância pessoal: ontem tirei uma pinta do pescoço.
Não, esse post não é sobre câncer de pele. Nem faz campanha pra nada. Apenas não dei a devida atenção ao que ia fazer e quando saí da clínica, me deu um vaziozinho.
A dita cuja se localizava no meu pescoço. Ainda tem outra, um pouco menor, logo abaixo. Se a maior não deixar um quelóide horrendo, a pequena cai fora também. Mas a questão é que essas pintas sempre foram meio marca registrada. Estão lá, em todas as minhas fotos. Eram como ter um nariz meio torto ou usar óculos desde a infância, faziam parte da minha apresentação.
Quantas vezes enroscaram em correntinhas, quantos bebês já retorceram, quantos apelidos os ex-namorados deram! Na praia, sempre um pingo a mais de protetor solar em cada uma.
No corpo todo, são quase duzentas. Não, você não leu errado. D-U-Z-E-N-T-A-S pintinhas. Tive a paciência de contar, a maioria minúscula. Tenho as "bocal de tomada" num braço, as "três marias" no outro. Tem as verruguinhas, as mini-vermelhinhas, as que parecem uma sujeirinha embaixo do mindinho da mão esquerda e do mindinho do pé direito. Enfim, são minhas e gosto delas.
Uns 15 anos atrás tirei uma meio grande e esquisita das costas, qualquer raspada forte descolava a bicha e ela sangrava muito, doía. Hoje é só uma lembrancinha cor-de-rosa.
Mas as do pescoço, essas sempre foram especiais. Porém, pós-gravidez, bem no meio da maior me aparece uma "língua". Como se uma célulazinha tivesse decidido encher uma bexiga de ar, e ela nunca mais esvaziou.
A médica disse que não tinha cara de perigosa (em termos malignos), mas que as chances de machucar aumentariam. Theo também já demonstrou especial interesse por elas, e ele fica MUITO no meu colo. Não é o bebê da amiga que puxa a pinta e eu devolvo, né?(o bebê, não o beliscão). Aí achamos por bem eliminá-la. Marquei, fui lá e tirei. Sem pensar.
Aí... o vazio. Saí da clínica com essa sensação esquisita que uma parte de mim se foi. Assunto besta, como já disse. Mas pensei em tantas pessoas que conheço e que não conheço também que entram na faca pra mudar algo em si e, ao sair da cirurgia, mudaram algo em definitivo. Serão as mesmas pessoas? Claro que a essência permanece, mas se a maioria se transforma, desabrocha, conheço outros que nunca mais se encontraram sem aquele seu pedacinho.
Agora é trocar curativos, esperar a casquinha se formar e cair e decidir se ignoro o fato ou se corro fazer uma nova carteira de identidade.



segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mas tava aqui, pra onde foi?!

Hoje me caiu uma ficha (por sinal, acabo de ver como estou passé composé, fichas caíam nos telefones públicos do século passado!): doismileoito acaba mês que vem. Ãrrã. 38 dias apenas. Mas ontem mesmo eu estava de taça de espumante na mão comemorando o ano que ia nascer, com muito dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender!


Pois foi o tal do ano, esse. O bolso não viu muito dinheiro, a saúde esteve praticamente inteira voltada para a fabricação e o bem-estar do Theo. Deixei de ser só filha para ser também mãe. Revi montes de amigos, resolvi outros montes de pendengas. Comentei uns posts atrás, antes do Theo nascer, que sentia como se estivesse de mudança pra Namíbia em setembro, tal era minha urgência em terminar e organizar coisas, pois achava que nunca mais ia voltar a ser dona da minha vida. Pois digo novamente, que bom que fiz tudo aquilo. E que pena não ter conseguido fazer mais. Como esse menininho exige minha disponibilidade!
Tô só esperando o momento em que vou me pegar correndo atrás da bolinha vermelha que ele jogou, no melhor estilo "vai ali mamãe, pega!"...
Fazendo parte deste mundo gestante/pós-parto descobri coisas absurdas na internet. Sites, fóruns de discussão, comunidades, esse é um mundo bem neurótico e "florzinha". Não me decidi por tomar partido de nenhuma corrente específica. Não quero o pequeno dormindo na minha cama, por exemplo, mas também não acho legal deixá-lo berrando sozinho no berço até ficar roxo e perder a voz. Produzi uma criança muito grande, que, se você ficar parado olhando com bastante atenção, é capaz de conseguir ver crescer. Logo logo não cabe mais no colo das pessoas, por maior que seja a boa vontade. Então por quê não encher esse menininho de colo, chamego e cafuné enquanto ainda é possível, sem precisar de Gelol e tipóia depois? Combinei com a pediatra dele que vamos resolver como tirá-lo do hábito de ficar pendurado em mim mais pra frente.
Mas como tuda na vida tem consequências, esse gesto de amor de mamãe para filhote se torna uma faca de dois gumes. Ou tá no meu colo ou não tá bom. E anda em fase de pico de crescimento, pedindo leite de duas em duas horas. Detalhe: se mama 7 da manhã, pede de novo às 9. Mesmo que tenha ficado mamando até 7:40, aí feito uns charmes, se espreguiçado e dormido só 8:20. Quando começo a cochilar, ele abre o bocão de novo. Sei que comportamentos se condicionam, acredito piamente que vou conseguir mudar isso daqui um tempo.
Isso tem me deixado afastada de tudo, inclusive do Baú. Sinto falta de escrever, de organizar minha vida, de ir ali e já voltar, sem precisar levar a mudança junto. Até 2007 acabar, eu era dona de verdade da minha vida e não tinha consciência disso. Não voltaria atrás por nada, me encontrei sendo mãe e apesar de andar por aí com uma cara meio bocoió, anotando tudo nas mãos pra não esquecer, sei que vai passar.
Descobri minha gravidez 14/01/08 e minha vida mudou 14/09/08. Tinha como 2008 não ser o ano do mono-assunto?


Meio cedo pra uma retrospectiva? Mas como posto sem saber quando voltarei, melhor me garantir ;o).
Que 2009 seja mais diversificado de assuntos, que meu pequeno-grande Theo cresça saudável e cada dia mais fofo, que minha porção Mulher-Maravilha aflore, pra eu dar conta de tudo que me espera. Urgente.



terça-feira, 16 de setembro de 2008

Nació el niño

Theo chegou ao mundo. Dia 14, virginiano com ascendente Escorpião e lua em Peixes. De cesárea, o que acabou sendo bom, pois o cordão dava duas voltas em torno do pescoço. Ele é lindo (coisa de mãe, né?) e saudável (coisa de médico). Passa bem nosso resultado da Tele-Sena, de hora em hora a mamãe ganha o prêmio cupom-alimentação.
Mamãe essa que por sinal está de pontos, cintas e dores variadas. Mas juro que ignoro e mal reparo, tão bom é ter o pequenininho se acalmando e parando de chorar cada vez que sente meu cheiro.
Nasceu uma família.



domingo, 23 de dezembro de 2007

Documentos para análise

Amanhã tem ceia de Natal. Já. Até o momento, este foi meu ano que mais passou voando.
Ando não muito animada pra escrever, como se percebe por este blog-às-moscas. A vontade até existe, e forte, mas escrever demanda um processo interno complexo pra quem não trabalha com um computador à frente.
Minha vida funciona na prática, não no virtual. Sento num sofá com uma prancheta e um maço de sulfite no colo, meu principal instrumento são meus ouvidos e meus olhos, preciso perceber pequeninas coisas no meu interlocutor. E anoto o que considero mais importante.
Ou estou no trânsito, atenta a tudo pra não fazer besteira, queimando mãos e braços no sol e maldizendo o fato de morar numa cidade com tantos carros. E tantos maus motoristas. Pelo menos não é São Paulo.
Posso estar passando roupa, fazendo almoço, no banco ou no meu contador, ou ainda levando mãe e tia pra cima e para baixo, de lojas a médicos, de mercados a aniversários de parentes.
Tudo isso para dizer que sentar para escrever é sempre um momento só meu, tenho um certo ritual. Meus momentos eram as madrugadas, mas há dois meses comecei a ir pra academia. Acordo entre 5:30 e 6:30, depende do dia, alguns de natação e yoga, outros de pilates. PRECISO das minhas horas de sono, ou seja, blog foi pro fim da fila de prioridades.
E sabem o que eu descobri? Que sinto muita falta! Vejo coisas diariamente que gostaria de compartilhar, sinto falta de exercitar o português, de ouvir minhas músicas no iTunes, de interagir com minha comunidade virtual via messenger, skype e afins. Será que isso é querer manter um pouco da adolescência ainda próxima?
Caiu a ficha de que quando eu engravidar, automaticamente passo a ser chamada de "senhora". Ui. Não combina! Mas também não rola deixar o projeto de lado por esse receio, né?
"Não sei" me define bem agora. É muita coisa na cabeça, fim de ano, quero dormir bem e ajeitar minha vida, minhas coisas, minha casa.
E definir minhas resoluções de ano-novo pode ajudar.
Hasta.
Feliz Navidad, próspero año e felicidad!

Buenas Fiestas - Los Pirata


quinta-feira, 14 de junho de 2007

O Tempo Não Pára

Hoje passei várias horas com o Pedro, meu sobrinho predileto (e o único, diga-se de passagem). Sempre uma delícia. Está com 3 anos, o pequeno, e sou muito fã das suas descobertas.
Ontem ele dormiu na casa da minha mãe, meu pai estava viajando e foi fazer companhia para a vovó. Hoje minha mãe despertou 07:06 com ele vindo acordá-la, e logo deitou "na cama da vovó". Ela disse que era cedo, que ele deveria dormir mais um pouco, mas pela primeira vez, ele prestou atenção ao rádio-relógio.
-"Vovó! Olha! sete-zero-seis!"
-"Sim Pedro, são 7 e 6 da manhã; durma."
-"Olha!!!! Sete-zero-sete!"..."sete-um-zero!"(gargalhadas sozinho, descobrindo a pólvora)..."sete-dois-dois!"
-"Tá bom, Pedro, vovó já ouviu; quando for 7-4-0 a gente acorda".

Doce ilusão.

-"sete-dois-oito!"..."sete-três-seis!"..."sete-quatro-zero, acorda vovó!"

Ela impassível.

-"sete-quatro-um!", aí arregala os olhos para ela, assombrado: "Vovó!!! O tempo não pára!".

E assim se deu mais uma importante lição para o resto da vida desse pequeno ser.

terça-feira, 14 de março de 2006

Fênix

Que que é isso, Valdirene?? Estou a 2 dias de completar 4 meses sem postar!! Não pode, não era esse meu propósito.
Mas passei dias, não, semanas, hmm, meses, escarafunchando meu cérebro. Questionamentos internos, não era momento de escrever, provavelmente.
Coisas mudaram nesse período. Infelizmente não mudaram tanto quanto eu gostaria, mas foi dada a largada, pelo menos.
Voltei pra aula de francês, comecei curso de costura/patchwork, voltei a nadar. Voltei a ler um livro atrás do outro, sempre que tenho brechas no meu tempo. Adiei meus planos de procriação, pelo menos até ano que vem. Tô fazendo mil tratamentinhos de saúde, coisas pequenas, porém bem eficazes e funcionais.
Resolvi cuidar do espírito e das energias em volta, que só do corpo e da cabeça não estava sendo suficiente.
Tenho conhecido pessoas novas e interessantes. Tenho me dedicado mais àquelas que já fazem parte de mim mas estavam meio esquecidas.
Desliguei a mente temporariamente para noticiários. Sim, isso me aliena consideravelmente, porém é passageiro. Nada de grandes novidades no mundo, anyways. Além do planeta cansado, esse sim, assunto que me preocupa. Assustador pensar que pode dar um bug no sistema e travar a máquina de uma hora pra outra.
É gente demais, abuso demais, desrespeito demais. Vejo o planeta do espaço, um furúnculo crescendo, inflamando, desesperado para se safar da dor. A qualquer hora explode e aí, vai pus para todo lado. Espero não estar embaixo de uma das gotas gigantes quando elas começarem a jorrar...
Ui, que metáfora nojenta. Sorry.
Por hora é isso. Voltarei a ser presença frequente por aqui, espero.
Mas agora vou dormir, daqui a pouco tenho que acordar pra ir nadar. E um dia letárgico se seguirá, com certeza, dado meu grau sonífero.

Alright - Supergrass - I Should Coco
Vídeo

We are young, we run green
Keep our teeth nice and clean
See out friends, see the sights
Feel alright!

We wake up, we go out
Smoke a fag, put it out
See out friends, see the sights
Feel alright!

Are we like you?
I can't be sure
After seeing as she turns
We are strange in our worlds
But we are young
We get by
Can't go mad, 'aint got time
Sleep around if we like
But we're all right

Got some cash, bought some wheels
Took it out, 'cross some fields
Lost control, hit a wall
But we're alright

Are we like you?
I can't be sure
On the scene as she turns
We are strange in our worlds

But we are young, we've gone green
We've got teeth nice and clean
See out friends, see the sights
Feel alright!

But we are young, we've gone green
We've got teeth nice and clean
See out friends, see the sights
Feel alright!

sexta-feira, 22 de julho de 2005

Balzac de Bolso


Então a pessoa que vos escreve adentrou a casa dos 30 anos...
Algumas sensações estranhas no último dia dos meus 20 anos, outras assim que acordei com 30, mas no geral já voltei ao normal.
Como disse uma amiga-irmã, época de faxina. Há miniblusas que não cabem mais no guarda-roupa, simples assim. Aí em míseros 5 dias após o Extreme Makeover já pude ouvir coisas tantas sobre ser adulta que até assustei, de leve. De posturas profissionais, procriação que talvez não demore muito a chegar e imagem que passo para o meio externo até dores nas costas, dificuldade em caber em certas roupas e um Balzac edição de bolso que caiu nas minhas mãos.
Hã?
Ter 30 anos é isso????
Medo. Mas, confesso, uma certa curiosidade. Todas as amigas que já chegaram lá me garantem que é muuuuito melhor que entrar nos 20 (tirando a questão do biquíni na praia, claro).
Nesse último mês "faxinei" sentimentos, algumas pessoas perderam espaço, outras ganharam. O Universo me deu de presentão um irmão lá em Niterói, alguém de quem não quero mais ter que me afastar, mesmo que à distância.
Família muito unida, todos amadurecendo, contato bom. Amigos do passado voltando, amigos do presente indo embora para se tornar amigos de outras pessoas.
E por hora é isso.
Vou curtir meus 30 anos.

Maestro, qual é a música?
I Fought In a War - Belle & Sebastian - Fold Your Hands Child, You Walk Like A Peasant

I fought in a war and I left my friends behind me
To go looking for the enemy, and it wasn't very long
Before I would stand with another boy in front of me
And a corpse that just fell into me, with the bullets flyinground

And I reminded myself of the words you said when we were gettingon
And I bet you're making shells back home for a steady boy towear
Round his neck, well it won't hurt to think of you as if you'rewaiting for
This letter to arrive because I'll be here quite a while

I fought in a war and I left my friends behind me
To go looking for the enemy, and it wasn't very long
Before I found out that the sickness there ahead of me
Went beyond the bedsit infamy of the decade gone before

And I reminded myself of the words you said when we were gettingon
And I bet you're making shells back home for a steady man towear
Round his neck, well it won't hurt to think of you as if you'rewaiting for
This letter to arrive because I'll be here quite a while

I fought in a war, and I didn't know where it would end
It stretched before me infinitely, I couldn't really think
Of the day beyond now, keep your head down pal
There's trouble plenty in this hour, this day
I can see hope I can see light

And I reminded myself of the looks you gave when we were gettingon
And I bet you're making shells back home for a steady man towear
Round his neck, well it won't hurt to think of you as if you'rewaiting for
This letter to arrive because I'll be here quite a while